Poesia actual & Actuante

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14/05/2020

Sobem-me a alma as ferozes emoções da desistência.
Algumas vezes isso me coloca no sepulcro
Corroi gangrenamente as minhas dúvidas positivas
E me empurrando ao nada da eternidade;
Esfolo-me a cantar num bacio sem fundo e a minha voz ultrapassa apenas 0,2 centimetros da minha boca.
Que anúncio cabe a mim se os músculos foram assassinados?
La dentro de mim, um outro inexistente eu reaparece tal como em filmes de terror onde o injusto vence a maior beleza e no final um recomeço sem fronteira.
Quero te falar sim de mim
As vezes penso em aterrar a vontade do bem e levantar a bandeira do "nunca mais"
La dentro de mim a amozona torna-se deserto e ai ja ñ quero nem mesmo ter ideia de ter ideia.
Ñ me apunhala mais, eu estou com a espada de 2 gumes que ultrapassaram 1000.000 vezes a minha alma deixando-a aos pedaços.
Eu ñ mereço respirar porque o preço dele ñ tem preço.
Um apreço careço, ñ mereço ter apenas osso, eu ñ trabalho para ter trabalho
O fim da vida ñ é trabalhar apenas mas viver condignamente.
Eu me acostumei a ter pressa de viver porque trago boca para comer.
Eu sou fértil sem fertilizante
Ñ arroto bife quando só tenho farelo como alimento da primeira necessidade.
Isso roe as minhas endócrinas e as lagrimas ñ são mais lágrimas mas simples declaração de morte indesejada.

06/05/2020

Adeus, adeus pois que
Tudo acabou; o pano das frustrações momentâneas apocapseram.
De Jonas a mim so faltava o peixe gigante para contar a coincidência dos acontecimentos.
Adeus
Minha paixão triste; fedorenta de prazeres que conquistou em segundo trilhões de bandos para destruir uma casota feita de pau a pique.
Adeus
E nunca mais te quererei aplaudir as montagens fabricadas por ti no sorrir do dia.
Adeus
Adeus amor triste e sem força, corça, moça, na fossa as vossas ameaças sem apoios, sem triagem nem carruagem.
Adeus
Adeus ao amor triste,
Do passado passado ao presente eu detesto o primeiro.
Lágrimas duras de cair por um ódio que gosava as minhas endócrinas. Baboseiras que namoriscavam os meus neurônios!
Só queria sorrir,
So queria sorrir,
Ao contrário disso o comboio da vida atropelou-me e tornei morto... morto assemelhante a Catumbela sem rio, nem cuca, coca cola... Lá na longínqua estrofe dos meus hinos sem batucada ao ritmo do vazio e sem forma.
Fizeste-me sentir a multidão de espinhas onde o rei é crucificado por ter dado um beijo ao negro.
Adeus, querida opressora que cantava as músicas ditas suavel nos meus ouvidos trazendo dores horrores, atirando-me as mais ponteaguda facas na minha alma. Ai!! Agora tornou-se uma paixão em caixão sem sepulcro para o enterrar.
Adeus
Ñ te quero mais
Ho tristeza minha, ñ te vou querer
Por que, tu me amavas com ódio, me carinhavas com flexas do desgosto.
Eu ñ te vou aplaudir um dia, ñ!!
De onde vens ñ importa, onde vais nem precisas dizer porque nunca serei o feijão desse teu arroz de Lata, ñ serei enxada dessa tua lavra, catana dessa luta, ideias da tua mente. Eu ñ vou me importar.

18/04/2020

DISCURSO DO DR. SAVIMBI EM 1988
Não tenho palavras para exprimir a força da minha convicção de que, para continuarmos a ter progresso, para conquistarmos a liberdade em Angola, é nosso dever promover a paz, é nosso dever promover a unidade nacional, é nosso dever também, transmitir a mensagem aos mais jovens que Angola é Africa, Angola não tem um outro destino se não com todo o continente africano.
Dizia eu que, a paz será o maior ganho da Angola! A independência não será a nossa maior conquista, porque sem a paz não podemos colher os frutos dessa independência. Pois ainda estamos em guerra. E reconheço que a guerra esta a vaticinar a nossa pátria, o nosso povo, o nosso progresso, os nossos sonhos.
Só podemos dizer viva a Independência quando conseguirmos dar aos nossos filhos, aos nossos netos, a liberdade, a esperança, a saúde, habitação, educação condigna. Porque ali eles terão o motivo de dizer; viva a independência! viva a paz!
Dirão também, se hoje nós temos a paz é fruta da independência, se hoje nos temos saúde condigna, se temos hoje água, luz, é fruto da paz. Mas essa paz só será alcançada por nós Angolanos. America não irá trazer a paz em Angola, a cuba não irá trazer a paz em Angola. A paz em Angola será alcançada por nós.
E acredito que se os quadros angolanos em toda parte do mundo pudessem estar aqui, ou ouvir as minhas palavras atentamente, concordariam comigo.
Cada um terá a sua visão sobre Angola, mas ninguém poderá trazer uma visão que venha a nos dividir, nós queremos para Angola e para com os angolanos homens que tenham visão do futuro, visão de servir a sua pátria em primeiro lugar.
Eu estou plenamente convencido que amanhã os angolanos terão a coragem e a visão de olhar e dizer: Está guerra não nos vai levar a lugar nenhum.
.
Meus compatriotas, correlegionários, não me vou prolongar, porque o tempo não permite, mas tenhamos a fé e a coragem de lutar sempre contra todos aqueles que tentarem trazer uma politica tribal, divisionista, não congregadora.
.
Angolanos somos todos nós.
Angolanos somos todos nós.
Angolanos somos todos nós.

Muito obrigado.

16/04/2020

Filho meu ñ me desprese
Nas profundezas abismal carreguei-te sem teres um grão de noção;
Os pensamentos do teu inexistente linguajar estrelavam os tímpanos.
O teu formato pirilimpavam os farós.
Filho ñ me despreze
Os meus fólegos foram visiveis antes de mim ter ideia em ter essa ideia.
Os humanos apareceram em mim antes de consentir que nas minhas entranhas sairia um ser racional que no final mordesse os meus neuronias para que a memória da dor, dos esforços caissem no equecimento total
Filho ñ me despreze

14/04/2020

Adeus, adeus pois que
Tudo acabou; o pano das frustrações momentâneas apocapseram.
De Jonas a mim so faltava o peixe gigante para contar a coincidência dos acontecimentos.
Adeus
Minha paixão triste; fedorenta de prazeres que conquistou em segundo trilhões de bandos para destruir uma casota feita de pau a pique.
Adeus
E nunca mais te quererei aplaudir as montagens fabricadas por ti no sorrir do dia.
Adeus
Adeus amor triste e sem força, corça, moça, na fossa as vossas ameaças sem apoios, sem triagem nem carruagem.
Adeus
Adeus ao amor triste,
Do passado passado ao presente eu detesto o primeiro.
Lágrimas duras de cair por um ódio que gosava as minhas endócrinas. Baboseiras que namoriscavam os meus neurônios!
Só queria sorrir,
So queria sorrir,
Ao contrário disso o comboio da vida atropelou-me e tornei morto... morto assemelhante a Catumbela sem rio, nem cuca, coca cola... Lá na longínqua estrofe dos meus hinos sem batucada ao ritmo do vazio e sem forma.
Fizeste-me sentir a multidão de espinhas onde o rei é crucificado por ter dado um beijo ao negro.
Adeus, querida opressora que cantava as músicas ditas suavel nos meus ouvidos trazendo dores horrores, atirando-me as mais ponteaguda facas na minha alma. Ai!! Agora tornou-se uma paixão em caixão sem sepulcro para o enterrar.
Adeus
Ñ te quero mais
Ho tristeza minha, ñ te vou querer
Por que, tu me amavas com ódio, me carinhavas com flexas do desgosto.
Eu ñ te vou aplaudir um dia, ñ!!
De onde vens ñ importa, onde vais nem precisas dizer porque nunca serei o feijão desse teu arroz de Lata, ñ serei enxada dessa tua lavra, catana dessa luta, ideias da tua mente. Eu ñ vou me importar.

Att.: Paulo Moisés

Endereço

Benguela
PAULO

Telefone

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