14/05/2020
Sobem-me a alma as ferozes emoções da desistência.
Algumas vezes isso me coloca no sepulcro
Corroi gangrenamente as minhas dúvidas positivas
E me empurrando ao nada da eternidade;
Esfolo-me a cantar num bacio sem fundo e a minha voz ultrapassa apenas 0,2 centimetros da minha boca.
Que anúncio cabe a mim se os músculos foram assassinados?
La dentro de mim, um outro inexistente eu reaparece tal como em filmes de terror onde o injusto vence a maior beleza e no final um recomeço sem fronteira.
Quero te falar sim de mim
As vezes penso em aterrar a vontade do bem e levantar a bandeira do "nunca mais"
La dentro de mim a amozona torna-se deserto e ai ja ñ quero nem mesmo ter ideia de ter ideia.
Ñ me apunhala mais, eu estou com a espada de 2 gumes que ultrapassaram 1000.000 vezes a minha alma deixando-a aos pedaços.
Eu ñ mereço respirar porque o preço dele ñ tem preço.
Um apreço careço, ñ mereço ter apenas osso, eu ñ trabalho para ter trabalho
O fim da vida ñ é trabalhar apenas mas viver condignamente.
Eu me acostumei a ter pressa de viver porque trago boca para comer.
Eu sou fértil sem fertilizante
Ñ arroto bife quando só tenho farelo como alimento da primeira necessidade.
Isso roe as minhas endócrinas e as lagrimas ñ são mais lágrimas mas simples declaração de morte indesejada.