Aguinalda Conduto - Autora

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02/06/2026
Histórias da Moura Encantada da freguesia de Marateca - Mar Até Cá - Moura Até CáReza a tradição oral, essa memória que ...
02/06/2026

Histórias da Moura Encantada da freguesia de Marateca - Mar Até Cá - Moura Até Cá

Reza a tradição oral, essa memória que não se escreve em livros, mas se transmite de boca em boca, como quem passa uma chama que, nas proximidades da Marateca, existia uma jovem moura de beleza serena e olhar inquieto, filha de um tempo em que as águas, as pedras e os sobreiros ainda falavam entre si numa linguagem antiga. Chamavam-lhe guardiã de um saber profundo, pois conhecia os caminhos ocultos da terra, as nascentes escondidas e os pontos onde o vento parecia sussurrar nomes.

Conta-se que a Moura não pertencia apenas ao mundo visível. Surgia ao entardecer, quando a luz se tornava mais baixa e o mundo parecia suspenso entre o real e o sonho. Alguns dizem que penteava os cabelos junto às águas; outros afirmam que cantava para os sobreiros, numa língua doce e indecifrável, capaz de acalmar até o silêncio mais inquieto. Havia ainda quem jurasse tê-la visto a desaparecer lentamente, como se a própria paisagem a engolisse com ternura, devolvendo-a depois ao mistério.

Mas, como acontece em tantas lendas, também esta guarda a sua tristeza fundadora. Diz-se que a Moura estava ligada a um amor impossível, um amor atravessado por fronteiras, por tempos e por destinos que não se conciliavam. E é dessa impossibilidade que nasce a sua permanência: não como presença física, mas como energia que se infiltra no lugar, tornando-o sensível, quase sagrado.

Com o passar dos séculos, a Moura da Marateca deixou de ser apenas figura e passou a ser sinal. Sinal de que há lugares onde a memória humana se mistura com a alma da paisagem. Sinal de que a terra guarda histórias que não pertencem apenas ao passado, mas também ao modo como olhamos o presente.

Hoje, quem percorre esses caminhos talvez não veja a Moura, mas sente-a. Na brisa que atravessa os campos, na água que corre sem pressa, no silêncio que se instala entre duas árvores. Porque as lendas, quando verdadeiras, não desaparecem: transformam-se em forma de presença.

E a Moura da Marateca continua, assim, a habitar esse intervalo delicado entre o visível e o invisível — onde todas as histórias, no fundo, aprendem a permanecer.

O património, as bonecas, as meninas, as mulheres, ass tardições, os livros, as histórias, o coração, os sentires e uma ...
02/06/2026

O património, as bonecas, as meninas, as mulheres, ass tardições, os livros, as histórias, o coração, os sentires e uma árvore.
Tudo amor. Tudo história. Tudo saber e aprender.

Num cenário mediático de enorme proximidade com o público, O Coração da Árvore ganhou um novo espaço de partilha e de en...
02/06/2026

Num cenário mediático de enorme proximidade com o público, O Coração da Árvore ganhou um novo espaço de partilha e de encantamento através da sua presença no programa Olá Bom Dia, conduzido por Luciana Abreu e Ruben Pacheco.

Foi um momento de divulgação que ultrapassou a simples apresentação de um livro ou de um projeto: tornou-se uma conversa viva sobre a infância, a natureza e a importância das histórias enquanto lugares de encontro entre gerações. Entre a leveza do formato televisivo e a profundidade do universo simbólico da obra, abriu-se um tempo de escuta atenta, onde a literatura se fez ponte para temas essenciais como o património natural, a educação emocional e a relação das crianças com o mundo que as envolve.

O Coração da Árvore afirmou-se, nesse contexto, como uma narrativa que nasce da terra e da memória, mas que se projecta para o presente com uma linguagem sensível e contemporânea. A árvore, enquanto elemento central, foi apresentada não apenas como cenário, mas como entidade viva, guardiã de afetos, de cartas e de segredos, convocando a ideia de que a natureza também guarda e transforma as histórias humanas.

A presença no programa permitiu, ainda, reforçar a dimensão pedagógica e comunitária do projeto, sublinhando a importância de levar a literatura às crianças de forma sensorial, participativa e emocionalmente significativa. Entre palavras, imagens e afetos, ficou evidente que contar histórias é também um ato de cuidado, um modo de aproximar o mundo do imaginário e de devolver à infância o seu direito ao espanto.

Assim, naquele espaço televisivo de grande alcance, O Coração da Árvore revelou-se não apenas como obra literária, mas como experiência viva, capaz de atravessar ecrãs e chegar ao mais profundo lugar onde as histórias verdadeiramente acontecem, o coração de quem escuta.

Olá Bom dia!, com Luciana Abreu e Rúben Pacheco
02/06/2026

Olá Bom dia!, com Luciana Abreu e Rúben Pacheco

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