28/07/2026
A caminhada participada de domingo, orientada pela arquiteta e investigadora 𝐋𝐮𝐜𝐢𝐚𝐧𝐚 𝐑𝐨𝐜𝐡𝐚, levou-nos a 𝐑𝐨𝐦𝐩𝐞𝐫 𝐨 𝐂𝐞𝐫𝐜𝐨 com o objetivo de "não só entrar pelo bairro, mas ultrapassar os limites e compreender todas as relações".
Este Caminho, inserido no eixo programático 𝑰𝒅𝒆𝒏𝒕𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 - 𝑻𝒆𝒓𝒓𝒊𝒕𝒐́𝒓𝒊𝒐𝒔 𝑽𝒊𝒗𝒊𝒅𝒐𝒔, permitiu-nos fazer uma leitura do projeto inicial do bairro do Cerco (construído em 1963), dos espaços de acesso e transição, dos modos de habitar e, por consequência, das intervenções de melhoramento realizadas nas últimas décadas.
Durante o percurso, foram várias as paragens em estruturas estratégicas para compreender as múltiplas formas de habitar o bairro — desde a Capela de Nossa Senhora do Calvário à Escola Básica e ao ringue desportivo —, bem como os diferentes modos de apropriação dos espaços comuns pelos moradores, tanto no passado como no presente. Entre outros exemplos, foi possível comparar os parques infantis previstos no projeto original do bairro com os baloiços e outras estruturas construídas pelos próprios habitantes, testemunhando formas distintas de viver e transformar o espaço coletivo ao longo do tempo.
Foi indispensável, para esta incursão, o contributo de 𝐂𝐥𝐚𝐫𝐚 𝐒𝐞𝐟𝐚𝐢𝐫, artista e educadora que concebeu, em 2025, o projeto Território Cerco: cartografia é movimento!, uma coprodução do Cultura em Expansão desenvolvida em parceria com o 𝐏𝐫𝐨𝐣𝐞𝐭𝐨 𝐂𝐞𝐫𝐜𝐚𝐫-𝐭𝐞 e o 𝐄𝐬𝐩𝐚𝐜̧𝐨 𝐓. A bandeira que assinalou o início deste Caminho foi realizada pelos(as) Cartógrafos(as) — crianças e adolescentes da comunidade Cercar-te e do Bairro do Cerco do Porto — no âmbito deste projeto.
Igualmente indispensável foi o testemunho de 𝐑𝐢𝐜𝐚𝐫𝐝𝐢𝐧𝐡𝐨 𝐋𝐨𝐩𝐞𝐬, morador do bairro, dinamizador cultural, músico e ativista comunitário, que partilhou, na primeira pessoa, a experiência de quem conhece por dentro as múltiplas vivências deste lugar.
📷 Inês Aleixo