03/06/2026
No clássico Vigiar e Punir (1975), Michel Foucault problematiza o poder de vigiar e a forma como este molda os nossos comportamentos e movimentos a partir da experiência do mundo ocidental. Passamos a agir como se estivéssemos sempre a ser observados, mesmo quando não temos a certeza disso. Vivemos num eterno Big Brother onde o outro passa a testemunhar e coreografar a nossa existência.
No próximo percurso-performance 𝐂𝐚𝐦𝐢𝐧𝐡𝐨𝐬 𝐚 𝐎𝐫𝐢𝐞𝐧𝐭𝐞, o performer, criador e educador 𝐃𝐨𝐫𝐢 𝐍𝐢𝐠𝐫𝐨 será o nosso guia/vigia. Propõe em 𝐕𝐢𝐠𝐢𝐚 (𝐕𝐢·𝐠𝐢·𝐚) — 𝐧𝐨𝐦𝐞 𝐟𝐞𝐦𝐢𝐧𝐢𝐧𝐨, 𝐟𝐮𝐧𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐨𝐫𝐢𝐭𝐚𝐫𝐢𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐦𝐚𝐬𝐜𝐮𝐥𝐢𝐧𝐚 o simples gesto de observar, reconhecendo que, ao mesmo tempo que observamos, somos também observados.
O eixo programático Criação – Territórios Imaginados tem a curadoria de Ana Rocha.
As vagas para esta caminhada participada já se encontram esgotadas, mas poderão enviar-nos um email para [email protected] indicando o vosso interesse em serem adicionados à lista de espera.
📷1 – Ronda pelo Terminal Intermodal de Campanhã, 2026 © Grupo de Trabalho Caminhos a Oriente
📷 2 – Vista aérea da estação de Campanhã e zona envolvente, 1963 © CMP/ Arquivo Histórico Municipal do Porto
📷 3 – Panorâmica do Terminal Intermodal de Campanhã, com o Centro Juvenil de Campanhã e nova construção urbana em curso, 2026 © Grupo de Trabalho Caminhos a Oriente
📷 4 – Portão e fachada principal do antigo Seminário dos Meninos DeꙄamparados, c. 1980 [Exposição: o Porto, uma cidade onde as crianças gostam de viver: centro juvenil de Campanhã] © CMP/ Arquivo Histórico Municipal do Porto
📷5 – Incursão nas ruínas da antiga Fábrica do Esteiro, 2026 [Lavandaria hidráulica para lavagem de lãs construída parcialmente sobre o Rio Tinto] © Grupo de Trabalho Caminhos a Oriente
📷 6 – Projecto da Reconstrucção da Fábrica do Esteiro, 1932 [Alçado principal e corte longitudinal] © CMP/ Arquivo Histórico Municipal do Porto