Poesia - Jorge Vasconcelos

Poesia - Jorge Vasconcelos A Poesia é a expressão da Alma e do Coração a uma só Voz
Jorge Vasconcelos

Triste, sem dúvida triste,mas infelizmente com umaparte final comum a muita gente!UMA CARTAEscreveu uma cartaNão levava ...
31/10/2024

Triste, sem dúvida triste,
mas infelizmente com uma
parte final comum a muita gente!

UMA CARTA

Escreveu uma carta
Não levava remetente
Não levava destinatário
Meteu-a numa garrafa e,
Atirou-a ao mar…
Procurava nova gente
Era ele o signatário

Porém
Algures, com certeza,
Irá encalhar
E ninguém a receberá

O seu conteúdo
Não é para revelar
Mas poder-se-á adiantar
Que trata de tudo
O que de AMAR
Se poderá contar

Solidão,
Tristeza,
Alegria
Sempre com muita coragem
Tudo vivido num dia
Incluído numa só passagem

Não divulgar
O que a carta diz
É essa a sua vontade
Prefere sentir-se feliz
Omitindo essa verdade

Quisera definir solidão
Como um estado normal
Mas o aperto no coração
Não deixava
Não era justo… afinal

E da tristeza, essa pior
Por estar a seu lado
E não a sentir melhor
Malgrado a ter ajudado

E que dizer da alegria
Que lhe vai no coração?
Sabendo que ele estaria
Ajoelhado no chão
Prostrado a rezar
A pedir a Deus
Que não ousasse roubar
A essência da sua vida

Mas foi em vão
Aquela que era a sua querida
Estava em vias de discussão
Para lá em cima ser recebida

Foi essa a motivação:
Solidão,
Tristeza,
Alegria,
Todas vividas no mesmo dia
Foram a simples razão
Da carta ter sido escrita

Autor:
Jorge Vasconcelos

O Distrito Vermelho de Amsterdamou o Reeperbahn de Hamburgo sãolocais onde o s**o é vendido como mera mercadoria. Este f...
30/10/2024

O Distrito Vermelho de Amsterdam
ou o Reeperbahn de Hamburgo são
locais onde o s**o é vendido como
mera mercadoria. Este fenómeno é
uma realidade social violenta.

DETALHES

Maria…
Seria?
Não importa…
Aquela cara gaiata
Com detalhes, sem detalhes
Percebida como inata
Estava ali à janela
Vendo quem ali passava
Sabendo que nunca iria
Fosse ou não a mais bela
Escolher quem ali parava

Olhei para a cara dela
Bonitinha, vulgar, normal
Ali naquela janela
Era um convite informal

O rictus dos seus lábios
Fazia lembrar o morder
Desajeitado mas natural
Numa maçã p’ra comer

Os seus olhos castanhos,
Enormes, belos, risonhos
Penetrantes, estranhos
Falavam como nos sonhos
Sem nada ter que dizer
Mas fatais a convencer

O seu nariz era perfeito
Nem grande nem pequeno
Adivinhando um belo arfar
De tal jeito
Onde as suas largas narinas
Demonstravam que ao amar
Prometiam um ar ameno
O tal que as mulheres
Não têm quando meninas

A sua testa franzida
Sinal de preocupação
Dava-lhe um ar de querida
Mas requeria atenção

Porque seria, Maria?
Teria chegado a altura
De ter que dizer não,
E, porventura,
Estaria farta da janela

Tinha chegado o momento
Para passar a ser somente
Aquela rapariguinha
De olhar tão bonitinho
Fora da célebre montra
Onde sempre se viu contra
Mas agora
Sentir-se
Livre como um passarinho?

Autor:
Jorge Vasconcelos

Quando se ama até as flores nos parecem mais bonitas…A CREDORA DO MEU AMORAbracei-te como quem abraça a VidaSenti-te min...
27/10/2024

Quando se ama até as flores
nos parecem mais bonitas…

A CREDORA DO MEU AMOR

Abracei-te como quem abraça a Vida
Senti-te minha, sem restrição
E, desta vez, minha querida
A luz inundou-me o coração

Apesar de não ser essa a ideia
Aquela árvore, além, vês?
Tem-me servido de candeia
Iluminando a sua forma e nudez

Ela, também
Fria, gelada, neste inverno
Aguardando a noite cair
Embrulhar-se na sua sombra
Num abraço fraterno e dormir

Folhas caídas, enorme tristeza
Tal e qual eu me sentia
Antes de te abraçar
E esta sensação de leveza
Ao romper este dia
Faz-me sentir que bom é Amar!

Que venha a Primavera
Transversal, perfeita
Nessa condição efémera
De bela fêmea insuspeita

As saudades do abraço
Que há bem pouco te dei
Coloca-me num embaraço
De não ter coroa e ser Rei

A felicidade que sinto
Nestes momentos concretos
Põem-me num labirinto
De mil sentimentos secretos

Este amor não é para dividir
É meu, só meu, indiviso
Porque só eu o posso sentir
Firme como o chão que piso

Amanhã, se deus quiser,
Irei por essa aldeia fora
Dizer que esta bela mulher
É do meu amor a credora

Por isso, lembra-te Primavera
As flores que estão a faltar
Para alegrar esta quimera
Só tu e ela mas poderão dar

Autor:
Jorge Vasconcelos

Ela vive aguardando, contudo, nem sempre            quem espera sempre alcançaA FALTA QUE ELE ME FAZA falta que ele me f...
25/10/2024

Ela vive aguardando, contudo, nem sempre
quem espera sempre alcança

A FALTA QUE ELE ME FAZ

A falta que ele me faz
Não é fácil imaginar…
É tremenda, é enorme
… Sinto-me incapaz
Por não a poder evitar
E fingir que está conforme

Imaginá-lo docemente a passar
Esperando eu debruçada
Naquele vão… recordando o cheiro dele
Triste, desolada, angustiada
Pensando no que poderia ter sido
A minha vida com ele

Quantas vezes recriamos
Tudo o que foi perdido...
Aquilo que sempre sonhamos
Desapareceu…
Num movimento estúpido
E nunca mais apareceu!

Éramos dois, unidos num só
Ninguém queria acreditar
Que de repente essa união
Pudesse sumir e incorporar
Uma bola de sabão
Sem piedade, nem dó
----------------------------------
Aquilo que estou a contar
É verdade… Aconteceu
Ela está na vida esperando
Porque…
Explicação, ninguém deu.

Mas não se sente isolada
Sabe que casos como o seu
Existem por todo o lado
Sonhos totalmente desfeitos
Manhãs de autêntico breu
Pesadelos… à noite… Perfeitos

A violência doméstica é um dos actosMais cobardes e repugnantes que hojecom frequência é praticado. CIÚMECom cinco letra...
20/10/2024

A violência doméstica é um dos actos
Mais cobardes e repugnantes que hoje
com frequência é praticado.

CIÚME

Com cinco letras apenas
Se escreve talvez a mais feia
Palavra do nosso idioma…
Sendo das mais pequenas
É das que mais se odeia
Pelo seu pútrido aroma

E, isso, é o ciúme
O tal
Que provoca
O estado emocional
Doença ou outro mal
Em que não há
Um só queixume
Por parte de quem
Possuído está

E que pratica também
O ciúme doentio
Aquele que te permite
Não entender
Que o fastio
É a repulsa no seu limite

Amar,
Respeitar,
Perceber.
Conjunto de valores
Que não se podem separar
Porque a origem dos amores
Se um deles desaparecer
Não te pode deliciar

Que te move, estar desanimado?
Não amas o seu amor?
Não respeitas a liberdade
Porque ligaste a um rumor?
Que falta de confiança
Que falta de sinceridade
Te inibe de proceder
De forma civilizada?

Ligado à inveja
…E ao egoísmo
Não deixes que alguém veja
Essa esquizofrenia
Que te lança num abismo
Que te afecta no dia a dia

Respeitar
O seu amor
Mesmo que o tenhas perdido
Preferível sentir a dor
Do que provocar
Alguém que esteja ferido.

Autor:
Jorge Vasconcelos

E pena! É lamentável! Mas é Verdade...O HOMEM nunca está satisfeito com o que tem...O AMOR SABE SEMPRE A POUCOO amor é u...
17/10/2024

E pena! É lamentável! Mas é Verdade...
O HOMEM nunca está satisfeito com o que tem...

O AMOR SABE SEMPRE A POUCO

O amor é uma dádiva
Recebe-se por existir
Basta ter vida activa
Para que o consigas sentir

Nunca ao amor digas não
Não feches a boca ao beijo
Porque vives uma paixão
Deixa que te invada o desejo

E se porventura entenderes
Que deste cálice podes beber
Como és parte dum amor louco

Vem amar-me profundamente
Ficando aqui bem presente:
O amor sabe sempre a pouco

Autor:
Jorge Vasconcelos

Este poema tem para mim um sabor muito especial. Dedico-o a todas aspessoas que, amando, ainda não viram concretizados o...
16/10/2024

Este poema tem para mim um sabor
muito especial. Dedico-o a todas as
pessoas que, amando, ainda não viram
concretizados os seus sonhos mau grado
possam ser pequenos. Bem hajam por
AMAR!

VEM COMIGO

Vem comigo
Perturbar esta minha solidão
E eu levo-te com enlevo
Ao Dia onde só há sol
Para te amar com paixão
Oferecer-te um lindo trevo
E ouvir chilrear um rouxinol

Vem comigo
E eu levo-te, sozinha em segredo
Onde a Noite ficou presa na Lua
Fazer desse encontro sem medo
Um feitiço de amor que se acentua
Porque vens comigo
Amando, beijando, desejando
Dormir encostada a mim
Da viagem descansando
E de tanto amor e beijos sem fim

Autor:
Jorge Vasconcelos

Endereço

Lisbon

Telefone

+351936861495

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