Atlas da Solidão

Atlas da Solidão Conversas, concerto, oficina para adolescentes, curso online, performances, dança e exposição.

11/03/2024
Encerrámos o Atlas da Solidão com «Uma comunidade de solidões», as conversas em que participaram Adalberto Carvalho (coo...
15/05/2023

Encerrámos o Atlas da Solidão com «Uma comunidade de solidões», as conversas em que participaram Adalberto Carvalho (coordenador do Observatório da Solidão), Ana Cristina Pereira (repórter no Público com especial interesse por temas de direitos humanos e exclusão social), Rui Miguel Costa (com uma investigação sobre psicopatologia associada às novas tecnologias e um dos autores de um estudo recente que associa o uso de redes sociais pelos jovens à solidão) e Sónia Martins (com uma investigação em torno das questões do envelhecimento e da saúde mental). Neste momento nuclear do programa, falou-se sobre o que nunca se fala, procurou-se compreender melhor o ponto em que nos encontramos e entender o tema amplamente. Falou-se também sobre o que falta fazer.

A equipa do Atlas agradece calorosamente à Appleton o acolhimento e a cumplicidade e aos nossos parceiros Antena 2, Buala, Baldio - performance studies, Câmara Municipal de Lisboa, Coffeepaste e UMBIGO cujo apoio crucial permitiu fazer chegar o projeto ao público.

Hoje, conversas de encerramento do Atlas da Solidão.𝐔𝐌𝐀 𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐃𝐄 𝐒𝐎𝐋𝐈𝐃𝐎̃𝐄𝐒Appleton - Associação Cultural  | 29 de a...
29/04/2023

Hoje, conversas de encerramento do Atlas da Solidão.

𝐔𝐌𝐀 𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐃𝐄 𝐒𝐎𝐋𝐈𝐃𝐎̃𝐄𝐒
Appleton - Associação Cultural | 29 de abril
Conversas

14H00-16H00: Adalberto Carvalho + Sónia Martins
16H30-18H30: Ana Cristina Pereira + Rui Miguel Costa
Marta Rema (moderação)

Tradução em LGP
Duração (cada): 2H00 com intervenções do público

No encerramento do ATLAS DA SOLIDÃO, falamos com especialistas sobre a solidão e com o público para aprofundarmos o tema. Falaremos de como a solidão impacta a democracia, que não escolhe idades nem classes sociais, em como é uma dor psicológica com implicações biológicas que, tornada crónica, pode matar.

Adalberto Carvalho (Filosofia), Ana Cristina Pereira (Ciências da Comunicação), Sónia Martins (Psicologia) e Rui Miguel Costa (Ciberpsicologia), juntam-se para uma conversa na Appleton que relaciona saberes, vivências e interrogações. Havia que encerrar o Atlas da Solidão com um encontro.

📸 Auguste e Louis Lumière.

APPROACH AND ENTER, de Vânia Rovisco - Atlas da Solidão📸 Alípio Padilha
28/04/2023

APPROACH AND ENTER, de Vânia Rovisco - Atlas da Solidão

📸 Alípio Padilha

⚠️ Aviso ⚠️A exposição 𝐐𝐮𝐞𝐫𝐨 𝐮𝐦 𝐝𝐢𝐚 𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐧ã𝐨 𝐬𝐞 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐫𝐞 𝐧𝐚𝐝𝐚 𝐝𝐞 𝐦𝐢𝐦 vai encerrar hoje das 16H00 às 17H00 para preparaçã...
28/04/2023

⚠️ Aviso ⚠️
A exposição 𝐐𝐮𝐞𝐫𝐨 𝐮𝐦 𝐝𝐢𝐚 𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐧ã𝐨 𝐬𝐞 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐫𝐞 𝐧𝐚𝐝𝐚 𝐝𝐞 𝐦𝐢𝐦 vai encerrar hoje das 16H00 às 17H00 para preparação da instalação da performance de Vânia Rovisco.

A partir das 17H00:
𝐀𝐏𝐏𝐑𝐎𝐀𝐂𝐇 𝐀𝐍𝐃 𝐄𝐍𝐓𝐄𝐑, 𝐝𝐞 𝐕𝐚̂𝐧𝐢𝐚 𝐑𝐨𝐯𝐢𝐬𝐜𝐨
Appleton - Associação Cultural | 28 de abril
17H00 às 19H00
Performance duracional, entrada livre

“How do strangers encounters, encounters in which something that cannot be named is passed between subjects, serve to embody the subject?”
James Biddle

Neste trabalho de 2008, a bailarina e coreógrafa Vânia Rovisco exlora movimentos de aproximação entre sujeitos e corpos, os limites da intimidade, da proximidade física e do corpo como superfície de inscrição de sentido. O recurso à palavra, reduzido e em registo minimal, é utilizado como dispositivo de visibilidade, abrindo o público à mobilização face ao corpo nu, exposto, oferecido, inerte, ao nível do seu olhar. A artista recorre ao silêncio, à quietude e à exposição do corpo como mecanismos de revelação da condição de superfície, que é tanto projeção de desejo como inscrição social. Por sua vez, a palavra é utilizada como catalisadora das relações entre as imagens, as sensações e de dos corpos em presença.
Para além dos corpos e das palavras, das imagens e das condutas, como é que desconhecidos se encontram? Em que medida esses encontros não apenas envolvem ler o corpo do desconhecido, mas envolvem também a definição dos contornos e dos limites do corpo familiar, através dos gestos que permitem a sua localização num determinado espaço em relação?

📸 Nuno Alexandre Ferreira (2017)

𝐔𝐌𝐀 𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐃𝐄 𝐒𝐎𝐋𝐈𝐃𝐎̃𝐄𝐒29 de abril | Appleton - Associação Cultural  Com interpretação em LGPANA CRISTINA PEREIRAJor...
28/04/2023

𝐔𝐌𝐀 𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐃𝐄 𝐒𝐎𝐋𝐈𝐃𝐎̃𝐄𝐒
29 de abril | Appleton - Associação Cultural
Com interpretação em LGP

ANA CRISTINA PEREIRA
Jornalista

O homem que mendigava num semáforo e disse que o pior era os condutores fazerem de conta que não estava ali. O homem em situação de sem abrigo que começou a procurar a jornalista para não falar apenas com prostitutas, toxicodependentes, alcoólicos e assistentes sociais. O homem que está preso e boicotou a própria saída por não ter cá fora quem queira ver nem quem o queira ver. A mulher que se dedicou ao marido demente e se perdeu do mundo. A idosa que tem filhos e não tem visitas. A jovem vítima de violência em quem ninguém acredita. O jornalismo de direitos humanos e exclusão social como lugar de expressão de extremas formas de solidão.

14H00-16H00: Adalberto Carvalho e Sónia Martins
16H30-18H30: Ana Cristina Pereira e Rui Miguel Costa
Moderação de Marta Rema

📸 - Ana Cristina Pereira

𝐔𝐌𝐀 𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐃𝐄 𝐒𝐎𝐋𝐈𝐃𝐎̃𝐄𝐒29 de abril | Appleton - Associação Cultural  Com interpretação em LGPRUI MIGUEL COSTAPsicolo...
27/04/2023

𝐔𝐌𝐀 𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐃𝐄 𝐒𝐎𝐋𝐈𝐃𝐎̃𝐄𝐒
29 de abril | Appleton - Associação Cultural
Com interpretação em LGP

RUI MIGUEL COSTA
Psicologia

A investigação científica tem vindo a mostrar que paradoxalmente quanto mais frequente e compulsiva se torna utilização de redes sociais, maior é probabilidade de surgirem sentimentos de solidão, mesmo em quem relata estar satisfeito com família e amigos, assim como nas relações amorosas. Em parte, a resposta poderá estar no nosso passado ancestral. Os humanos evoluíram em pequenos grupos sendo a cooperação entre todos essencial para a sobrevivência, que obviamente só é possível através da presença física. Os sentimentos de solidão evoluem como sinais de alarme que avisam que a sobrevivência está em risco, o que implica que se os sentidos não captam presença física, o sinal de alarme ancestral continuará a tocar, mesmo que do outro lado do écran venham palavras de afecto e apoio, o que com frequência nem acontece. As novas tecnologias não eliminam os ecos dos tempos primordiais. Em paralelo, o estar a sós durante algum tempo pode ser uma experiência agradável e curiosamente estes momentos de solitude bem desfrutada também são importantes para suprimir a solidão, o que poderá ser difícil com frenesim adictivo que com frequência as redes sociais causam.

14H00-16H00: Adalberto Carvalho e Sónia Martins
16H30-18H30: Ana Cristina Pereira e Rui Miguel Costa
Moderação de Marta Rema

📸 - Rui Miguel Costa

𝐔𝐌𝐀 𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐃𝐄 𝐒𝐎𝐋𝐈𝐃𝐎̃𝐄𝐒29 de abril | Appleton - Associação Cultural Com interpretação em LGPSÓNIA MARTINSPsicóloga C...
27/04/2023

𝐔𝐌𝐀 𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐃𝐄 𝐒𝐎𝐋𝐈𝐃𝐎̃𝐄𝐒
29 de abril | Appleton - Associação Cultural
Com interpretação em LGP

SÓNIA MARTINS
Psicóloga Clínica

Solidão, isolamento social e saúde mental nas pessoas mais velhas
Em todo o mundo tem-se vindo a assistir a um crescimento exponencial de pessoas mais velhas. Esta tendência verifica-se também em Portugal, sendo atualmente o quinto país mais envelhecido do mundo. Sabe-se que com o avançar da idade ocorrem diversas alterações biopsicossociais, que poderão contribuir para que as pessoas mais velhas apresentem uma maior vulnerabilidade para vivenciarem situações de isolamento social e sentimentos de solidão. De entre os diversos desafios do envelhecimento que merecem maior atenção, os fenómenos do isolamento social e da solidão destacam-se não só pela sua elevada ocorrência, mas também por estarem associados a graves repercussões, como a diminuição da longevidade, deterioração da saúde física e mental, bem como diminuição da qualidade de vida. Neste sentido, torna-se crucial o desenvolvimento e implementação de medidas interventivas que permitam mitigar a solidão e combater o isolamento social nas pessoas mais velhas.

14H00-16H00: Adalberto Carvalho e Sónia Martins
16H30-18H30: Ana Cristina Pereira e Rui Miguel Costa
Moderação de Marta Rema

📸 - Sónia Martins

𝐔𝐌𝐀 𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐃𝐄 𝐒𝐎𝐋𝐈𝐃𝐎̃𝐄𝐒29 de abril | Appleton - Associação Cultural Com interpretação em LGPADALBERTO DIAS DE CARVAL...
26/04/2023

𝐔𝐌𝐀 𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐃𝐄 𝐒𝐎𝐋𝐈𝐃𝐎̃𝐄𝐒
29 de abril | Appleton - Associação Cultural
Com interpretação em LGP

ADALBERTO DIAS DE CARVALHO
Coordenador do Observatório da Solidão

A solidão é inerente à condição humana (e talvez a outros animais) desde o nascimento até à morte, podendo extremar-se ao longo da vida enquanto vivência relacional bem sucedida e/ou frustrada, sentida ou pressentida. Esta é a sua dimensão antropológica. Temos, por isso, de aprender a lidar, individual e comunitariamente, com a solidão, o que implica consciencializarmo-nos da representação que fazemos dos outros, das representações que os outros fazem de mim e da representação que eu penso que os outros fazem de mim. Esta é uma tarefa da educação. Há igualmente uma dimensão política da solidão ancorada na organização das sociedades e nas suas estruturas de solidariedade que podem acrescentar — ou não — constrangimentos de frustração, alocronismo e alheamento, nomeadamente pela imposição, ideológica ou mecânica, do individualismo consumista e axiológico, naquela que deveria ser uma sociedade de indivíduos.

14H00-16H00: Adalberto Carvalho e Sónia Martins
16H30-18H30: Ana Cristina Pereira e Rui Miguel Costa
Moderação de Marta Rema

📸 Adalberto Dias de Carvalho

𝐔𝐌𝐀 𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐃𝐄 𝐒𝐎𝐋𝐈𝐃𝐎̃𝐄𝐒Appleton - Associação Cultural  | 29 de abrilConversas14H00-16H00: Adalberto Carvalho + Sónia...
25/04/2023

𝐔𝐌𝐀 𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐃𝐄 𝐒𝐎𝐋𝐈𝐃𝐎̃𝐄𝐒
Appleton - Associação Cultural | 29 de abril
Conversas

14H00-16H00: Adalberto Carvalho + Sónia Martins
16H30-18H30: Ana Cristina Pereira + Rui Miguel Costa
Marta Rema (moderação)

Tradução em LGP
Duração (cada): 2H00 com intervenções do público

No encerramento do ATLAS DA SOLIDÃO, falamos com especialistas sobre a solidão e com o público para aprofundarmos o tema. Falaremos de como a solidão impacta a democracia, que não escolhe idades nem classes sociais, em como é uma dor psicológica com implicações biológicas que, tornada crónica, pode matar.

Adalberto Carvalho (Filosofia), Ana Cristina Pereira (Ciências da Comunicação), Sónia Martins (Psicologia) e Rui Miguel Costa (Ciberpsicologia), juntam-se para uma conversa na Appleton que relaciona saberes, vivências e interrogações. Havia que encerrar o Atlas da Solidão com um encontro.

📸 Frames de Mirai (2018), filme realizado por Mamoru Hosoda.

“Em cada rosto um amigo”.📸 Jorge Horta
25/04/2023

“Em cada rosto um amigo”.

📸 Jorge Horta

Endereço

Lisbon

Horário de Funcionamento

Quarta-feira 14:00 - 19:00
Quinta-feira 14:00 - 19:00
Sábado 14:00 - 19:00

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As coisas fundadas no silêncio

3 de março a 20 de novembro Conferências, exposição, performances, workshop, filosofia para crianças, concerto e cinema

Deixai-me limpo O ar dos quartos E liso O branco das paredes Deixai-me com as coisas Fundadas no silêncio.

Sophia de Mello Breyner

“Tenho de aprender a ficar em silêncio”, escreve André Gide no seu diário. Mas a que tipo de silêncio se referia? Toda a gente pensa que sabe o que significa, contudo, mesmo uma observação superficial revela que pode ser entendido de várias maneiras. De acordo com qualquer dicionário, silêncio significa tanto a cessação de todo o ruído como a interrupção ou a omissão do discurso. Mas a verdade é que fazemos um uso pessoal da palavra. Para algumas pessoas o som que as ondas do mar fazem é silencioso, mas o zumbido distante de um motor a gasolina não é.