21/06/2025
Tremoços ao fim da tarde
o mar
continua a vir
sem ti
e a espuma da cerveja
desfaz-se
como as promessas
que não voltámos a dizer
nos tremoços
há um silêncio
amargo
que f**a na pele
depois do sal
os amendoins
estalam nos dentes
como palavras
guardadas tempo demais
a cadeira em frente
permanece
vazia —
como a rua
ao domingo
quando partiste
ninguém repara
mas eu
bebo devagar
porque cada gole
me afasta
um pouco mais
da última vez
em que riste
e o mar
repete
o que não sei esquecer.
Eu