23/08/2026
Falar da Tricots Brancal é falar não só da identidade de Braga, mas também da de Portugal. É falar de uma marca que atravessou gerações, cidades e histórias familiares. Fundada por Manuel e Antero Brancal, na Covilhã, em 1972, tornou-se uma referência no comércio tradicional de lãs em Portugal, chegando a ter 26 lojas espalhadas pelo país. No mês de junho de 2026, encerrou definitivamente a sua atividade.
Em Braga, a loja abriu portas em 1976. No próximo dia 6 de setembro, teria completado 50 anos. Inicialmente gerida pelo casal Francisco Abrantes e Aurora Monteiro, naturais da Covilhã, que se mudaram para Braga, teve, nos seus últimos anos, a D. Conceição Azeredo como sua última funcionária.
A história da D. Conceição com a Tricots Brancal é feita de partidas e regressos. Começou a trabalhar na loja aos 17 anos. Aos 37, foi dispensada. Vinte anos depois, regressou àquela emblemática casa, já por força da reforma do casal que, entretanto, assumira o negócio. Foi a última cara da Tricots Brancal em Braga e alguém de quem certamente muitos guardarão boas memórias.
Muitos de vós alertaram-nos para o desfecho da loja após as notícias sobre o encerramento da marca, mas foi o contacto do Roger que nos permitiu falar diretamente com o Dr. Luís Veiga, ligado à administração do grupo Brancal. Recebemos uma resposta imediata, na qual nos felicitou pelo projeto e nos deu indicações para a remoção do letreiro.
E foi assim que uma peça que, durante décadas, fez parte da paisagem da Rua de São Marcos deixou de estar ali… para continuar a contar a sua história noutro lugar.
O resto… é memória!
Um agradecimento especial à D. Conceição, pela amabilidade com que nos recebeu; ao seu irmão, Sr. Joaquim Azeredo, pela ajuda na retirada do letreiro; ao Paulo, que atendeu à nossa chamada de emergência e apareceu de carrinha, com toda a experiência necessária; e, claro, à sua filha Nonô, que também fez parte deste momento. Pelo meio, o André Arantes, que surge a fotografar o acontecimento.