O Teatro dos Aloés é o resultado da reunião de um conjunto de profissionais que partilharam uma série de projectos e experiências em comum. São membros da associação:
Elsa Valentim, Jorge Silva, José Peixoto, Luís Alberto, Mário Jacques, Patrícia André, Rui Mendes, Rui Rebelo, Sofia de Portugal, Teresa Gonçalves e Victor Santos. Direcção: José Peixoto, Jorge Silva, Elsa Valentim
Em 1996 trabalhá
mos um magnifico texto de um autor sul-africano, Athol Fugard, que nos falava da amizade, da confiança nos outros, da resistência na luta em defesa de ideais, da beleza da poesia e da arte que fazem dos homens seres superiores e felizes, da força das ideias, da crença no progresso da humanidade e da tranquila sabedoria que é acreditar nesses objectivos. Fazer teatro para nós significa contribuir para um esclarecido exercício da cidadania, a elevação moral e espiritual e o desenvolvimento cultural das populações para que trabalhamos. Não pensamos ser essa a função do teatro, nem ser no teatro que os problemas individuais ou sociais se resolvem. Pensamos apenas ser o teatro um lugar indicado para a reflexão colectiva, o lugar onde é possível aos actores oferecer a sua própria reflexão a um grupo de pessoas interessadas e representativas do todo social. Pensamos o teatro como o lugar próprio para levantar questões e partilhar problemas, partindo do princípio que os actores são pessoas iguais a tantas outras e portanto as suas inquietações devem ser idênticas. Não temos dúvidas também que o facto de gente viva representar diante de gente viva, expressando-se com os mesmos meios que são os de toda a gente, podendo a sala e a cena trocar de funções a qualquer momento, dá ao teatro o privilégio da comunicabilidade e da identificação. Por isso aliamos à nossa experiência a herança do passado que nos estruturou o pensamento, nos permitiu a reflexão sobre o que hoje nos determina e é especificamente nosso, na organização do social, dos comportamentos privados e na perspectivação do futuro. O teatro é uma arte do colectivo. Para nós é clara a importância da prática teatral na estruturação da personalidade, na aprendizagem da vivência em colectivo e no exercício da democracia. Por isso, temos organizado cursos de Iniciação à Prática do Actor ou Cursos Complementares sobre autores, conforme o grau de relacionamento dos candidatos com o teatro. Sabemos também que quem alguma vez teve acesso à prática teatral pode não se transformar num praticante profissional ou amador, mas certamente se transforma num espectador avisado. Este relacionamento com o público leva-nos à organização de sessões de animação (conferências, debates, exibição de filmes ou vídeos, exposições sobre autores e teatros). Estas acções permitem que o público se sinta parte integrante de um projecto que é feito para ele, pensando nele e nas suas necessidades intelectuais e artísticas. Atentos às inquietações e vivências dos jovens, o Teatro dos Aloés cria uma unidade dinamizadora para este escalão etário. Complementamos a nossa acção com leituras encenadas e recitais de poesia porque sentimos que temos o dever de contribuir para a divulgação da língua portuguesa. Teatro dos Aloés
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