Edson Samuel António I Voz&Palavra

Edson Samuel António I Voz&Palavra Mestre de Cerimónias,
poeta, escritor, músico e compositor.

PARADOXO Quando finalmente me ausentei de mim, doeu.Mas a falta de mim foi a melhor coisa que me aconteceu.Pois, mais ta...
09/02/2026

PARADOXO
Quando finalmente me ausentei de mim, doeu.
Mas a falta de mim foi a melhor coisa que me aconteceu.
Pois, mais tarde, Cristo veio ocupar o Seu lugar em mim —
o lugar que eu havia preenchido com a gordura do meu ego.
E aquilo que era ausência tornou-se plenitude,
e aquilo que era solidão transformou-se em amor.
— EdsoSa António, 2026.

“_Quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por minha causa, esse a encontrará._”
— Mateus 16:25

Minha auto-biografia (ensaio)        "Paulatinamente ou não, tudo se perderá. O vigor, o desejar, o existir, a memória; ...
04/02/2026

Minha auto-biografia (ensaio)

"Paulatinamente ou não, tudo se perderá. O vigor, o desejar, o existir, a memória; enfim — tudo partirá. Tudo, excepto aquilo que guardamos dentro de nós. As memórias apresentar-nos-ão novos amigos, mesmo depois de já não estarmos cá, e servir-nos-ão com fidelidade por dias sem número."
- EdsoSa António.

Nasci em Maketheleni, na cidade de Maxixe, a 3 de Fevereiro de 1997. A minha primeira língua foi o Gitonga, idioma que moldou o meu olhar sobre o mundo antes mesmo de eu dominar o português. Até 2002, mal falava a língua em que hoje escrevo. Foi apenas com a mudança para Maputo, onde reencontrei o meu pai, que iniciei um contacto mais profundo com o português — contacto esse que viria a transformar-se em destino.

Na infância, a palavra revelou-se lentamente. Primeiro como som, depois como escrita. Na escola primária do Bairro Singathela, entre cópias obrigatórias e o desejo de imitar a caligrafia da minha irmã, aprendi que escrever também era um acto de disciplina e beleza. A promessa que fiz a mim mesmo — escrever sempre com cuidado — acompanhou-me desde cedo e abriu-me caminhos: fui chefe de turma, aluno de confiança dos professores e, por várias vezes, distinguido como melhor aluno.

A vida, no entanto, ensinou-me cedo o peso da perda e da escassez. Perdi o meu pai aos sete anos e, anos depois, a minha mãe. Entre dificuldades materiais, mudanças forçadas e a experiência profunda da pobreza, encontrei na palavra e na música um lugar de resistência e sentido.

Foi ainda no ensino primário que escrevi o meu primeiro poema, inicialmente rejeitado. Anos mais tarde, já na 11.ª classe, revi esse mesmo texto e declamei-o diante de toda a escola, num dos momentos mais marcantes do meu percurso académico. A literatura, ali, deixou de ser apenas refúgio e tornou-se afirmação.

Após concluir a 12.ª classe, concorri ao curso de Música na Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane, onde não fui admitido. Ainda assim, ingressei no projeto Xiquitsi, no qual estudei música de 2016-2021, desenvolvendo-me como intérprete vocal, regente e compositor. Mais tarde, regressei à Universidade Eduardo Mondlane, onde fui admitido no curso de Literatura Moçambicana.

Ao longo do tempo, publiquei textos em jornais e numa revista literária entre Moçambique e o Brasil. Domino línguas bantu do sul de Moçambique e trabalho atualmente na escrita de um romance, "Uma Viagem ao Princípio", além de manter uma vasta produção poética e reflexiva. Na musica, entre varias composições singulares, componho para os outros, faco mentaria vocal e artistica, interpreto musicas dos outros e aventuro-me como Mestre de Cerimonias/Showman.

Hoje, divido-me entre a música, a literatura, o empreendedorismo e a restauração, acreditando que a arte — seja cantada, dita ou escrita — é uma forma de memória viva. Sonho afirmar-me como escritor e músico: instrutor vocal, pianista e compositor, consciente de que tudo pode partir, exceto aquilo que guardamos dentro de nós.

— EdsoSa António, 2026.

27/11/2025
24/09/2025

CEGOS

Quando o poeta disse que o amor era cego, talvez não estivesse exagerado – afinal, o amor é a mãe de todas as virtudes morais. Sem o amor, não haveria relacionamentos sinceros. Sem o amor não haveria servos. Só o amor pode nos fazer suportar injustiças pelo bem do próximo. Foi por amor que Cristo padeceu na Cruz, ou seja, Ele aceitou ser cego diante da sua divindade, poder e glória, tapou os olhos para os nossos pecados e escolheu olhar para o bem das nossas almas. Jesus derrama o Espírito Santo as pessoas para que elas nasçam desse amor indizível em tamanho e profundidade, para que possamos continuar anunciando e praticante o evangelho de Cristo.

“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.” (1 Corinthios 13:13).

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Lulas grelhadas
Grilled calamari

Se são melhores amigos,se conseguem sorrir um com o outro sem precisarem de grandes porquês,  se partilham pensamentos e...
25/07/2025

Se são melhores amigos,
se conseguem sorrir um com o outro sem precisarem de grandes porquês,
se partilham pensamentos e sentimentos com leveza,
se conseguem orar juntos e compreendem que o amor a Deus está acima de tudo,
se reconhecem que o amor tem estações —
e que nem sempre será flor de primavera,
se basta estarem juntos para que as cores da vida não se apaguem,
então: são uma boa escolha.

Hello people? 1. Numa música, o que lhe chama mais atenção é a letra o a instrumental?2. Prefere ler poemas ou escutar d...
24/07/2025

Hello people?
1. Numa música, o que lhe chama mais atenção é a letra o a instrumental?
2. Prefere ler poemas ou escutar declamações?

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