13/11/2024
Conectividade Restrita: Como o Bloqueio de Redes Sociais Afeta Moçambique Durante Manifestações"
Em Moçambique, cerca de 3,2 milhões de pessoas utilizam o Facebook, representando 9,3% da população total do país. Entre os utilizadores de internet no país, aproximadamente 40% estão ativos em pelo menos uma rede social, sendo o Facebook a mais popular, seguida pelo TikTok e Instagram. Essas plataformas são acessadas principalmente por dispositivos móveis, devido à alta penetração de telemóveis.
Nos últimos meses, os bloqueios temporários ao acesso às redes sociais em Moçambique têm impactado o uso dessas plataformas, principalmente durante períodos de tensão política e manifestações. Essa situação gerou desafios para os utilizadores, uma vez que o Facebook e outras redes sociais são ferramentas essenciais para comunicação, negócios e acesso à informação, especialmente em um contexto de crescente digitalização no país.
Após o bloqueio das principais redes sociais em Moçambique, como Facebook, WhatsApp e Instagram, a taxa de acesso dos usuários caiu drasticamente, uma vez que essas plataformas eram amplamente utilizadas para comunicações e compartilhamento de informações. Esse bloqueio começou no final de outubro de 2024, aparentemente para conter a divulgação de informações durante protestos e períodos eleitorais, sendo possível acessar as redes apenas através de redes privadas virtuais (VPNs), que nem todos conseguem configurar ou utilizar.
Estima-se que essa situação afetou a maioria dos moçambicanos, especialmente aqueles que dependem das redes para trabalho remoto e atividades comerciais. Embora as operadoras tenham informado seus clientes sobre o bloqueio e recomendado o uso de VPNs, muitas pessoas ainda não tiveram acesso facilitado, levando a um impacto severo na conectividade digital no país.