07/04/2026
O Jornal Literário MEPE vem por este meio felicitar todas as mulheres moçambicanas.
Elas são muitas numa só. São a avó que acorda antes do galo para semear feijão na machamba, as mãos calejadas de terra e ternura. São a mãe que equilibra o filho nas costas e o balde de água na cabeça, caminhando quilómetros sem perder o sorriso. São a jovem que escreve versos escondidos no caderno roto, sonhando com um dia de capa dura e um lugar ao sol da literatura.
Em cada esquina de Maputo, em cada posto administrativo de Cabo Delgado, em cada escola de Inhambane, em cada mercado de Nampula, as mulheres tecem o país com mãos de luta e coração de rio. Bordam capulanas como quem borda esperança nos dias cinzentos. Dançam xigubo como quem dança com a dor e a transforma em festa porque é assim que sobrevivem e florescem.
O MEPE sabe que sem vós a literatura seria apenas letra morta, página em branco sem alma. Vós sois a vírgula que suspira, o ponto que resiste, o verbo que nunca se conjuga no passado porque o vosso tempo é sempre agora.
Parabéns a todas professoras, camponesas, poetas, vendedoras, enfermeiras, mães, pescadoras, guerrilheiras da paz. Moçambique cresce onde os vossos pés pisam. E onde pisam, floresce uma nação inteira.
Jornal literária MEPE