Jornal literária MEPE

  • Home
  • Jornal literária MEPE

Jornal literária MEPE Tudo pela cultura

O Jornal Literário MEPE vem por este meio felicitar todas as mulheres moçambicanas.Elas são muitas numa só. São a avó qu...
07/04/2026

O Jornal Literário MEPE vem por este meio felicitar todas as mulheres moçambicanas.

Elas são muitas numa só. São a avó que acorda antes do galo para semear feijão na machamba, as mãos calejadas de terra e ternura. São a mãe que equilibra o filho nas costas e o balde de água na cabeça, caminhando quilómetros sem perder o sorriso. São a jovem que escreve versos escondidos no caderno roto, sonhando com um dia de capa dura e um lugar ao sol da literatura.

Em cada esquina de Maputo, em cada posto administrativo de Cabo Delgado, em cada escola de Inhambane, em cada mercado de Nampula, as mulheres tecem o país com mãos de luta e coração de rio. Bordam capulanas como quem borda esperança nos dias cinzentos. Dançam xigubo como quem dança com a dor e a transforma em festa porque é assim que sobrevivem e florescem.

O MEPE sabe que sem vós a literatura seria apenas letra morta, página em branco sem alma. Vós sois a vírgula que suspira, o ponto que resiste, o verbo que nunca se conjuga no passado porque o vosso tempo é sempre agora.

Parabéns a todas professoras, camponesas, poetas, vendedoras, enfermeiras, mães, pescadoras, guerrilheiras da paz. Moçambique cresce onde os vossos pés pisam. E onde pisam, floresce uma nação inteira.
Jornal literária MEPE

O Centro Cultural Português, na cidade da Beira, acolheu no dia 30 de Março, pelas 18 horas, o lançamento do livro de co...
03/04/2026

O Centro Cultural Português, na cidade da Beira, acolheu no dia 30 de Março, pelas 18 horas, o lançamento do livro de contos "Inventar o mundo na língua", de Whaskety Fernando. O livro foi apresentado pelo ensaísta Cristóvão Seneta, que destacou a riqueza estilística dos contos e a forma como o autor explora a língua como instrumento de criação de mundos possíveis, abordando realidades sociais, culturais e humanas através de uma escrita cuidada e reflexiva.

Na sua intervenção, Whaskety Fernando partilhou com o público algumas reflexões sobre o processo de escrita, referindo que os contos resultam de vivências, inquietações e do seu olhar sobre a sociedade, procurando oferecer ao leitor histórias que convidam à reflexão.

Com "Inventar o mundo na língua", Whaskety Fernando acrescenta mais um título ao seu percurso literário, tratando-se do seu quarto livro publicado, facto que consolida a sua presença no panorama literário moçambicano e confirma a consistência do seu trabalho criativo.




Incesto nas Margens do Amor é um romance moçambicano de forte teor social e religioso, escrito por Paulo Meque Simango, ...
25/03/2026

Incesto nas Margens do Amor é um romance moçambicano de forte teor social e religioso, escrito por Paulo Meque Simango, que denuncia o abuso sexual infantil e a exploração de meninas, ao mesmo tempo que proclama uma mensagem de redenção pela fé cristã.

A história acompanha Sara, uma jovem cristã de Niassa, que descobre que Laura — uma menina tímida que conheceu num jardim — foi vítima de abuso pelo padrasto e agora vive numa casa de prostituição. Ao mergulhar nesse universo de dor, Sara encontra outras meninas (Deisy, Nucha, Bela, Dália) com histórias semelhantes: todas violadas dentro de casa por familiares que deveriam protegê-las.

Movida pela fé e pelo amor ao próximo, Sara organiza uma jornada de 25 dias de oração e jejum na Beira, no Ministério CAC, onde as meninas passam por um processo de cura espiritual, libertação e restauração. O batismo de todas marca o ponto de viragem. De volta a Niassa, fundam o centro Filhas do Rei, um espaço de acolhimento para meninas em situação de vulnerabilidade.

O livro aborda também o perdão e a reconciliação familiar. Anifa, amiga de Sara, que engravidou aos 16 anos e foi abandonada, reconcilia-se com o pai, o senhor Jafete — um homem violento que se converte e pede perdão. Da mesma forma, mães que falharam em proteger as filhas são acolhidas e reintegradas.

Com um estilo marcado por constantes citações bíblicas e um tom pastoral, a obra não se limita a narrar o sofrimento: oferece uma resposta — a fé em Deus, o acolhimento comunitário e o perdão como caminhos possíveis. Anos depois, o centro tornou-se um legado, e a mensagem de Sara continua viva em cada menina que encontra esperança.

Género: Romance social / Ficção religiosa
Temas centrais: Abuso sexual infantil, prostituição, fé cristã, redenção, perdão, acolhimento comunitário, restauração familiar
Público-alvo: Leitores interessados em literatura de temática social com abordagem cristã
Propósito declarado: Dar voz a meninas silenciadas e oferecer esperança
Jornal literária MEPE

23/03/2026

Sejam bem-vindos novos seguidores

21/03/2026

Jornal literária MEPE
Lançamento da obra querida mãe...

21 de Março – Dia Internacional da PoesiaA poesia é a voz da alma, o eco dos sentimentos que as palavras comuns não ousa...
21/03/2026

21 de Março – Dia Internacional da Poesia

A poesia é a voz da alma, o eco dos sentimentos que as palavras comuns não ousam pronunciar. Ela mora nos silêncios, nas entrelinhas, nas memórias que guardamos e nos sonhos que ainda vamos construir.

Neste dia especial, celebramos a arte que transforma o simples em profundo, a dor em beleza, o amor em eternidade. Celebramos poetas anónimos e consagrados, versos que nos atravessam e livros que nos acompanham para a vida.

Que a poesia continue a ser esse fio invisível que nos conecta ao que há de mais humano em nós. Que ela nos inspire, nos acalente e nos lembre que, mesmo no caos, há sempre um verso à espera de ser escrito.

Feliz Dia Internacional da Poesia!

Se preferir uma versão mais curta para stories ou legenda, aqui vai:

No Dia Internacional da Poesia, celebramos a arte que dá voz à alma. Que os versos nos inspirem e a palavra poética continue a tocar corações. 📖

Jornal literária MEPE

Editora Maleta e Manuel Gimo lançam “Querida Mãe” em celebração ao Dia Internacional da PoesiaEvento marcou a literatura...
21/03/2026

Editora Maleta e Manuel Gimo lançam “Querida Mãe” em celebração ao Dia Internacional da Poesia

Evento marcou a literatura nacional com homenagem à figura materna

Em celebração ao Dia Internacional da Poesia, a Editora Maleta, em parceria com a organização de Manuel Gimo, realizou o lançamento do livro “Querida Mãe”, numa cerimónia que reuniu amantes da literatura, personalidades do meio cultural e demais convidados que prestigiaram este marco editorial.

A obra, de caráter histórico, relata a vida daquela que é considerada o nosso principal tesouro: a mãe. Trata-se de um trabalho profundo e sensível, que através da palavra poética homenageia a figura materna em toda a sua grandiosidade e essência, resgatando memórias, afectos e a importância do papel da mãe na formação das identidades e na construção das narrativas familiares.

O evento, marcado por grande intensidade emocional e ampla participação do público, contou com momentos de leitura, partilha e reflexão sobre o significado da maternidade na literatura e na vida. A cerimónia destacou-se ainda pelo ambiente de confraternização entre os presentes, que tiveram a oportunidade de interagir com os organizadores e conhecer mais sobre o processo criativo por detrás da obra.

A equipa deste jornal marcou presença no lançamento, testemunhando de perto a força da palavra e a importância de obras que resgatam as nossas raízes e afectos. Fazer parte deste momento memorável foi, sem dúvida, uma experiência enriquecedora e inesquecível, reafirmando o compromisso de acompanhar e valorizar as iniciativas que engrandecem o panorama cultural nacional.

Com “Querida Mãe”, a Editora Maleta e Manuel Gimo não apenas celebram a poesia, mas também prestam uma justa homenagem àquelas que são, para muitos, a primeira e mais inspiradora fonte de amor e sabedoria.

Jornal literária MEPE

Poeta escritor Paulo Meque Simango lançou recentemente o seu primeiro exemplar poético entitulado O Valor da Vida esta o...
26/01/2026

Poeta escritor Paulo Meque Simango lançou recentemente o seu primeiro exemplar poético entitulado O Valor da Vida esta obra reflete todo o cotidiano dos moçambicanos desde às manifestações até às necessidades cá em Moçambique.

A jovem a baixo,dispensa apresentações para o público do Waco Kungo,é uma jovem cheia de talento,cheia de boa disposição...
26/01/2026

A jovem a baixo,dispensa apresentações para o público do Waco Kungo,é uma jovem cheia de talento,cheia de boa disposição, disposição essa que em muita das vezes é transmitida para um público quando ela entra em ação. É uma das figuras públicas que leva o nome da cidade do Waco Kungo além fronteiras.🙏✊
Aurora Fançony

2026-VINTE ANOS DO CORUJÃO DA POESIA. Amigas e amigos, vejam que lindo mosaico de fotos registrado pela nossa TIDA  . Aí...
26/01/2026

2026-VINTE ANOS DO CORUJÃO DA POESIA. Amigas e amigos, vejam que lindo mosaico de fotos registrado pela nossa TIDA . Aí estão POETAS de inúmeros ESTADOS BRASILEIROS em nosso CORUJÃO VIRTUAL. Ah, como fico feliz e sinto uma PROFUNDA GRATIDÃO. Viva a DONA POESIA!!! ❤️📚🦉

Caneta na Lama Por Mahmudo Raimundo SaídeAo cantar do galo,  Num brilho matinal,  Havia um sussurro  Vindo da lama.  Enq...
07/01/2026

Caneta na Lama
Por Mahmudo Raimundo Saíde

Ao cantar do galo,
Num brilho matinal,
Havia um sussurro
Vindo da lama.
Enquanto as almas,
Em plena chuva,
Sofriam a madrugada tensa
Eram vidas em chamas,
Vidas ceifadas…

Era no eco da perdigão
Que a alma clamava justiça,
Enquanto o explorar do petróleo
Perigava a minha vida.
Moçambique terra rica,
Sem paz,
Um deserto trágico.

Enquanto o cantar
Do galo marcava
O início de uma manhã tranquila,
As balas calavam
As vidas inocentes.
Um "Netflix" real,
No tocante da perdição,
Procurando a razão…

Enquanto os antepassados
Tocavam a timbila
Clave suave,
Sem armas nem guerra

Hoje, a nossa clave
É a dor:
Dó, ré, mi, fá, só, ri... dor.
Almas perdidas na ilusão,
Sufocadas pela terra,
Pressionadas por um estado
Falhado no contato.

Eu falo com a caneta,
E falo pelo povo.
Sou poeta do planeta,
Tratado como escravo.
Escrevo com moral,
Sem perder a ética.
O sol nasce,
Mas é sangue que se derrama.
O povo na miséria,
E a luta…
Ainda em processo.

As mentes presas,
Proibidas de pensar
Além fronteiras...
O cantar do galo
Despertou as mentes.
Vedado do verde,
Uma forte esperança,
Enquanto a capela
Pede remorsos
O povo avança
Num caminho tempestuoso...

Almas negras
Sofrem sem regras,
O mundo vê
O que connosco se passa:
"A caneta é a nossa Gravata".

Mamud Raimundo Rajabvo Saide

Quem é Luis leonel Veloso?Luis Leonel Veloso é um escritor e pensador contemporâneo, conhecido por sua sensibilidade poé...
07/01/2026

Quem é Luis leonel Veloso?

Luis Leonel Veloso é um escritor e pensador contemporâneo, conhecido por sua sensibilidade poética e reflexões profundas sobre a alma humana. Nascido com o dom das palavras, iniciou sua jornada literária guiado pelo desejo de transformar dores em força, silêncio em voz, e fé em caminho.

Apaixonado pela justiça, pela espiritualidade e pelas histórias simples da vida, Leonel escreve com a alma de quem viveu muito e ainda sonha como um menino. Suas obras transitam entre o real e o simbólico, revelando um olhar atento às dores sociais, aos dilemas do coração e às belezas que habitam até mesmo os dias nublados.

Para Leonel, a escrita não é apenas arte é missão. É ponte entre mundos, é co***lo, é semente. Por onde passa, deixa palavras que curam e ideias que despertam.

Address


Website

Alerts

Be the first to know and let us send you an email when Jornal literária MEPE posts news and promotions. Your email address will not be used for any other purpose, and you can unsubscribe at any time.

Shortcuts

  • Want your establishment to be the top-listed Arts & Entertainment?

Share