21/10/2025
PRIMEIRO EU TIVE QUE MORRER 📚
Essa é uma carta aberta, no qual acredito que através da minha vulnerabilidade posso ajudar quem lê minhas palavras.
Primeiro eu tive que morrer é de forma esmagadora real, excruciante mas libertadora. Você já parou para pensar se a dor que você sente outras pessoas também a sente? Se existe uma epidemia de sofrimento, podemos dizer que é uma dor coletiva? E se falássemos sobre essa dor que tentamos esconder na máscara de “se não falar sobre, não é real”?
Vivemos em uma era de que sempre há um guru, um coach pra te dizer o que fazer, sem se aprofundar na sua história, no seu ponto de vista. Mas eis o que te digo não há um caminho traçado igual para todos, mas há o ineditismo do que é morrer ideias para renascer.
Sim, parece pesado esse termo que fugimos a todo momento, e nos anestesiamos para não lidar com o fato de que sim um dia tudo isso acabará. Mas matar ideias é negar os termos dos outros e aplicar o seu significado de como viver a sua vida, na ânsia por pertencimento a gente internaliza o algoz e tenta viver nas condições de desejante na tentativa de calar a voz. Assim afastamos o que é para nós, para ser o que os outros ditam.
Quem dita o que é sucesso! Quem dita o que é amor! Quem dita o que é bonito!
Ao colocar meus pés na grama molhada, sinto a impotência diante da natureza e como mágica meus batimentos cardíacos se alinha com o ritmo do ambiente que me cerca, e eu passo a ser um pouco dela também.
Passo a entender pra além do barulho lá fora e só existir, diante de regras que não foram criadas, de uma imensidão que nenhum ser humano é capaz de explicar sem se contradizer minimamente, e nessa fúria por só existir a gente passa a entender que o significado é só nosso, e de mais ninguém, porque no fim sera o espelho será com você mesma!