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25/02/2026

Inhotim é um dos projetos mais consistentes da arte contemporânea brasileira — e cada vez mais reconhecido internacionalmente.

Eleito pelo The New York Times como um dos 35 lugares mais incríveis para visitar, o Instituto completa 20 anos reafirmando sua relevância no circuito global.

Mas Inhotim não é apenas um museu.
É um projeto cultural que redefine a forma de ver, percorrer e compreender a arte contemporânea.

Ali, a experiência não acontece apenas diante da obra.
Ela se constrói no deslocamento, na relação entre arquitetura, paisagem e escala, no tempo dedicado a cada trabalho.

Muitas pessoas dizem que “não entendem” arte contemporânea — até vivenciarem uma visita com mediação, repertório e troca.
Quando existe contexto, a leitura se transforma.

Na próxima sexta-feira, junto com a , conduziremos um grupo reduzido para uma imersão cultural em Inhotim.

Arte e natureza articuladas com reflexão e profundidade.

Outros grupos com acompanhamento com a consultora de arte Cris Tolovi estão em formação:
• Bienal de Veneza (setembro)
• Japão: Arte e Cultura (outubro)
Realização

Fechamos grupos exclusivos também.

Créditos:
Obra de José Bechara
Galeria Marilia Razuk

Do Ho Suh: Walk the House na Tate Modern, Londres.“E se pudéssemos carregar a nossa casa com a gente?” É essa a pergunta...
30/11/2025

Do Ho Suh: Walk the House na Tate Modern, Londres.

“E se pudéssemos carregar a nossa casa com a gente?” É essa a pergunta que Do Ho Suh, artista coreano, nos faz atravessar — literalmente — na sua nova exposição na Tate.

Ao longo de três décadas, Suh constrói uma narrativa íntima e universal com suas arquiteturas em tecido translúcido. Ele reconstrói, em escala real, os espaços onde viveu — de Seul a Nova York — preservando cada detalhe como memória física: maçanetas, interruptores, molduras, corredores que parecem flutuar entre presença e lembrança, no que ele descreve como “act of memorialization”.

E o que impressiona não é só a poesia do trabalho, mas a capacidade técnica. Suh molda o tecido com uma precisão quase impossível. Costura paredes, portas e estruturas inteiras com rigor de arquiteto e delicadeza de alfaiate. Ele transforma o poliéster em volumes sólidos, tensionados e perfeitos, como se estivesse esculpindo ar. O resultado é uma engenharia silenciosa, feita apenas de costura, paciência e uma compreensão profunda de espaço e memória.

A exposição também traz a recriação da casa tradicional coreana da sua infância, através da técnica de frottage* em papel de amoreira, e instalações imersivas como os longos corredores coloridos que convidam o visitante a caminhar dentro da própria ideia de “lar”.

*técnica de esfregar lápis ou giz de cera sobre papel posicionado sobre uma superfície texturizada para transferênca de textura.

Yayoi Kusama, Fondation Beyeler, Riehem/BaselUma Yayoi que você nunca viuUm de seus primeiros autorretratos, feito nos a...
20/11/2025

Yayoi Kusama, Fondation Beyeler, Riehem/Basel

Uma Yayoi que você nunca viu

Um de seus primeiros autorretratos, feito nos anos 50, aos 21 anos, condensa toda a trajetória e pensamento da artista. A pintura é ao mesmo tempo um ponto, um sol, um girassol. Já ali, a ideia de infinito, repetição e cosmos começa a se afirmar, apontando uma conexão profunda com a natureza e refletindo sua relação intensa com as plantas, folhas e animais que podiam falar com ela, pois se percebia como parte desse universo vivo.

O desenho a lápis, ainda anterior, quando tinha apenas 10 anos, uma menina de olhos fechados, imaginando a vida, revela sua assinatura visual. O polka dot e as tramas que mais tarde tomariam o mundo, já estava ali, silenciosa e poderosa.

Em “The Night”, uma aquarela, revela sua capacidade de reinventar a linguagem. Mesmo formada no rigor tradicional do estilo Nihonga, em Kyoto, Kusama encontrou sua própria forma de expressão, rompendo com tradições para criar seu próprio vocabulário visual.

A conexão com Georgia O’Keeffe abriu o caminho para que Kusama deixasse o Japão em 1957. Na travessia de avião rumo aos EUA, olhando a imensidão do Pacífico, ficou completamente hipnotizada com os movimentos hipnóticos das ondas e das marés. Essa experiência é sugerida em suas “Infinity Nets”. Verdadeiras obras-primas, como a tela “Pacif Ocean, nunca haviam saído do Japão.

A ideia de repetição, de acúmulo e de infinito também a leva a criar uma série de pinturas e esculturas macias (soft sculptures) chamadas Accumulation. Usa objetos do cotidiano e aplica formas macias costuradas, transformando-os. É também uma ideia de obliteração: deixamos de ver o objeto cotidiano e passamos a vê-lo em relação à sua visão de mundo, à sua vida e à sua arte.

Yayoi também desfaz as fronteiras entre arte e vida cotidiana, entre arte e moda, entre ela mesma e o cosmos. Sempre com a ideia de obliteração, pois seu desejo era também dissolver-se no ambiente.

(continua nos comentários)

Otobong Nkanga, artista presente na 36ª Bienal de São Paulo, em Paris.Engana-se quem, diante de suas grandes — e estonte...
13/11/2025

Otobong Nkanga, artista presente na 36ª Bienal de São Paulo, em Paris.

Engana-se quem, diante de suas grandes — e estonteantes — tapeçarias de estuários, deduz que seu trabalho é meramente estético.
Foi na Documenta 14, em Kassel, em 2017, que entrei em contato pela primeira vez com o trabalho de Otobong Nkanga — quando a artista oferecia sabões de carvão em Carved to Flow, obra performática que transformava um gesto cotidiano em reflexão crítica sobre a cadeia global de extração de recursos e consumo, mostrando como corpos e territórios são afetados por processos de exploração.

A exposição no Musée d’Art Moderne de Paris evidencia como, desde os primeiros desenhos e instalações, Nkanga desenvolve uma prática que investiga as relações entre extração, circulação e memória, convertendo-as em paisagens visuais e táteis.
Seu uso de solo, minerais, texturas e tecidos — nunca mero recorte estético, mas método rigoroso de investigação — transforma a obra em um campo de pensamento. Ao mapear as camadas escondidas de uma geologia social e ecológica, Nkanga desestabiliza a separação entre natureza e cultura, entre corpo e lugar, revelando a densidade política da matéria.

Desde os esboços iniciais até as instalações recentes que atravessam tapeçaria, performatividade e escultura, a artista revisita continuamente os fundamentos da relação entre matéria e história — sua materialidade, sua linguagem e sua responsabilidade no mundo. Em sua obra, gesto e território se refletem, instaurando uma escuta do visível e das forças que o constituem.

O título da mostra ‘I dreamt of you in colours’ tem um significado pessoal para Nkanga, pois deriva de um sonho que sua mãe teve e que a incentivou a seguir uma carreira nas artes, em vez da arquitetura.

Coexistência e escuta através da distância A 2ª Bienal das Amazônias ( ) foi inaugurada no final de agosto apresentando ...
05/11/2025

Coexistência e escuta através da distância

A 2ª Bienal das Amazônias ( ) foi inaugurada no final de agosto apresentando trabalhos de 74 artistas e coletivos de diversos países e territórios da Pan-Amazônia e Caribe: Brasil, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Venezuela, Martinica, Suriname, Guiana, Guadalupe e Guiana Francesa. Com curadoria da equatoriana Manuela Moscoso, ao lado de Sara Garzón, Jean da Silva e Mónica Amieva, a exposição foi pensada a partir do conceito “verde-distância”, emprestado do romance Verde Vagomundo, do escritor paraense Benedicto Monteiro.

Segundo Moscoso, “distância não é ausência. É matéria. É uma forma de relação que preserva em vez de isolar, que permite o cuidado sem domínio e a copresença sem fusão”. Com a proposta, essa bienal dá sequência à uma missão de fortalecer os diálogos poéticos no território amazônico, agora ampliando para o caribenho.

Na exposição, artistas celebram saberes e cosmologias ancestrais no encontro de proposições contemporâneas e novas tecnologias através de linguagens diversas e interseccionais. Ao longo da Bienal das Amazônias, uma série de performances, conversas e ativações são realizadas em uma programação paralela que pode ser conferida no instagram da instituição.

A exposição ocorre no Centro Cultural Bienal das Amazônias, em Belém, PA, e ficará em cartaz até 30 de novembro. Aproveite as últimas semanas para visitar!

Fotos: Ana Dias

Um dia em uma das melhores e mais lindas feiras internacionais do mundo: (Art Basel) Paris+ , no Grand Palais.Barbara Kr...
28/10/2025

Um dia em uma das melhores e mais lindas feiras internacionais do mundo: (Art Basel) Paris+ , no Grand Palais.
Barbara Kruger
Sheila Hicks
Dorothea Tanning
Louise Nevelson
Louise Bourgeois
James Turrel
Joan Mitchell
Ruth Asawa
Josef Albers
Mona Hatoum
Leda Catunda
Moffat Takadiwa
Anderson Borba
Thilo Heinzmann
Amoako Boafo
Paulo Nimer Pjota
Sarah Crowner
Evelyn Taocheng Wang

Frieze London 2025Sophia Al-MariaAntonio PichillaAntonio TarsisSuperflexJose DavilaJenny HolzerAllison KatzSophia LoebWi...
17/10/2025

Frieze London 2025

Sophia Al-Maria
Antonio Pichilla
Antonio Tarsis
Superflex
Jose Davila
Jenny Holzer
Allison Katz
Sophia Loeb
William Monk
Laure Provost
Ana Mendieta

Rose Afefé é uma artista que trabalha com a integração entre a arte e a vida, com uma poética que se alimenta do mundo e...
09/10/2025

Rose Afefé é uma artista que trabalha com a integração entre a arte e a vida, com uma poética que se alimenta do mundo e devolve novas fabulações a ele. Nascida em Varzedo, interior da Bahia, Afefé desenvolve trabalhos em linguagens que vão além da pintura, instalação, fotografia e arquitetura.

Inspirada nas memórias de seu território de origem, a artista retoma elementos arquitetônicos e estéticos que a marcaram para compor suas obras, conectando as mais diversas materialidades em composições sensíveis e coerentes. Adobe, madeira, plantas, móveis e tantos outros elementos do cotidiano são reconfigurados pela artista para a criação de obras que remontam histórias pessoais e coletivas.

Seu projeto mais ambicioso é “Terra Afefé”, uma microcidade construída pela artista a partir de 2018, onde suas ideias tomaram uma forma ampliada. Contando com 8 casas, teatro, biblioteca, espaços coletivos de alimentação, praça e ateliê, a proposta da artista continua em ampliação. Nas palavras de Afefé, o projeto é “uma terra fértil para os sonhos”, já que é ativada por meio de imersões, vivências e residências artísticas que a ativam de modos diversos a cada momento.

O projeto demonstra a capacidade da arte em propor formas alternativas de convivência e integração. Para conhecer e apoiar o projeto, visite www.afefe.com.br.

_______

Imagens 1 a 5: cortesia Rose Afefé e A Gentil Carioca, fotos por Pedro Agilson

Do quintal de vovó Julia, 2025
Banana madura, 2025
“Caruru de sete meninos”, 2024
“Dona Raiz”, 2025
“Antes da chuva chegar”, 2024
Rose Afefé pintando a sinalização do teatro
“Formas de Adobe”, 2022
“Terra Afefé”, 2018 – 2022

Rose Afefé é uma artista que trabalha com a integração entre a arte e a vida, com uma poética que se alimenta do mundo e...
08/10/2025

Rose Afefé é uma artista que trabalha com a integração entre a arte e a vida, com uma poética que se alimenta do mundo e devolve novas fabulações a ele. Nascida em Varzedo, interior da Bahia, Afefé desenvolve trabalhos em linguagens que vão além da pintura, instalação, fotografia e arquitetura.

Inspirada nas memórias de seu território de origem, a artista retoma elementos arquitetônicos e estéticos que a marcaram para compor suas obras, conectando as mais diversas materialidades em composições sensíveis e coerentes. Adobe, madeira, plantas, móveis e tantos outros elementos do cotidiano são reconfigurados pela artista para a criação de obras que remontam histórias pessoais e coletivas.

Seu projeto mais ambicioso é “Terra Afefé”, uma microcidade construída pela artista a partir de 2018, onde suas ideias tomaram uma forma ampliada. Contando com 8 casas, teatro, biblioteca, espaços coletivos de alimentação, praça e ateliê, a proposta da artista continua em ampliação. Nas palavras de Afefé, o projeto é “uma terra fértil para os sonhos”, já que é ativada por meio de imersões, vivências e residências artísticas que a ativam de modos diversos a cada momento.

O projeto demonstra a capacidade da arte em propor formas alternativas de convivência e integração. Para conhecer e apoiar o projeto, visite www.afefe.com.br.

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Imagens 1, 2, 4, 5 e 6: cortesia Rose Afefé e A Gentil Carioca, fotos por Pedro Agilson
Vídeo: direção: Leila Savary - canal off e costa blanca films

“Antes da chuva chegar”, 2024
“Caruru de sete meninos”, 2024
“Formas de Adobe”, 2022
Do quintal de vovó Julia, 2025
Banana madura, 2025
“Dona Raiz”, 2025
“Terra Afefé”, 2018 – 2022

36ª Bienal de São PauloNo último sábado, a Bienal de São Paulo inaugurou ao público sua 36ª edição: “Nem todo viandante ...
10/09/2025

36ª Bienal de São Paulo

No último sábado, a Bienal de São Paulo inaugurou ao público sua 36ª edição: “Nem todo viandante anda estradas - Da humanidade como prática”, uma curadoria de Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, ao lado de Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, da curadora at large Keyna Eleison e da consultora de comunicação e estratégia Henriette Gallus. Essa edição nasce do trabalho coletivo desses profissionais de diferentes origens e trajetórias, junto aos esforços de mais de 1.500 pessoas contratadas para erguer essa grande exposição.

Com o título inspirado no poema “Da calma e do silêncio”, de Conceição Evaristo, a exposição traz os trabalhos de 120 artistas e coletivos ao Pavilhão no Parque Ibirapuera, além de mais 5 contribuições através do programa Afluentes, em parceria com a Casa do Povo, no bairro do Bom Retiro.

Com projeto arquitetônico assinado por Gisele de Paula e Tiago Guimarães, a expografia é permeada por estímulos sensoriais, com inspiração nos rios e nos encontros de águas - os estuários. Espaços amplos, cortinas translúcidas e obras em constante diálogo marcam a ocupação do pavilhão, inclusive com obras que ocupam mais de um andar e ligam os diferentes 6 “capítulos” - eixos curatoriais propostos.

Percorrendo os mais diversos caminhos para tratar da questão da humanidade através de um olhar global, a exposição traz uma riqueza de linguagens, materiais, cheiros e sons que compõem as obras, com destaque aos trabalhos instalativos e efêmeros, que terão suas transformações presenciadas pelo público ao longos dos próximos meses, até o encerramento da exposição em 11 de janeiro de 2026.

Essa edição também conta com um amplo programa de ativações nomeado Conjugações, que convida o público a compartilhar o espaço com músicos, poetas, performers e pesquisadores ao longo do calendário expositivo. Toda a programação pode ser consultada no site da 36ª Bienal de São Paulo!

Imagens: Vistas da instalação da 36a Bienal de São Paulo – Nem todo
viandante anda estradas – Da humanidade como prática © Levi
Fanan / Fundação Bienal de São Paulo

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Tate Modern Museum
London

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