23/03/2012
DESESPERO
Sobre a peça
“Nem toda a ausência é renúncia, nem todo o querer é vontade… Nem toda a luta é estar perto, nem todo o longe é estar longe...”
A peça retracta-se uma vida abandonada, cujo destino é regido pelo mar.
A peça conta a história de uma mulher que revive suas memórias e cicatrizes deixadas pelo passado.
Sua narrativa parte, não dos fatos, mas das marcas que ficaram no corpo e na alma da personagem. "ANA" embarca pelo mar de lembranças e numa intensa busca pela própria identidade, deparando-se com a limitada condição humana.
Um mergulho no inconsciente colectivo de um povo que busca revelar e expressar… que ainda grita e sente na pele de seus filhos a dor do desespero.
Trata-se de cinco pontos: Partida/Regresso/ Amor/Vida/Morte.
Uma abordagem delicada, com o requinte e a subtileza da poesia de Mena Abrantes e Fernando Pessoa.
Pedra a pedra
dente a dente
se afia lâmina
se constrói a roda…
Gesto a gesto
onda a onda
se desfralda a bandeira
se desdobra a maré
Estrela a estrela
lua a lua
se ilumina a noite
se reflecte o sol…
E nas praias
enfim libertas
búzios nas areias
guardavam em si
para todo o sempre
o som maior
do mar naquele dia
O som maior
do mar naquele dia…
Ficha Técnica
Texto e Encenação
Adilson Spínola
Interpretes
Yara Tavares
Yarine Tavares
Preparação do Actor
Patrícia Silva
Figurinos/Maquiagem
Simone Rodrigues
Cenografia
Quelton Santos
Adilson Spínola
Iluminação
Noel Almeida
Desenho de Luz
Adilson Spínola
Som
Adilson Spínola
FOTOGRAFIA:
Lorena dos Santos Spuelbeck