24/04/2026
Associação Beneficente e Cultural Nossa Senhora de Fátima da data: 21 de abril de 2026 às 16:30 recebeu na sede da Abcnsf , Thalita (Acadêmica de História do 3 período – Universidade Regional do Cariri - URCA, Campus Crato).
Objetivo: produzir fotos e fazer uma oficina sobre a tradição do "Malhação do Judas" e manifestações culturais da Semana Santa.
O contexto da universitária Thalita da Silva Lima, em sua jornada acadêmica na URCA, buscou o bairro Riachinho como campo de estudo para compreender as nuances da tradição local. O foco central foi a sua participação para refletir, discutir e trocar ideias da cultura popular durante o período pascal, um dos pilares da identidade varzealegrense.
O Grupo Caretas de Fátima
Durante a visita, a pesquisadora foi recebida por crianças da comunidade e pelo adolescente João Lucas, coordenador e liderança jovem do grupo.
Fundação: O grupo mantém suas atividades de forma estruturada desde 2024.
Homenagem: O nome "Caretas de Fátima" é uma homenagem direta à Padroeira do bairro Riachinho, Nossa Senhora de Fátima, unindo a fé religiosa à expressão folclórica.
Identidade Visual: Os membros se destacam pelas vestimentas vibrantes, compostas por uma rica diversidade de texturas, tecidos variados e ornamentações manuais que conferem um aspecto único a cada integrante.
A cultura dos caretas em Várzea Alegre é uma performance sensorial que ocupa o espaço público: O Som: A presença do grupo é anunciada pelo barulho rítmico dos chocalhos, gerando expectativa na vizinhança.
Os integrantes percorrem as ruas munidos de chicotes, símbolo tradicional da figura do "careta" no sertão cearense.
Impacto Social: Além do valor histórico, o grupo promove diversão e integração comunitária, garantindo que a tradição da Semana Santa permaneça viva e seja transmitida para as novas gerações do bairro Riachinho.
A visita reforça o papel fundamental das associações comunitárias e dos grupos de tradição na formação acadêmica de historiadores. O encontro entre a academia e a cultura viva (João Lucas/Caretas de Fátima) demonstra que a memória de Várzea Alegre segue pulsante e resistente