17/11/2015
Uruará é terra de pioneiros vindos de todo o Brasil.
Do processo de colonização das Terras sem Homens para Homens sem Terra com o objetivo de Integrar para não entregar junto com a estrada, no coração da Amazônia, surgiu uma nova nação, formada por trabalhadores e trabalhadoras, homens e mulheres de fé que não se intimidaram e que não desanimaram e que desbravaram fazendo a floresta abrir espaço para a produção inicialmente do arroz, mandioca, milho e feijão, para ter o que comer e então o café o cacau e a pimenta e o gado. Todo lugar tem um nome pra lhe indicar e aqui, Um rio que serpenteia pela floresta deu o nome. O nosso “Cesto de Flores” tem nome de Uruará.
Uruará que em primeiro momento a ordem era ocupar é grande e têm terras, matas e rios que temos que preservar, buscar alternativas de desenvolver sem devastar. Com isso experiências diversas começaram a acontecer e hoje temos o cacau orgânico mudando conceitos que estão abrindo fronteiras e fazendo sucesso pros lados de cá e de lá. O Projeto Sementes da Floresta além de deixar muito mais perfume no ar a partir da extração dos óleos naturais de forma artesanal apresenta nova forma de extrair da floresta também o que serve para bem se alimentar. As mulheres da AMDOR produzem o licor do cacau, geléia de cupuaçu, suco de acerola, cajá e caju, e dão novos sabores e agregam valores às frutas da região.
Não existem ainda muitos investimentos, porém o turismo é inerente daqui e os potenciais que existem o Brucutu foi levantar e se deparou e se maravilhou com as cavernas, cachoeiras, rios e lugares maravilhosos que podemos visitar. Informando e Educando muito naturalmente vai o Brucutu pelas trilhas da floresta para descobrir e revelar toda a beleza natural que temos em Uruará. E eita Brucutu danado. Não é que o Festival do Iriri já deu o que falar? É, foi lá nas margens do Iriri que os soldados da borracha ergueram suas casas e vivem da pesca e da agricultura familiar.
Uruará que cresceu mais que mantém os costumes e tradições dos pioneiros que trouxeram na bagagem o samba de roda, a capoeira e o bumba meu boi e muitos vaneirões e todos os ritmos que animaram e animam as festanças do lugar.
A Fundação TOCAIA merece destaque porque com beleza e arte realizou as TOCAIAS culturais e além de muitas atrações apresentou o Boi Misturado de Uruará.
Temos os esportes de aventura que aumentam a adrenalina em cada curva do MotoCross, na canoagem, nas descidas de rapel, tracking e cavernismo.
E neste quadro do Brasil formado pela mistura de povos e raças de todas as regiões um povo bonito surgiu e entre costumes e vivências sempre com muita emoção nasceu mais uma canção que encanta por sua beleza e é a voz do povo e da natureza desse nosso Uruará que sempre com a arte e a cultura á flor da pele e na busca de uma identidade advinda da nossa diversidade surgiu um novo movimento inspirado na Tribo Arara que já habitava essas terras e nas araras que colorem os céus de Uruará, e que na terra do carimbó, fez nascer o xotirimbó para ajudar a embalar aquelas que hoje chamamos as Araras de Uruará.
A primeira foi a vermelha, guerreira por excelência sempre com graça vem mostrar todo seu encanto e leveza. Depois veio a azul, com o céu para alcançar, sua tribo sempre mostra que vieram preservar. E por último de amarelo e verde veio a ararajuba que nas plumas da sua beleza encontra o brilho pra voar.
Estas que nasceram para brilhar juntam a dança, a música e os produtos que nascem das mãos habilidosas dos nossos artesãos para produzir os seus espetáculos para o Festival das Araras de Uruará.
A nossa Escola de Música que dá show em qualquer lugar, tocando lindas canções conseguem sempre encantar e a Companhia de Expressões que veio para ficar dançando com graça e elegância faz também representar a Arte e a Cultura eles vieram mostrar. Este é o nosso Brasil. É o nosso Uruará.
Por Diva Cássia*