Luciana Portela

Luciana Portela Devaneios, poesia, sensações, inquietudes e delírios de uma alma irrequieta. Página de poesias, devaneios e sensações da autora

10/06/2025

Foi ele a seta quem me intuiu o caminho quando eu, andarilha perdida, perambulava solitária pelas noites tristes do meu ser.
Foi ele quem aquietou meu dessossego, segurou meu passo trôpego, iluminou meus devaneios, abrandou meu espírito indomável cavalgando a esmo pelas planícies dos amores de parcos relevos.
Foi ele quem me fez enxergar limpidamente esses pingos de chuva espargidos em meu coração( outrora ressequido pela desilusão, e agora banhado em charcos de alegria e fertilidade).
Foi ele quem me ensinou sobre a sacralidade do amor por mim mesma, por aquela que fui e aquela que sou nas horas frágeis e dolorosas nas quais eu mais necessito ser amada.
Foi ele quem clareou meus olhos embaçados pelo sal das renitentes lágrimas...
(...somente assim eu pude abarcar a visibilidade outrora ofuscada no olhar que não pressente as grandiosas sutilezas da paciência acolhedora).
Foi ele quem me contou da colheita feita nos relacionamentos duradouros para que assim eu aprendesse a colher apenas os frutos maduros e contivesse meu gesto afoito que arrancava os frutos verdes em amores sazonais.
Foi ele quem me ofertou a parada mais certa quando eu viajava desgovernada pelos trilhos dos sentimentos passageiros.
Foi ele quem fez nascer o sol em mim nos meus dias mais cinzentos e temperamentais. E, falou da magia do luar nas madrugadas vividas em vão (de bar em bar, de cama em cama) aturdida no caos da solidão onde eu estava tão intimamente acompanhada.
Foi ele quem adocicou meus lábios ofertando a certeza do beijo mais que perfeito enquanto bocas incertas cobriam a minha com amores líquidos, juras fajutas e tantas falácias.
Foi ele o oásis que matou minha sede no deserto em que eu me habitava.
Foi ele quem ancorou meu coração que navegava feito barco a deriva e de tempo em tempo naufragava em meio às tempestuosas paixões.
Foi ele quem me abrigou em seus braços casa e aconchego nos tempos outros em que eu morava no caminho sem teto e sem carinho, sem um corpo quente que me aquecesse desse trágico destino.
Foi ele quem cuidou do meu cultivo pacientemente, desde a semente que germinava com a sua rega diária de cuidados e afeições, na sabedoria da espera entre um e outro ínterim para que eu, crescida e vistosa, desabrochasse em flor.
E, agradecida por ser tão amada, eu por fim declamo:
foi ele quem em mim reflorestou a perfeição da palavra amor.
Luciana Portela

05/03/2025

Estou cansada por estes dias. E, no beiral da porta, entre finos feixes, escapa uma certa alegria.

Tive que largar minhas dr**as pesadas. Remédios de dores, venenos da alma. Tive, aliás, ainda estou esvaziando os meus cômodos, tirando o m**o que se empoleirou sobre as minhas tantas vesânias esquecidas; puxo um fio e ponho a esperança no varal pra ser beijada pelo sibilo do vento.

Tenho feito planos. Do meio pro início. Do final pro meio. Custa largar meus tantos pesos, o medo, a calmaria do não-sentir. É que sentir me fez doer inteira.
Não sei sentir pela metade, a conta-gotas. Sou das doses cavalares. Regida por plutão.

Tenho andado agitada. Bulinada por uns sentimentos que me escapam à retórica que tanto me deleito.
Tenho querido verter líquidos pelos meus poros: suar, surrar, uivar pra não perder o título da loba.
Tantas nomenclaturas pra nos definir não é mesmo?
Tornei-me mulher. Ponto de ebulição. Nasci parida para o amor.

Tenho visitado meus lugares sombrios, servilmente ébria de mim. E, com esse riso meio bobo no canto da boca. Até salivo somente por imaginar que tudo pode acontecer. Porque tenho feito planos. E, ansiosa que sou, verto or****os antecipados.
Alucinógenos me guiam nesse novo estar. Larguei aa dr**as, o efeito segue em mim. A mais pesada é aquela que me faz delirar. Fico feito menininha no colégio, cujos olhos brilham ao se debruçaram sobre o primeiro amor.

Ainda não me libertei das dores, dos desamores, do bicho-papão debaixo da cama, ou sequer tive tempo pra trocar o esparadrapo dos arranhões e terminar de colar os pedaços. Mas tenho seguido plena com um pouco do ópio da realidade pra não omitir que tenho alguns espinhos.

Não larguei quem sou. Continuo intempestiva, ouriçada e, valha-me, protegida por Exu.

Estranho entender desses meus remansos, dos meus contraditórios e analgesias, sem deter nenhum passo.

Só sei que a hibernação durou por demais......e o mundo gira e gira, e, eu devo fazer parte desta engrenagem.

Sigo com mais tripas, vísceras, fomes, buscando matar a sede em co(r)pos que finjo existirem. Nem só de pão vive a mulher. Às vezes cairia bem um banquete de braços, pernas, salivas e gozos. E depois de devorada, dormir demorada na varanda de um corpo nu.

Tenho andado com a calma dos apressados. Se for pra ontem, chegou tarde.
Vivo o caleidoscópio. A vida não é preto e branco. Por mais medo que sinta, preciso pintar aquarelas, rabiscar as paredes alvas de uma vida apática.

Vou iniciar agora o processo. Quero tocar, sentir, saber das texturas que ainda não me fizeram aplainar sobre os lírios do campo.

Tenho colocado a leitura em dia. Tenho ouvido músicas, tenho escrito torvelinhos.
Tirei a cabeça do lugar. Ah, esta eu quero bem tresloucada pra assim sair do limbo do existir e passar a galopar, indômita, pelo verbo viver.

É. Tenho largado um tanto de coisa, mas não na sala de estar. Ali deixei as memórias. Só joguei fora, o que comigo não pode mais ficar.
Luciana Portela

04/03/2025

As conexões entre as almas

Existe uma conexão mágica, incrível e poderosa, capaz de transformar o nosso olhar, frequentemente pequeno, estreito e compacto, sobre as coisas. Sobre as relações.
Uma conexão cujo poder energético desconstrói os nossos modelos prontos, acabados e projetados. Modelos construídos sobre como deve ser a formação familiar, os relacionamentos, as pegadas. Antigas caixas- contudo ainda utilizadas por alguns- que nos encaixavam em um protótipo deveras tacanho e limitado. Essa ‘nova’ conexão ( que existe desde os tempos outros ) nos deixa off do pensamento tosco e alienante, cerceia nosso impávido poder em julgar e condenar as escolhas do Outro; Desconecta nosso pensamento do preconceito, do raso, do obtuso e, nos interliga às pessoas tornando-nos mais empáticos e respeitadores das individualidades. São as conexões entre as almas.

Talvez essa conexão wifi seja a maneira de entender que duas almas se cruzam e o corpo é apenas a ferramenta de transmissão do sinal( um modem, por assim dizer). Quando nos conectamos com alguém é a energia que faz gera esse ponto de fusão. E não importa, meu caro, se é homem com homem, mulher com mulher, homem com mulher ou o que for. As energias se atraem. Ninguém pode deter a força de um sentimento. Nem aqueles que passam a vida lutando contra aquilo que faz seu corpo vibrar.
O corpo busca o que a alma anseia. E o encontro se dá em infinitas possibilidades. Entre os mesmos s**os, entre s**os opostos. Contudo, ele se dá. Independente do olhar monocromático de alguns indivíduos cuja empáfia verbera o preconceito torpe diante da opção sexual do Outro. Olhar monocromático que a atual sociedade tenta curar com a aceitação das diversidades mediante as novas conexões entre as pessoas.
O amor é, de fato, a senha do wifi que promove a conexão entre duas almas. Duas peles, duas salivas, dois nudes, dois mundos. Entre dois corpos, ainda que de s**os iguais, sempre terão traços distintos. Porque a alma assim o é: inigualável e única em cada ser.
Dois corpos são entrelaçados pela energia pulsante que conduz os seres humanos a estar um no Outro e com o Outro. Formando seu par. E, as almas se amam independente do órgão sexual do corpo que ela habita. O que importa é que ela, a alma, não tem s**o. O que importa é que o amor sabe perfeitamente disso.

Luciana Portela

30/12/2024

Sinto falta de estar em mim.
Era um bom lugar para morar.
E era muito feliz. Eu sei que todos sentem faltam, também.
E que não há mais aquele lume no meu olhar...
Tão ofuscado por uma dor que não posso arrancar com as minhas próprias mãos ou um bisturi, uma faca, uma foice...
Essa outra, que agora me habita, não há nela a pujança da vida...
Tristonha
Sem as tessituras dos amanhãs ensolarados
Perdida, e,
Chora por esse desalento que não sabe-se o porquê.

Sei lá.
Lá saberei?
Foi de repente que o fim lançou, aquém, o início da primavera que floria meu riso e alava meu coração....

Faça passar, por favor.
Sinto falta de mim. Da outra eu.
Hoje, a minha intensa companhia é um espelho quebrado.
E, não sei aonde foi parar o pedaço de mim que eu tanto amava.
Quiçá, é preciso que haja, para além dos sonhos,
um campo de lírios infinitos, sob nossos pés.
E que nossos pés possam caminhar sem essa nuvem sombria que enclausura nossa alma.
E, quiçá,
Esta pobre alma estilhaçada
Redescubra
O caminho
De volta pra
Casa.
Luciana Portela

27/09/2024

Birra de mulher

Ele diz que sou mimada, mandona, apressada!
Diz ainda
( com cara de atrevido)
que sou mesmo desbocada.
Perdoa aí, vai seu moço!
(Meu sustento preferido).

É que não engulo esse seu discurso de macho.
Serve bem como tira-gosto
Um petisco saboroso
E dá até pro gasto.

Porque se for igual prato feito
Sem cor e sem tempero

Na primeira garfada danou-se:
é assim que eu me entalo.

Luciana Portela

26/08/2024

E como canta o poeta "Cada um sabe a dor e delícia de ser O QUE É "
Flua, absorva, sinta. Não se limite. Não fotocopie outrem. Viva o ímpar de ser único no mundo mediocrizado por marionetas midiáticas que vivem a margem de si mesmas.
Deixe as personagens faceadas no corriqueiro para as telenovelas e filmes. Autentique-se. Rompa simulacros comportamentais. Imitação é artigo de camelô, Casa China. Você se enquadra? Imitar é baratear o que somos nos tornando bregas e pobres de originalidade.
Liberte o ser, o sentir. Quer orgasmo maior do que viver a vida em plenitude, descobrindo cada pedacinho do seu Eu que te leva ao Ponto G do espírito?
Lembre-se: apaixone-se por si mesmo. Todo dia ao acordar. Despenteada, liberta, sem as maquiagens que pintam a cara no trivial. Olhe no espelho e assuma quem você é e por qual orifício sente mais prazer. O lugar no qual você não precisa mentir, fingir, conter. Bem lá no fundo onde o olho alheio não vê e as máscaras se fazem desnecessárias.
Ninguém e nem nada pode usurpar o poder pessoal de pertencer a si mesmo. Sim, pertencer-se. Ser templo habitado. E, quando nos pertencemos de fato podemos reverenciar a outrem. O deus que habita em ti- despido da fingida gentileza pagã- saúda o deus que habita no Outro.
Todos somos individualidades exclusivas. Compostas de tantas vivências assimiladas. Descartando aqui, restaurando ali, amalgamando acolá. Pelas personas fragmentadas constituímos o EU. E esse Eu é livre para escolher suas tendências, suas aptidões, seus defeitos usuais. Escolher as paixões viscerais que sairão das suas mais abissais entranhas, as cores que pintarão a tela da própria vida, os desejos que governarão seus caminhos. Não metrifique seu ser. Entregue-se aquilo que o faz vibrar, estremecer, desatinar, suar. Somente assim admitimos o que somos. De que tecido somos feitos. De quais sonhos remendados na alma a gente costuma descosturar e sonhar.
Tem uma parte da música do grande Caetano que tem muito a ver com o que escrevo aqui:
"Cada um sabe a dor e a delícia de ser O QUE É ".
E, independente da sua escolha, opte pelo que faz você sentir-se feliz dentro de si mesmo. Vestir um número 38 quando o seu é 40 no mínimo te causará grande desconforto. Porque, quando a luz do abajur -na tênue penumbra -desnuda o que realmente somos aquilo que sobra já não pode ser tapado. E daí extravasamo-NUS.
Luciana Portela

19/08/2024

O silêncio espreita o escuro.
Ouço seus estampidos pelos cantos da casa.
Há rachaduras na parede. O que não posso dizer ( ainda que já acorde gritando, todo santo dia) é se as rachaduras estão na casa ou em mim. Em mim as sei. São sinuosas, tangíveis, até com uns buracos num solo infértil dos sonhos não realizados, e sulcos que se amontoaram de arranhões doados, gentilmente, por alguns transeuntes das minhas crateras. Nao. Rachaduras, até o momento presente. O grito do silêncio me azucrina, como choro insistente de bebês não amamentados.
As porradas, em nada sutis, estocaram meu estômago que já fora visitando pelas tais borboletas das paixões. Rachaduras, arranhões, há ferpas também, e porradas. Uma alma em sombra e tênues luzes. Não entro na ética do gratiluz porque somos demasiados humanos e hipócritas para nos crermos éticos e do bem. As rachaduras servem, inextrincavelmente, pra compor o que somos. Disso sei.
Esse silêncio ensuredece minha alma. Coitada. Cambaleando por um corpo desnutrido de nutrientes e afetos.
Mas. Não serei pessimista por hoje.
Aproveitar que pela janela da sala, miro solsticiamente o sol do inverno que veio e permaneceu. Lá vem de novo as perguntas malditas metaforizadas que amo deambular nos contos que conto. Será o inverno em mim ou lá fora? Tanto faz. Rachaduras e frios combinam. Ora que não sabem que pra ter rachaduras há que se atravessar por dias cinzentos e nevoeiros densos. Ou geleiras arriscadas a se partirem. À deriva de si...

Somente assim, com pessimismo, a flor da esperança recebe, cálida, o orvalho das manhãs.
( Permitindo que suas raízes germinem na rachadura que ficam bem mais perto do coração).

Por hoje. Um pouco de frio, café, o silêncio que grita e a bendita rachaduras na parede da sala.
Preciso chamar um pedreiro. Ou deixar como arabesco de uma vida contada sem filtros.
Até depois. Vou ali por o sono pra despertar e os sonhos pra deitar.

Luciana Portela.

14/06/2024

Eu-Mulher
A intensidade à flor da alma
Abre as pétalas da minha pele.
Alma nua, corpo em flor.

14/06/2024

Prece de uma ateia
(de coração polissêmico)
Nota: em memória dos deuses que acreditava
Senhor,
Dê-me a capacidade de ser persistente, ainda que a chibata do desânimo açoite constantemente a minha vontade;
Dê-me a capacidade de ser justo, ainda que pelas mãos da (in)justiça os oprimidos sejam cada vez mais massacrados e os poderosos zombem da igualdade;
Dê-me a capacidade de perdoar e pedir perdão, ainda que meu orgulho insista em carregar os pesos maléficos dos ressentimentos;
Dê-me a capacidade de ser honesto, ainda que enganar, extorquir, lesar e mentir façam parte do cenário deste mundo de expiações;
Dê-me a capacidade de ser resiliente, ainda que os vendavais das adversidades arranquem minhas raízes do chão;
Dê-me a capacidade de dizer somente a verdade, ainda que o licor enganoso da bajulação seja servido em taças de cristais nos banquetes da sociedade;
Dê-me a capacidade de ser generoso, ainda que o egoísmo seja a camisa-de-força que veste os prisioneiros dos bens materiais;
Dê-me a capacidade de ser pacífico, ainda que, dentro e fora de mim, guerras sejam diariamente deflagradas;
Dê-me a capacidade de sorrir, ainda que do meu coração dolorido eu sinta o gosto do sal das lágrimas vertidas;
Dê-me a capacidade de ser humano, ainda que o meu desumano exponha as minhas ocultas tiranias;
Dê-me a capacidade de ser bondoso, ainda que a maldade germine como uma planta carnívora e queira engolir a bondade neste mundo atroz;
Dê-me a capacidade de conter a lâmina da minha língua, ainda que contra mim sejam levantadas calúnias e difamações;
Dê-me a capacidade de ser tolerante, ainda que os apressados, lá fora, atropelem a demora dos meus passos;
Dê-me a capacidade de ser humilde, ainda que neste mundo existam somente deuses, gigantes, doutores e os sabe-tudo;
Dê-me a capacidade ser gentil, ainda que eu seja empurrado abruptamente pelos transeuntes que caminham ao meu lado;
Dê-me a capacidade de ser útil, ainda que a preguiça domine meu querer; que ela jamais escravize meu desejo em prestar auxílio aos demais;
Dê-me a capacidade de ser abrigo, ainda que as tempestades do desamor desalojem a minha fé na humanidade;
Dê-me a capacidade de orar, ainda que muitas vezes eu ore mais com os lábios do que com o coração;
Dê-me a capacidade de ser grato, ainda que eu não entenda que somente recebo aquilo que é do meu merecimento;
Dê-me a capacidade de aceitação, ainda que eu não compreenda o meu destino; e que eu possa acolher todos os aprendizados que ele ofertar;
Dê-me a capacidade de amar a mim mesma e ao meu próximo na mesma proporção, ainda que eu me esqueça de mim e o Outro por vezes não mereça.
Nesse momento é quando mais precisaremos ser amados.
Assim seja!
Luciana Portela

14/06/2024

Conotação
anotada

Nenhuma palavra me define.
Nenhum sentimento me traduz.

Não pertenço a nenhum lugar. Sou etérea e não finco raiz.

Meu destino eu traço no lusco-fusco de cada novo dia,
e durmo sobre nuvens de sonhos e estrelas de esperanças.

Não tenho medo do amor. Ainda que doa amar. Se doer é porque valeu a pena. Atingiu o magma da alma.

Não sou poeta. Sou poesia febril, erótica, escarlate e inacabada. Construída por metáforas, pontilhada por hipérboles.

Sempre (re) iniciando uma nova e complicada história de nós dois: O mundo e eu.

Luciana Portela.

Endereço

Teófilo, MG

Telefone

+557332631027

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Luciana Portela posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para Luciana Portela:

Compartilhar

Categoria