21/04/2026
Galdino Jesus dos Santos, líder indígena conhecido como "Índio Galdino", tinha 44 anos, e viajou a Brasília em 19 de abril de 1997 para reivindicar a recuperação de terras indígenas que estavam em conflito com fazendeiros.
Galdino, chegou a participar de reuniões com o então presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, e com outras autoridades.
Como chegou tarde das comemorações, não pôde entrar na pensão onde estava hospedado.
A dona da pensão se recusou a abrir a porta para ele.
Com isso, ele acabou indo dormir em um ponto de ônibus perto da pensão.
Assim, por volta das 5 horas da manhã de 20 de abril, cinco jovens da alta classe de Brasília passou pela parada de ônibus e avistaram Galdino dormindo.
Neste momento, eles foram até um posto de abastecimento, compraram dois litros de gasolina e retornaram até a parada de ônibus.
Quando eles se aproximaram do índio Galdino, eles atear*m f*go nele enquanto ele dormia.
Um casal que passava no local viu Galdino em ch*mas e acionou o socorro, assim ele foi levado ao hospital já em estado grave.
Cometido o crime, os envolvidos fugiram, mas um outro jovem que passava por ali, um chaveiro, anotou o número da placa do carro deles e o entregou à polícia.
Galdino tinha queim*dur*s em noventa e cinco por cento do c*rpo.
Infelizmente ele entrou logo em coma e faleceu às duas horas da manhã do dia 21 de abril de 1997.
Antes de ficar inconsciente, perguntava para os médicos que o atendiam: “Por que fizeram isso comigo?”
Os jovens envolvidos tinham idades entre 17 e 19 anos e foram identificados como Max Rogério Alves, Antonio Novely Vilanova, Tomás Oliveira de Almeida, Eron Chaves Oliveira e Gutemberg Nader Almeida Junior.
Dos cinco envolvidos, um deles, na época do crime, era menor de idade e foi encaminhado para o centro de reabilitação juvenil do Distrito Federal.
Gutemberg, que era menor, ficou preso por quatro meses, mesmo tendo sido condenado a um ano de reclusão.
Em 2001, os outros quatro foram presos e condenados pelo júri popular por h0mic*dio doloso (quando há intenção de mat*r) a 14 anos de prisão, em regime fechado.
Durante o julgamento, os envolvidos disseram que o objetivo era "dar um susto" em Galdino e fazer uma "brincadeira" para que ele se levantasse e corresse atrás deles.
Um deles ainda disse à imprensa que ele e seus amigos haviam achado que Galdino era um mendigo e que, por isso, haviam decidido cometer o crime, o que já era uma “justificativa” repugnante.
Pertencentes a famílias de grande poder aquisitivo e influência, os envolvidos contaram desde o início com regalias a que nenhum outro preso comum tinha direito.
Atualmente todos exercessem funções administrativas em órgãos públicos.
O local do crime foi renomeado como Praça Índio Pataxó Galdino Jesus dos Santos.
No espaço, foram erguidas duas esculturas memoriais: uma que retrata tragicamente a vítima em chamas e outra representando uma pomba, símbolo universal da paz.