Meir Ben Yossef

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03/11/2025
02/11/2025

FILTRO DE PAPEL PARA COAR CAFÉ

Amalie Auguste Melitta Bentz

Amalie Auguste Melitta Liebscher nasceu em Dresden, Alemanha, em 31 de janeiro de 1873 e faleceu em Porta Westfalica, em 29 de junho de 1950. Casou-se com Johannes Emil Hugo Bentz e adotou o sobrenome do marido: Amalie Auguste Melitta Bentz e teve com ele 3 filhos.
Mellita Bentz, como era conhecida, era amante do café. Toda manhã, ao acordar tomava, infalivelmente, uma generosa xícara de café e, repetia as doses ao longo do dia. Entretanto, ela de-testava a borra de café que ficava no fundo da xícara, que passavam pelo pano no qual coava o café. Além disso, sobrava muita borra de café no interior do coador e que dava trabalho para a sua limpe-za e, também, pôr o pano ficar, permanentemente, com a cor do café o que a desagradava.
Procurando meios para coar o café de uma forma diferente, Mellita Bentz começou a fazer experiências, certa vez, pegou uma folha de papel do caderno de seu filho e tentou coar o café com esse material, o que dava muito trabalho porque tinha de segurar o papel.
Depois de muitos te**es, Mellita Bentz se utilizou de uma caneca de metal e fez vários furos com pregos no fundo da caneca e colocou o papel dentro, dessa forma, o café que passava pelo pa-pel, escorria pelos furos e caia dentro de outro recipiente, ficando a borra do café retido no interior do papel.
Durante boa parte de seu tempo Mellta Bentz fazia experiências, procurando o tipo de papel apropriado e com o tipo de suporte ideal para coar o café. Os resultados estavam sendo bons, por-que, a borra do café não ficava mais no fundo das xícaras e o conteúdo da borra retida na no papel, ia direto para o lixo, sem a necessidade de lavar, como acontecia como coador de pano. Assim, dimi-nuía o trabalho de coar o café, ficando dessa maneira, prático e higiênico o ato de coar o café.
Pressentindo o sucesso de seu invento, Melita Bentz solicitou a patente de seu invento em junho de 1908 e o Gabinete Imperial de Patentes de Berlim concedeu a devida patente. Em posse dessa patente, o casal Hugo e Mellita, juntamente com seus filhos, fundaram uma pequena empresa na cidade de Dresden.
O sucesso desse evento veio, fortemente quando Mellita Bentz apresentou seu invento na maior feira do seu país, a Leipzig Trade Fair. No evento International Hygiene Exhibition de Dresden em 1911, o que lhe valeu o reconhecimento de seu invento e o recebimento de medalhas de ouro e prata.
Em 1929, com o crescimento da produção dos filtros de papel e de seu suporte, a empresa mudou-se para a cidade de Minden, na parte Noroeste da Alemanha.
Durante o período da II Guerra Mundial (1939-1945) empresa foi praticamente fechada e utilizada por outras atividades. Após o término da guerra, a empresa voltou a funcionar na produção de filtros e suportes para coar café.
Hoje, a Empresa Mellita se faz presente em mais de 100 países espalhado pelo mundo.

02/11/2025

UNHAS POSTIÇAS - CORES SIGNIFICADOS

A invenção das atuais extensões de unha - a unha postiça - teve seu início em 1954 e isso se deve ao dentista Fred Slack. Certa ocasião, quando Fred Slack trabalhava nos seus serviços odontológicos, por acidente, sua unha quebrou quase por inteira. Na tentativa de consertar a unha quebrada, Fred usou o material que tinha em seu consultório - porcelana dental - substituindo temporariamente o pedaço da unha quebrada, melhorando sua aparência.
No final dos anos 70 e começo dos anos 80 o dentista Stuart Nordstrom elaborou o primeiro sistema - profissional - de acrílico líquido e em pó para as unhas, a chamada unha de gel.

SIGNIFICADOS DAS CORES DE ESMALTE
 Amarelo - Estimula a concentração, a atenção e vitalidade.
 As cores - Beges, Neutros, Nudes - Transmitem suavidade, leveza, harmonia e equilibram a energia em geral.
 As cores - Brancos, Bases, Claros, Francesinha e Transparentes - Estimulam a clareza mental e o foco. Ajudam na transparência de ações e diálogos.
 As cores - Laranjas, Corais, Vermelhos Claros - Favorecem a criatividade, o alto astral e a alegria.
 As cores - Marrons, Terrosos, Tons de Café e Chocolate - Simbolizam proteção, segurança, força e estabilidade.
 As cores - Roxo, Lilás, Violeta - Estimulam a intuição, a percepção e simbolizam poder e prosperi-dade.
 As cores - Verdes em todos os tons - Harmonizam e equilibram a energia em geral.
 As cores - Vermelhos, Vinhos, Púrpuras - Estimulam a vitalidade, a atitude e a paixão.
 As cores - Vibrantes, cintilantes, perolados - Alegram e favorecem a energia de vivacidade.
 Azul Claro - Transmite calma e tranquilidade.
 Azul Escuro - Estimula a criatividade e novas ideias (insights).
 Cinza - Simboliza equilíbrio dos opostos (compostos de preto o branco) e modernidade.
 Prateados e Dourados - Lembram a prata, o ouro, a riqueza e simbolizam prosperidade.
 Preto - Transmite energia de reflexão, aumenta a percepção e traz insights.
 Rosa Claro - Favorece a feminilidade, transmite delicadeza, romance, suavidade.
 Rosa Escuro - Favorece a feminilidade, estimula o amor, a paixão e o romance.

01/11/2025

LENDA PORTUGUESA

A Dama do Pé de Cabra: Entre o Céu e o Inferno do Amor Proibido

Na tradição popular portuguesa, especialmente do norte do país, existe uma lenda que fala sobre uma mulher misteriosa, de beleza sobrenatural e olhar encantador, conhecida como a
Dama do Pé de Cabra. Essa história aparece em várias versões, mas a mais célebre é a que foi recolhida e recontada por Alexandre Herculano no século XIX, na sua coletânea Lendas e Narrativas.
Segundo a lenda, um nobre cavaleiro andava a caçar nas montanhas rochosas da Serra do Gerês quando, de repente, encontrou uma mulher deslumbrante. Ela era de uma beleza fora do comum — cabelos dourados, pele muito branca e um olhar que cativava qualquer homem. Contudo, tinha um detalhe estranho e inquietante: um dos seus pés era o de uma cabra, fendido e coberto de pelo. Essa deformidade, longe de afastar o cavaleiro, apenas reforçou o mistério e o fascínio da mulher.
O cavalheiro apaixonou-se e, apesar dos sinais de advertência, aceitou casar-se com ela, sob a condição imposta pela dama de nunca a abençoar com o sinal da cruz nem invocar o nome de Deus na sua presença.
Durante anos viveram felizes, tiveram filhos e pareciam formar uma família quase perfeita… até ao dia em que o cavaleiro, num momento de distração ou de orgulho, quebrou o pacto.
Ao traçar o sinal da cruz para abençoar o pão, a Dama soltou um grito horrendo. O seu rosto transformou-se, revelando a sua verdadeira natureza demoníaca. O chão abriu-se sob os seus pés e ela desapareceu, arrastando um dos filhos consigo para as profundezas da terra, enquanto o outro ficou nas mãos do pai. A partir desse dia, o cavaleiro viveu atormentado pelo remorso e pela saudade, simbolizando o preço da curiosidade, da tentação e da fragilidade humana diante do sobrenatural.
Simbolismo e Interpretação
A Dama do Pé de Cabra é frequentemente interpretada como uma figura ambígua entre o sagrado e o profano. O seu corpo belo e ao mesmo tempo marcado pela pata caprina remete à dualidade da mulher medieval — vista ora como santa, ora como pecadora. Ela representa a tentação, o encanto do desconhecido e o perigo de desafiar as fronteiras do espiritual.
Do ponto de vista moral, há uma clara mensagem religiosa: o homem, ao ceder à curiosidade e ao desejo, desafia a vontade divina e paga com sofrimento eterno. Mas há também uma leitura mais simbólica e humana — a lenda fala sobre o conflito entre razão e instinto, fé e desejo, o mundano e o transcendental.
Por outro lado, o detalhe do pé de cabra é mais do que um simples sinal de monstruosidade: é um vestígio do paganismo antigo, onde as criaturas com traços animais eram entidades ligadas à natureza, à fertilidade e ao mistério. Assim, a Dama do Pé de Cabra pode ser vista como um elo entre dois mundos — o cristão e o pagão.

A Lenda no Imaginário Português

A história da Dama do Pé de Cabra sobreviveu ao longo dos séculos e foi reinterpretada por escritores, trovadores e artistas portugueses. Alexandre Herculano transformou-a numa narrativa entre o romance histórico e o conto moral, reforçando o seu valor literário.
Hoje, continua a ser contada como uma das mais belas e inquietantes lendas do folclore nacional, especialmente nas regiões do Gerês, Minho e Trás-os-Montes, onde algumas tradições populares juram que a Dama ainda ronda as serras nas noites de nevoeiro.

01/11/2025

Tanabata – A Lenda das Estrelas Apaixonadas

Entre os céus estrelados do Japão antigo nasceu uma das mais belas histórias de amor da mitologia oriental: a lenda de Tanabata, também conhecida como A Lenda das Estrelas Apaixonadas. Esta narrativa, de origem chinesa, mas profundamente enraizada na cultura japonesa, fala de amor, separação e esperança — temas universais que, há séculos, continuam a comover quem ouve o seu enredo.
Conta-se que, há muito tempo, vivia no céu uma jovem deusa chamada Orihime, filha do poderoso deus celeste Tentei. Orihime era tecelã das nuvens e das estrelas, e todos os dias passava horas à beira do rio celestial Amanogawa — o que os humanos conhecem como a Via Láctea — tecendo roupas de luz e de seda divina para o seu pai. As suas criações eram tão belas e delicadas que iluminavam o firmamento. Contudo, por mais que se dedicasse ao seu ofício, Orihime sentia-se profundamente só.
Vendo a tristeza da filha, Tentei decidiu apresentá-la a um jovem e diligente pastor de estrelas chamado Hikoboshi, que vivia do outro lado do Amanogawa e cuidava dos rebanhos celestes. Quando os dois se encontraram, foi amor à primeira vista. Orihime e Hikoboshi tornaram-se inseparáveis — riam, sonhavam, e passavam os dias juntos, esquecendo por completo os seus deveres celestiais. Orihime deixou de tecer, e Hikoboshi abandonou os seus rebanhos, que se dispersaram por todo o firmamento, causando grande desordem no céu.
Irritado, Tentei decidiu puni-los. Separou os amantes, colocando cada um numa margem oposta do rio celestial, proibindo-os de se ver. Orihime chorou tanto que as suas lágrimas formaram chuvas que caíam sobre a Terra. Comovido pela dor da filha, Tentei acabou por permitir que os dois se encontrassem uma vez por ano, na sétima noite do sétimo mês, desde que cumprissem as suas tarefas com diligência.

Nessa noite, diz a lenda, um bando de pega-rabudas (aves sagradas) forma uma ponte com as suas asas sobre o Amanogawa, permitindo que os amantes se reencontrem. Contudo, se chover nesse dia, o rio torna-se demasiado turbulento, e as aves não conseguem formar a ponte — então, Orihime e Hikoboshi têm de esperar mais um ano para se ver. Por isso, as pessoas dizem que, quando chove no dia de Tanabata, são as lágrimas dos amantes separados que caem do céu.

Com o passar dos séculos, esta lenda transformou-se num dos festivais mais queridos do Japão, o Tanabata Matsuri que tem o significado de "Festival das Estrelas" ou "Festival da Noite do Sétimo (mês)".
Durante o festival, celebrado em várias regiões do país, as pessoas escrevem desejos e sonhos em pequenos pedaços de papel colorido chamados tanzaku, que depois penduram em ramos de bambu, como oferenda às estrelas. As ruas enchem-se de decorações coloridas, e o céu é iluminado por lanternas, simbolizando a esperança de que, tal como Orihime e Hikoboshi, também os sonhos humanos possam, um dia, concretizar-se.

Mais do que uma simples história de amor, Tanabata é uma metáfora poética sobre a distância, o tempo e a perseverança. Ensina que o amor verdadeiro resiste à separação e ao sofrimento, e que, mesmo diante dos obstáculos, a esperança mantém viva a ponte que une dois corações — assim como as estrelas Vega (Orihime) e Altair (Hikoboshi) continuam, eternamente, a brilhar nos céus de verão, separadas pela Via Láctea, mas unidas pela promessa de um reencontro anual.
Uso e Significado Cultural
• Festival Tanabata: Durante este festival, é costume amarrar os tanzaku em ramos de bambu. Acredita-se que, ao fazer isso, os desejos escritos neles se realizem, inspirados na lenda dos amantes separados (as estrelas Orihime e Hikoboshi) que só podem se encontrar uma vez por ano.
• Simbolismo das Cores: Os tanzaku têm cores diferentes, e cada cor simboliza um tipo de desejo específico:
Branco: Paz.
Amarelo: Dinheiro ou prosperidade financeira.
Verde: Esperança ou crescimento.
Vermelho/Rosa: Paixão ou amor.
Azul: Proteção dos céus ou saúde.
• Cerimônia: Após o festival, os tanzaku são frequentemente queimados em uma cerimônia xintoísta para que os desejos cheguem aos céus (e a Orihime, na lenda) na forma de fumaça e sejam atendidos.

Endereço

São Paulo, SP

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