11/01/2026
Finalizamos o ano passado com essa ação, cujo material recebemos apenas agora, após os recessos de fim de ano.
Foi uma tarde com a cara da maior cidade do hemisfério sul, onde a ação aconteceu: nublada, movimentada, fria, porém agradável.
Cafés e chopes ocupavam as mesas dos bares espalhados pela emblemática esquina da Avenida São João e arredores. Chegamos ali partindo da Praça da República, junto à estação, seguimos pela Barão de Itapetininga, passando no Teatro Municipal.
No primeiro trajeto, República – Teatro Municipal,pac_pac nos desperta, alerta e ironiza:
“E o ouro que vocês dizem ser da terra de vocês?”
E o ouro aqui não é apenas o metal, mas também os recursos humanos, simbólicos e imateriais.
Já no Teatro Municipal, , que é literalmente Doutor no assunto, explicita o apoio canadense à ação. Amarra bandeiras, veste cores. Apenas o vermelho provocou reações críticas explícitas de transeuntes; o branco, o verde e o amarelo passaram quase despercebidos. Ao final, tudo é recolhido e guardado na mala que trouxe consigo.
Na esquina da Ipiranga com a São João — ainda emblemática, eternizada por Caetano em seus versos de Sampa — permanecemos no coração pulsante da cidade. Ali, toca os sinos: um som raro que nos recorda que o ouro, o enrosco entre nações, e as técnicas e tecnologias do mundo antigo seguem vivos. Agora, renascidos em egrégoras mestiças.
O ano de 2026 promete.
Performances que transitam entre o teatro institucional e a comunicação social organizada — e, em suma, ainda bem que se organiza o que, quando e como revelar aquilo que precisa ser dito.
A performance art e a seguem a serviço da sociedade, no que diz respeito ao serviço público das artes.
Agradecimento especial à , com quem coproduzimos esta ação.
Viva a relação Norte–Sul da América.
Viva os povos e os recursos nativos daqui.
Em breve, mais.
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