Cia Clandestina

Cia Clandestina coletivo cênico de são paulo (sp), em atividade desde 2013. xs clandestinxs:

Lucas Dantas
Moisés Baião
Priscila Santos
Saulo Brandão

MOA DO KATENDÊRomualdo Rosário da Costa, conhecido como Mestre Moa do Katendê, foi um compositor, percussionista, artesã...
16/04/2019

MOA DO KATENDÊ
Romualdo Rosário da Costa, conhecido como Mestre Moa do Katendê, foi um compositor, percussionista, artesão, educador e mestre de capoeira baiano.
Sua importante atuação na capoeira começa aos oito anos de idade, praticando no terreiro de sua tia, o Ilê Axé Omin Bain. Hoje, é considerado um dos maiores mestres de capoeira da Bahia. Fundou grupos de afoxé como o Badauê e o Amigos do Katendê, difundindo a cultura negra por meio da música e da educação.
Segundo pessoas próximas, Mestre Moa se preparava para realizar um sonho: construir um espaço próprio na comunidade Dique Pequeno, em Salvador. Aos 63 anos de idade, foi assassinado a facadas por um homem depois de uma discussão política, um dia depois do primeiro turno das eleições presidenciais de 2018. Segundo testemunhas, Moa havia declarado seu voto ao candidato Fernando Haddad.
Em uma entrevista à TV Folha em 2016, Moa fala de democracia: "Isso é uma coisa dentro do Brasil muito maliciosa. Muito perversa, inclusive, de não deixar o povo se manifestar. Quer dizer, é uma democracia que até hoje a gente não sabe se é um governo do povo, pelo povo, para o povo. Porque o povo não tem direito a nada. No mínimo, a tocar seu tambor, seu atabaque, seu instrumento, dançar, cantar. Não pode, porque tudo é proibido."
Mestre Moa vive!

KAYLA LUCAS FRANÇATrans Não-Binária, Negra, Periférica e militante Transfeminista, foi uma das vítimas do suicídio que a...
11/04/2019

KAYLA LUCAS FRANÇA
Trans Não-Binária, Negra, Periférica e militante Transfeminista, foi uma das vítimas do suicídio que assolam as pessoas Trans. Estudante da Universidade Federal de Viçosa foi militante ativa do coletivo Primavera nos Dentes, atuante na UFV e na região da Zona da Mata, além de ter ajudado a fundar a gestão Ação Coletiva do DCE-UFV e ter sido muito importante na composição do EIV – Zona da Mata.
Kayla morreu em 3 de fevereiro de 2016. Dizemos vítima porque todo suicídio cometido por uma pessoa Trans é também, e inclusive, um assassinato social. A transfobia ensinada e repercutida diariamente não só faz com que as pessoas trans fiquem ausentes de privilégios, como lhes tira a família, a cidadania, o afeto, o respeito, o direito a ir e vir e o direito a ter paz. O suicídio de pessoas Trans é uma resposta, um termômetro da transfobia desse mundo. Kayla enfrentava o racismo e a transfobia, afirmando que esses eram os motivos que a faziam querer desistir de tudo.
Sobre a Morte de Kayla NLucon escreveu e postou em sua página no Facebook “...O coração apertou quando a mãe de Kayla abraçou Samantha, uma das amigas de Kayla, também trans e negra, e comentou sobre a semelhança delas. Depois disse para o grupo que gostaria de conversar com outras mães e terminou: “Não façam isso, existem outras maneiras de pedir ajuda, outras maneiras de protestar. Se cuidem”.
Na semana do suicídio Kayla deixou um texto publicado no Facebook “Como desistir de quem você é? Isso não significa a própria morte? E quantas vezes nós morreremos esse mês? Se tivesse mais vidas, daria todas elas por vocês. Queria só ter metade da força de vocês. Queria só ser metade do que vocês são. A vida tem seu sarcasmo. Ela é bonita. E isso é o mais cruel. Não, nada nunca é o fim. Hasta Simpre. Amo vocês”.
Kayla é uma das estrelas que iluminam o nosso LAMPIÃO, e sua vida sempre se fará presente até que os motivos que a levaram não existam mais nos encalços desta sociedade. Kayla Presente!

BRENDA LEEBrenda Lee foi uma tr****ti brasileira, militante dos direitos LGBT e carinhosamente conhecida como “o anjo da...
25/10/2018

BRENDA LEE
Brenda Lee foi uma tr****ti brasileira, militante dos direitos LGBT e carinhosamente conhecida como “o anjo da guarda das tr****tis e transsexuais”.
Nasceu em Bodocó (PE) em 1948 e se mudou para São Paulo aos 14 anos. Depois de alguns anos na cidade, alugou em 1984 uma casa na Rua Major Diogo, onde fundou uma pensão para acolher tr****tis e transsexuais. A Pensão da Catarina, como era chamada no início, abarcava corpos dissidentes, marginalizados e em situação de vulnerabilidade. O projeto era independente e não recebia nenhum subsídio do governo ou associação privada. Segundo os amigos de Brenda, seu lema era "tudo que a sociedade rejeita, eu acolho". A pensão passou a ser conhecida como Palácio das Princesas.
Neste momento, acontecia o “boom” do HIV no Brasil. Contrariando a estigmatização e sensacionalismo midiático a respeito do tema, Brenda seguiu acolhendo todas as pessoas que podia e sua generosidade culminou na criação da Casa de Apoio Brenda Lee no lugar da pensão. Apesar dos desmontes constantes, o local passou a receber apoio do hospital Emilio Ribas e a oferecer um tratamento diferenciado para portadorxs do vírus. Quando faltava leitos, Brenda cedia sua própria cama para receber xs hóspedes e pacientes.
Em 1996, Brenda foi brutalmente assassinada a tiros. Seu corpo foi encontrado jogado em um matagal na divisa entre São Paulo e Mairiporã. A Casa de Apoio, na época, se viu desestabilizada frente ao ocorrido e tem enfrentado dificuldades de se manter em atividade desde então. No entanto, diversas alternativas de assistência foram criadas no decorrer dos anos e, em 2016, a casa foi reaberta e se mantém fiel ao objetivo de atender tr****tis e transsexuais portadoras de HIV.
De acordo com texto do site oficial do projeto, “para ser acolhida, a pessoa positiva precisa conversar com um assistente social ligado a casas de apoio ou ser encaminhada por algum serviço de saúde, que ajudará nos cuidados. Além do acolhimento temporário, o espaço oferece desenvolvimento profissional, orientação legal e jurídica e apoio psicológico.”
Por sua generosidade, força e resiliência, Brenda Lee vive! Por ela, por todas elas.

continuamos fazendo. talvez isso atravesse toda a história dos movimentos, das militâncias, das vivências dissidentes. e...
20/10/2018

continuamos fazendo. talvez isso atravesse toda a história dos movimentos, das militâncias, das vivências dissidentes. em momento de desesperança, continuar fazendo. ontem teve LAMPIÃO em mais uma escola estadual de são paulo. depois da peça, batemos um papo incrível com essas pessoas queridas e saímos vibrando. as sementes estão plantadas e germinando. não dá pra desanimar frente ao que já foi construído e que, mesmo em meio à barbárie, resiste. tem jovem que entende sim o que está acontecendo no brasil, e entende na pele, na performance, na existência. a arte e a educação confirmam mais uma vez suas potências de transformação. seguimos.

DANDARADandara Kataryne, como era chamada, ou Dandara dos Santos, como ficou conhecida, foi uma tr****ti criada na perif...
19/10/2018

DANDARA
Dandara Kataryne, como era chamada, ou Dandara dos Santos, como ficou conhecida, foi uma tr****ti criada na periferia de Fortaleza.
Nasceu em 1975 e aos 10 anos de idade foi levada ao médico pela sua mãe Francisca por gostar de dançar e por ter dúvida quanto a sexualidade do garoto, na época, Cleilson. Aos 18 anos, sua alma feminina aflorava e esbanjava confiança. Nasce Dandara, um nome escolhido a dedo.
Dandara: Mulher negra, lutou com armas pela libertação total das negras e negros no Brasil, não se encaixava nos padrões de gênero e se suicidou para não retornar à condição de escrava.
Parecia que já sabia o que enfrentaria pela frente escolhendo esse nome.
Sonhava em ser veterinária, mas não concluiu o ensino fundamental. Junto com sua irmã também tr****ti, Sheila, fez sua vida na prostituição. Aos 25 anos, viaja para SP e trabalha como cabeleireira, mas também descobre as rasas oportunidades no mercado formal de trabalho para as tr****tis, em razão do preconceito.
Com 35, idade equivalente a expectativa de vida de uma tr****ti no Brasil, retorna à Fortaleza, muito fraca e com HIV. Em um incidente foi estuprada e espancada por 4 homens, mas conseguiu fugir e se salvou. Sofreu com a morte de sua irmã, Sheila, também soro+ e vitima de um tumor na cabeça.
Deixou de fazer programa devido uma piora no quadro do HIV e passou a vender roupas usadas que ganhava de amigos, ajudava os vizinhos buscando pão ou fazendo tarefas domésticas.
Aos 42 anos, no dia 15/02/2017, Dandara foi brutalmente assassinada a tiros. Sete homens a espancaram e gravaram toda a cena de tortura. Jogaram o corpo de Dandara ensanguentado em uma carriola e levaram para uma esquina. Vizinhos ouviram que tacariam fogo nela, já que ela não queria morrer. Foram 20 minutos ligando para a polícia sem sucesso. Dandara leva 2 tiros e morre.
Dona Francisca, sua mãe, diz que Dandara morreu com uma idade prematura, porque acredita que Jesus tenha dado uma missão a ela de salvar o Brasil e o mundo e sua irmã Sandra especula que Dandara tenha recebido o sobrenome “Santos” por ter virado uma santa devido sua luta.
Dandara não queria ser santa, Dandara queria estar viva.

MATHEUSA PASSARELLIMatheusa Passarelli Simões Vieira, carinhosamente chamada de Theusinha era artista e estudante do cur...
17/10/2018

MATHEUSA PASSARELLI
Matheusa Passarelli Simões Vieira, carinhosamente chamada de Theusinha era artista e estudante do curso de Artes Visuais na UERJ, negra, periférica, não-binária e militante das causas LGBT+.
Nasceu em 1997 na cidade de Rio Bonito (RJ), onde passou sua infância e adolescência. Em 2015, passou no vestibular da UERJ para o curso de Artes Visuais e mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro, onde morou com a irmã Gabe Passarelli, estudante da UFRJ. Mantinha-se com a bolsa-auxílio que a universidade oferece aos estudantes, com trabalhos em museus e com projetos que desenvolvia em arte e moda.
Através de sua arte, abordava questões de raça e gênero. Participava de dois coletivos artísticos LGBTs: o “Seus Putos”, grupo formado na UERJ de ações estético-políticas e práticas teóricas de críticas às instituições de opressão e aos padrões estéticos e o “Xica Manicongo”, movimento de arte, cultura, militância e ativismo.
No dia 29 de Abril de 2018 foi ao bairro do Encantado, na Zona Norte do Rio, para tatuar uma amiga que comemorava o aniversário naquele mesmo dia. Segundo relatos, ela passou mal e desapareceu. Uma semana após seu desaparecimento, a polícia confirmou que ela havia sido assassinada na mesma madrugada. Matheusa foi executada no morro do 18, em Quintino, na Zona Norte do Rio à tiros e depois teve seu corpo queimado.
Matheusa havia iniciado sua pesquisa sobre performance e linguagem q***r na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), no Rio. Ela fez do próprio corpo e de suas vivencias seu instrumento de pesquisa e batalha. Dedicava boa parte de seu tempo aos estudos do corpo estranho.
Matheusa está presente e vive em suas palavras: "ser corpo estranho é ser cidadão. na sociedade normativa acadêmica branca colonizada cisgênero heterossexual consumista. ser corpo estranho é ter tomado consciência da importância de existir, quando desde criança viver no mundo era seguir padrões em detrimento de sua própria natureza. detrimento do bem estar de ser quem quiser. da liberdade de poder habitar."

MARIELLE FRANCOMarielle Francisco da Silva, conhecida como Marielle Franco, foi uma socióloga, política, feminista e def...
15/10/2018

MARIELLE FRANCO
Marielle Francisco da Silva, conhecida como Marielle Franco, foi uma socióloga, política, feminista e defensora dos direitos humanos brasileira.
Nasceu em 1979 no Rio de Janeiro e cresceu na favela do Maré. Em 1991, com 12 anos, começa a trabalhar. Com formação em escola pública, em 1998 entra no cursinho popular. Se torna mãe aos 19 anos e larga o cursinho. Inicia sua militância em direitos humanos após ingressar no pré-vestibular comunitário em 2001 e perder uma amiga, vítima de bala perdida, num tiroteio entre policiais e traficantes no Complexo da Maré.
Em 2002 consegue bolsa 100% para cursar Ciências Sociais na PUC do Rio. Em 2006 se torna acessora de Marcelo Freixo. Em 2009 assume a Comissão de Direitos Humanos da ALERJ. Em 2014 inicia seu Mestrado em Administração Pública na UFF - Universidade Federal Fluminense.
Em 2016, foi eleita Vereadora da Câmara do Rio de Janeiro pelo PSOL, com 46.502 votos. Em 2017 assume como vereadora, e também Presidente da Comissão da Mulher da Câmara. No dia 14 de Março de 2018 foi assassinada em um atentado ao carro onde estava. 13 Tiros atingiram o veículo, matando também o motorista Anderson Pedro Gomes.
Marielle lutava pela vida dos jovens negros na periferia, o direito das mulheres e todas as pautas que atravessavam seu corpo e sua comunidade. Dois deputados do PSL destruíram a placa que trazia o seu nome e sua trajetória no Rio de Janeiro. Através de financiamento coletivo 1.000 novas placas com o nome de Marielle foram distribuídas em ato no Rio de Janeiro.
Marielle está presente, Marielle vive!

Cinco poesias sobre AidsPor Leandro Noronha
25/08/2018

Cinco poesias sobre Aids
Por Leandro Noronha

Obra sem título (1985) que faz parte do Catálogo Raisonné de Leonilson (Foto: Romulo Fialdini) 276 Eu não sei o que meu corp...

Ocupação LAMPIÃO2º Mostra O Cru Departamento de Artes Cênicas da USP
29/06/2018

Ocupação LAMPIÃO
2º Mostra O Cru
Departamento de Artes Cênicas da USP



Nessa terça-feira dia 26 de Junho nós da Cia Clandestina vamos apresentar LAMPIÃO na 2° Mostra O Cru às 16:30 no Departa...
25/06/2018

Nessa terça-feira dia 26 de Junho nós da Cia Clandestina vamos apresentar LAMPIÃO na 2° Mostra O Cru às 16:30 no Departamento de Artes Cênicas da USP! No flyer a programação completa da mostra. É gratuito, todas estão convidadxs!

LAMPIÃO chega na  ! Mais um dos espaços de resistência a acolher a peça para que esse ato performativo seja feito, e que...
08/06/2018

LAMPIÃO chega na ! Mais um dos espaços de resistência a acolher a peça para que esse ato performativo seja feito, e que a partir dele possamos repensar afetos, violências, possibilidades, transcendências!
A apresentação é gratuita! (Ao final será realizado um debate com o público interessado!) Dia 15/06 as 20h
Rua Adoniran Barbosa, 151, Bela Vista

05/06/2018

Endereço

Av Prof Lúcio Martins Rodrigues, 443 - Prédio 7
São Paulo, SP
05508-020

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