12/10/2025
No Dia de Nossa Senhora Aparecida e das Crianças, um olhar para a Palestina e para a fé no Brasil
( Lailton Araújo )
Texto revisado com apoio de inteligência artificial (ChatGPT)
No dia 12 de outubro — data em que celebramos Nossa Senhora Aparecida e o Dia das Crianças — somos convidados não só à festa, mas também à reflexão. Diante de um mundo em conflito, é impossível ignorar a dor de tantas crianças perseguidas em regiões como a Palestina.
Na véspera, a mídia publicou uma declaração feita por Caetano Veloso no dia 11 de outubro, durante o programa “Altas Horas”, apresentado por Serginho Groisman na Rede Globo. Ele afirmou que seus filhos, quando pequenos, foram atraídos pela Igreja Evangélica, e que apenas um deles permanece evangélico. Comentou também ter gravado uma música gospel e que mantém identificação com o Candomblé, permanecendo como filho de santo.
A matéria foi publicada pelo portal “Splash” (UOL) às 23h47 do dia 11, poucos minutos antes do início do dia 12 — uma data profundamente simbólica para a cultura e a religiosidade brasileiras. Embora a declaração não tenha gerado grande repercussão pública, ela me levou à seguinte reflexão: qual o sentido de divulgar esse tipo de fala justamente neste momento?
Com todo respeito à liberdade de expressão, pergunto: qual o impacto de uma fala como essa sendo publicada às vésperas do Dia de Nossa Senhora Aparecida? O debate religioso é necessário, sim — vivemos em um país plural —, mas talvez o momento não tenha sido o mais adequado.
Em tempos de tanta polarização, cabe à imprensa uma responsabilidade redobrada ao decidir o que, quando e como publicar. Numa data em que o sagrado ocupa o centro das atenções de milhões de brasileiros, escolhas editoriais pouco sensíveis podem mais dividir do que informar.
Como alguém que valoriza o ecumenismo e respeita todas as formas de fé, acredito que há ocasiões em que o silêncio, o acolhimento e o respeito falam mais alto do que a provocação. Nossa Senhora Aparecida é símbolo de resistência e esperança. Negra em sua imagem, encontrada por pescadores pobres no Vale do Paraíba, tornou-se um ícone para milhões de brasileiros. Mesmo após ter sido quebrada pela intolerância religiosa, permanece restaurada — física e espiritualmente — no coração do povo.
A fé — seja ela em Aparecida, em Iemanjá, no Deus cristão, nos Orixás, em Alá ou nas práticas evangélicas — muitas vezes sustenta pessoas diante da dor e da desigualdade. Ela não deve ser usada como ferramenta de divisão, ironia, suposta inocência ou desconhecimento de causa. Num Brasil ferido por tantas injustiças, onde as crianças — aqui e em tantos outros cantos do mundo — são as mais vulneráveis, a fé pode ser uma ponte de empatia e solidariedade.
“Alegria, Alegria”, como canta Caetano, também pode significar despertar para uma consciência social e espiritual, reconhecendo que nossas palavras têm peso — e podem construir ou afastar. Precisamos de gestos que unam, que respeitem, que acolham. Textos sem a devida lapidação, mesmo vindos de jornalistas, podem ferir.
Reitero aqui meu respeito à fé evangélica e a todos os fiéis, assim como ao que ensinou o Papa Francisco, que acreditava na importância de construir pontes e não muros — especialmente num mundo onde tantas crianças, famílias e povos ainda vivem à margem da paz e da dignidade.
Caetano Veloso... Deixo aqui esta crítica sincera, com todo o respeito por sua trajetória. Acredito que a intenção da fala em tal programa não tenha sido causar polêmica — e sigo admirando sua imensa contribuição à cultura brasileira.
Bom dia!
Lailton Araújo
Para leitura, reflexão e crítica...
https://www.uol.com.br/splash/noticias/2025/10/11/caetano-veloso.htm
Caetano Veloso, 83, foi homenageado no Altas Horas da noite de hoje e, durante conversa com o Serginho Groisman, ele traçou um panorama da diversidade religiosa dentro de sua própria família, detalhando as diferentes crenças de seus filhos Zeca, Tom e