Alerta - Aliança pela Laicidade e Emancipação Racional do Pensamento

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A ALERTA constitui-se como associação livre de coletivos e indivíduos comprometidos com a defesa intransigente da laicidade do Estado, da liberdade de consciência, da ciência e da emancipação racional do pensamento.

Uma educação pública e laica fundamenta-se na autonomia do ensino em relação a qualquer autoridade clerical ou doutrina ...
11/04/2026

Uma educação pública e laica fundamenta-se na autonomia do ensino em relação a qualquer autoridade clerical ou doutrina teológica. Nesse modelo, a formação religiosa é entendida como atribuição das famílias e das comunidades de fé, enquanto à escola cabe garantir o acesso a conhecimentos comuns, universais e verificáveis, fundamentados na razão, na ciência e no pensamento crítico. Assim, a escola laica não é um espaço “vazio” de valores, mas um ambiente de imparcialidade institucional, comprometido com a liberdade de consciência e com a proteção de alunos e professores contra qualquer forma de doutrinação.

A defesa da religião fora da escola pública apoia-se em pilares consistentes. O primeiro é a autonomia do pensamento: educar não é catequizar, mas formar sujeitos capazes de questionar, argumentar e decidir com base em evidências. Substitui-se o dogma pelo debate qualificado, abrindo espaço para o pluralismo de ideias e para o desenvolvimento intelectual.

O segundo pilar é a proteção à pluralidade. Em sociedades marcadas pela diversidade religiosa e cultural, a neutralidade do ensino público é condição para evitar que crenças majoritárias se imponham sobre minorias — ou sobre aqueles que não professam fé alguma. A escola, nesse sentido, deve ser um espaço de convivência democrática, não de privilégio confessional.

O terceiro é a ética secular. Valores como solidariedade, dignidade e respeito mútuo não dependem de fundamentos religiosos para existir; podem ser construídos a partir do diálogo racional, da empatia e da experiência humana compartilhada. A escola pública, portanto, tem plenas condições de promover uma formação ética consistente sem recorrer a referenciais teológicos.

03/04/2026
CARTA DE PRINCÍPIOSALERTA – Aliança pela Laicidade e Emancipação Racional do Pensamento_________________________________...
03/04/2026

CARTA DE PRINCÍPIOS

ALERTA – Aliança pela Laicidade e Emancipação Racional do Pensamento
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Preâmbulo

A ALERTA constitui-se como associação livre de coletivos e indivíduos comprometidos com a defesa intransigente da laicidade do Estado, da liberdade de consciência, da ciência e da emancipação racional do pensamento.
Reconhecemos que a autonomia intelectual, a separação entre instituições religiosas e estruturas de poder estatal e a organização horizontal da sociedade são condições indispensáveis para a democracia, a pluralidade e a justiça social.
A presente Carta de Princípios estabelece as bases éticas, organizativas e políticas que orientam a atuação da ALERTA.
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Princípios Fundamentais

1. Ação Direta

A ALERTA adota a ação direta como método político e organizativo.
As deliberações e ações assumidas coletivamente são executadas pelos próprios coletivos e indivíduos que compõem a organização, sem intermediação de autoridade externa ou representação hierárquica permanente.
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2. Autogestão

A gestão e o desenvolvimento das atividades são realizados pelos próprios coletivos e indivíduos participantes, sem corpo diretivo hierárquico permanente.
Funções organizativas poderão ser delegadas de forma transparente, temporária e revogável, sempre com base na igualdade de direitos, na autonomia e na responsabilidade coletiva.
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3. Prática Federativa e Expansão Solidária

A ALERTA reconhece a prática federativa como forma de articulação entre coletivos autônomos.
Promove a colaboração horizontal entre grupos afins, incentivando a criação, fortalecimento e organização de novos coletivos que compartilhem destes princípios, sem centralização de poder ou subordinação hierárquica.
A articulação federativa baseia-se na cooperação voluntária, na autonomia e no reconhecimento mútuo.
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4. Ética

Exige-se coerência entre princípios e prática.
A ALERTA rejeita toda forma de autoritarismo, instrumentalização da fé para dominação política, abuso de poder ou reprodução de opressões.
Nos relacionamentos internos e externos, cultiva-se responsabilidade, respeito, transparência e integridade.
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5. Apoio Mútuo

Incentiva-se a reciprocidade de recursos, conhecimentos e capacidades entre coletivos e indivíduos.
A solidariedade, a autonomia e a fraternidade orientam os trabalhos conjuntos.
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6. Natureza Exclusivamente Combativa

A ALERTA constitui-se como organização de caráter exclusivamente combativo no campo das ideias e da ação política.
Não será permitida em seu interior:
• A constituição de organização beneficente vinculada à associação;
• A atuação partidária ou vinculação orgânica a partidos políticos;
• A propaganda ou promoção institucional de qualquer religião.
A liberdade individual de crença ou não crença é respeitada, mas a organização não é espaço de proselitismo religioso ou disputa partidária.
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7. Valorização da Ciência

Defende-se o método científico como instrumento fundamental para a produção de conhecimento confiável e para a formulação de políticas públicas baseadas em evidências.
Combate-se o negacionismo, a desinformação e a substituição de critérios científicos por dogmas.
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8. Internacionalismo

A ALERTA reconhece que a luta pela laicidade, pela emancipação racional e pela liberdade humana não se limita a fronteiras nacionais.
Solidariza-se com movimentos e organizações internacionais que compartilhem princípios de autonomia, liberdade e justiça social.
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9. Anti-militarismo e Anti-belicismo

Rejeita-se a militarização da sociedade, a cultura da guerra e a resolução de conflitos por meio da violência institucionalizada.
Defendem-se soluções baseadas no diálogo, na cooperação e na justiça social.
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10. Combate a Toda Forma de Discriminação

A ALERTA posiciona-se firmemente contra qualquer forma de discriminação ou preconceito, seja por origem, etnia, gênero, orientação sexual, identidade de gênero, condição social, deficiência, crença ou não crença.
A igualdade de dignidade entre todos os seres humanos é princípio inegociável.
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11. Liberdade como Prática e Ideal Supremo

A liberdade constitui prática e horizonte permanente da organização.
Nenhum indivíduo aderido à ALERTA é obrigado a realizar qualquer atividade contra sua vontade.
A participação é voluntária e consciente, assumindo-se responsabilidades e acordos de maneira igualmente voluntária.
A autonomia individual é inseparável da responsabilidade coletiva.
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12. Compromisso com a Laicidade e o Livre Pensamento

A ALERTA atua:

• Pela separação entre Estado e instituições religiosas;
• Pela liberdade de crença e de não crença;
• Contra privilégios baseados em dogmas;
• Pela promoção da educação crítica e científica;
• Pela autonomia plena de consciência.





centro_de_cultura_social
24/03/2026

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O Grupo de Estudos ALERTA - Aliança pela Laicidade e Emancipação Racional do Pensamento, convida todos, todas e todxs, para participar de sua reunião, dia 28 de março de 2026 às 15hs.

A reunião ocorrerá na sede do Centro de Cultura Social de SP, localizada na Rua General Jardim, 253, sala 22 (por favor, tocar o interfone 22). Vila Buarque - próximo ao Metro Republica.

Neste encontro, discutiremos os textos “O culto, o boleto e o voto em 2026” de Eduardo Vasconcelos e “Congresso em Foco e Púlpitos e urnas: a engenharia de conquista do estado brasileiro”.

Link para acessar o texto: https://tr.ee/QIUoyt

Faremos um café colaborativo! Se possível, traga algo de preferencia vegano. 🍰☕

O evento é presencial, gratuito, não necessita de inscrição, basta comparecer.


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O Grupo de Estudos ALERTA - Aliança pela Laicidade e Emancipação Racional do Pensamento, convida todos, todas e todxs, p...
24/03/2026

O Grupo de Estudos ALERTA - Aliança pela Laicidade e Emancipação Racional do Pensamento, convida todos, todas e todxs, para participar de sua reunião, dia 28 de março de 2026 às 15hs.

A reunião ocorrerá na sede do Centro de Cultura Social de SP, localizada na Rua General Jardim, 253, sala 22 (por favor, tocar o interfone 22). Vila Buarque - próximo ao Metro Republica.

Neste encontro, discutiremos os textos “O culto, o boleto e o voto em 2026” de Eduardo Vasconcelos e “Congresso em Foco e Púlpitos e urnas: a engenharia de conquista do estado brasileiro”.

Link para acessar o texto: https://tr.ee/QIUoyt

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O evento é presencial, gratuito, não necessita de inscrição, basta comparecer.


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O que é Laicidade?A laicidade é o princípio que estabelece a separação entre o poder político e as instituições religios...
15/03/2026

O que é Laicidade?
A laicidade é o princípio que estabelece a separação entre o poder político e as instituições religiosas.
No Brasil, essa separação foi formalizada na Constituição de 1891, encerrando o modelo de Estado confessional herdado do período imperial.
A laicidade não significa a ausência de religião na sociedade ou no espaço público. O que ela estabelece é que o Estado deve ser neutro em relação às crenças, não podendo:
• privilegiar uma religião específica
• estabelecer alianças institucionais com igrejas
• impor valores religiosos por meio das leis
Um Estado laico é aquele em que as preferências de todos os cidadãos — religiosos ou não — são igualmente respeitadas e protegidas.
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Escola e Educação Laica
A educação pública é um dos campos mais sensíveis para a aplicação da laicidade.
Uma educação laica não significa hostilidade às religiões, mas sim a garantia de que o ensino seja orientado por critérios acadêmicos, científicos e pedagógicos — e não por doutrinas religiosas específicas.
Isso implica alguns princípios fundamentais:
Neutralidade pedagógica
A escola deve ser um espaço onde o pensamento crítico, o conhecimento científico e os direitos humanos orientam o processo educativo.
Pluralismo e liberdade
Estudantes de diferentes crenças — ou sem religião — devem encontrar um ambiente de respeito e igualdade.
Autonomia do conhecimento
O conteúdo curricular deve ser definido por critérios educacionais e científicos, preservando a escola como espaço de formação intelectual e cidadã.
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A importância de uma sociedade laica
Defender a laicidade é defender liberdade, igualdade e democracia.
Sem a separação entre religião e Estado, existe o risco de que crenças particulares sejam transformadas em normas obrigatórias para toda a sociedade.
Entre as principais funções da laicidade estão:
Proteção da soberania popular
As decisões políticas devem resultar do debate público e da participação popular, não da autoridade religiosa.
Igualdade entre crenças
Nenhuma religião deve possuir privilégios institucionais diante das demais.
Respeito à diversidade
A neutralidade estatal permite a convivência de diferentes tradições religiosas e também de pessoas sem religião.
Proteção de direitos civis
A laicidade garante que leis e políticas públicas sejam baseadas em princípios democráticos e direitos fundamentais.
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Conclusão
A laicidade não é um ataque à religião.
Ela é a garantia de que nenhuma crença será imposta pelo Estado e de que todas as pessoas terão sua liberdade de consciência respeitada.
Uma sociedade verdadeiramente livre depende de instituições públicas neutras, pluralistas e comprometidas com os direitos de todos.





O anticlericalismo é, antes de tudo, uma postura crítica diante da tentativa de instituições religiosas, especialmente s...
03/03/2026

O anticlericalismo é, antes de tudo, uma postura crítica diante da tentativa de instituições religiosas, especialmente suas lideranças, de exercer poder sobre a esfera pública. Trata-se de uma reação à interferência de organizações religiosas — e não necessariamente da fé pessoal — na política, na educação, nos costumes sociais e, de forma mais ampla, na vida civil.
O termo deriva da oposição ao clericalismo, isto é, à influência do clero (entendido como a classe de líderes religiosos) sobre o Estado e suas instituições. No clericalismo, a religião ultrapassa o domínio da consciência individual e passa a ditar normas, impor dogmas e exigir privilégios em nome de uma verdade considerada absoluta.
Essa influência pode se manifestar de diferentes formas: desde o uso de “armas espirituais” — como excomunhões, ameaças de danação, pressão moral — até alianças explícitas com governantes para garantir benefícios institucionais ou impor visões religiosas por meio da lei. Em qualquer caso, o resultado é o mesmo: a tentativa de submeter o conjunto da sociedade a valores e normas que pertencem apenas a uma parcela dela.
O anticlericalismo, portanto, não é uma cruzada contra a fé individual ou contra a espiritualidade pessoal. Ao contrário, ele se baseia no respeito à liberdade de consciência e na convicção de que cada indivíduo deve ter o direito de crer — ou não crer — de acordo com sua razão, sensibilidade e experiência.
É por isso que anticlericais, ao longo da história, frequentemente afirmaram que suas críticas eram dirigidas à interferência institucional da religião, e não à fé em si. Como declarou Édouard Herriot em 1925:
“Temos que escolher entre a religião do Estado e a religião do apostolado. Quando a religião se limitar a seus meios espirituais, quando não for mais clerical, entre vós e nós, não terá protetores mais respeitosos do que nós.”






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