Alayde Alves - Arte e Conexão

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Colecionismo do carnavalEu considero a Arte do Carnaval como a linguagem mais decolonizada e brasileira dentro da arte c...
07/03/2026

Colecionismo do carnaval

Eu considero a Arte do Carnaval como a linguagem mais decolonizada e brasileira dentro da arte contemporânea. Ela é a que mais me aproxima da liberdade, algo que prezo imensamente.

Reafirmo a relevância de se colecionar essa produção e pergunto às/aos colecionador(es/as) se já olharam para a arte do carnaval como uma produção colecionável. No seu colecionar, você busca outras linguagens e suportes, outras instituições para além de galerias e museus?

Entendo que ser colecionadora nos dias de hoje sugere também um investimento em pesquisa. Minha atuação não deve se limitar a comprar: é também apoiar, investigar, discutir, estar com artistas e intelectuais, vivenciar arte, agir, deixar rastro.

Há muitos anos faço esta pesquisa que destaca o papel do carnaval na arte contemporânea, dentre outras ações como livros, debates e mostras. Também coleciono desenhos de figurinos. Viva a arte do carnaval! Que ela seja cada vez mais inserida, reconhecida e prestigiada!

Obras:
Joãosinho Trinta
Tomás Santa Rosa

13/02/2026
“Eu penso a escultura como o instante pausado de um filme" - Flávio Cerqueira ()Na última quinta (13/02), nosso grupo do...
17/02/2025

“Eu penso a escultura como o instante pausado de um filme" - Flávio Cerqueira ()

Na última quinta (13/02), nosso grupo do Art'emRede participou de uma visita com Flávio Cerqueira à sua individual “Um Escultor de Signif**ados”, no CCBB São Paulo. A mostra, com curadoria da historiadora Lilia Schwarcz, reúne esculturas que trazem narrativas de personagens tipicamente brasileiros.

“Muito vinculada a uma certa história ocidental, a escultura em bronze celebrava o privilégio de homens brancos. Insurgindo-se contra essa narrativa, Flávio Cerqueira seleciona pessoas que observa no dia a dia, imersas em seu próprio cotidiano, e as eleva no bronze. São personagens representados de maneira altiva, com respeito, quase de maneira filosóf**a", comenta a curadora.

Agradeço muito ao artista e a todos que participaram deste encontro tão especial e elogiado.

Reflexões sobre arte e a Bienal de Sharjah A primeira pergunta é sempre: “Você gostou?". De imediato, normalmente respon...
10/02/2025

Reflexões sobre arte e a Bienal de Sharjah

A primeira pergunta é sempre: “Você gostou?". De imediato, normalmente respondemos sim ou não, acompanhado de alguns comentários. Proponho um exercício permanente de tentarmos nos transformar para além do pensamento, da vida binarie! Nada é isso ou aquilo. A conversa talvez poderia abordar: “Como foi sua vivência? Algo te tocou fundo? Saiu com pensamentos distintos? Voltou com que energia? Te fez refletir? Sobre o quê?".

As imagens deste post são de um dos sítios onde no passado funcionava um hospital, um palácio e uma fazenda, que posteriormente foram desocupados. Mas o principal: não se transformaram em um empreendimento imobiliário ou um hotel de luxo onde arte se confunde com ostentação.

Eles foram mantidos pela Sharjah Art Foundation, que assumiu, ocupa e preserva estes locais e procura apresentar a arte em um aspecto mais conceitual do que como um produto. Eu acho importante destacar isso, que é possível fazer espaços de arte relevantes, mas que não têm uma conexão com o mercado. A preocupação é realmente levar arte para o público, com compromisso e responsabilidade.

Reflexões sobre arte e a Bienal de Sharjah A primeira pergunta é sempre: “Você gostou?". De imediato, normalmente respon...
10/02/2025

Reflexões sobre arte e a Bienal de Sharjah

A primeira pergunta é sempre: “Você gostou?". De imediato, normalmente respondemos sim ou não, acompanhado de alguns comentários. Proponho um exercício permanente de tentarmos nos transformar para além do pensamento, da vida binarie! Nada é isso ou aquilo. A conversa talvez poderia abordar: “Como foi sua vivência? Algo te tocou fundo? Saiu com pensamentos distintos? Voltou com que energia? Te fez refletir? Sobre o quê?".

As imagens deste post são de um dos sítios onde no passado funcionava um hospital, um palácio e uma fazenda, que posteriormente foram desocupados. Mas o principal: não se transformaram em um empreendimento imobiliário ou um hotel de luxo onde arte se confunde com ostentação.

Eles foram mantidos pela Sharjah Art Foundation, que assumiu, ocupa e preserva estes locais e procura apresentar a arte em um aspecto mais conceitual do que como um produto. Eu acho importante destacar isso, que é possível fazer espaços de arte relevantes, mas que não têm uma conexão com o mercado. A preocupação é realmente levar arte para o público, com compromisso e

Desde 2022 venho escutando sobre a Bienal de Sharjah, que foi fundada há 32 anos e em 2025 chega à sua 16a edição. Foi a...
08/02/2025

Desde 2022 venho escutando sobre a Bienal de Sharjah, que foi fundada há 32 anos e em 2025 chega à sua 16a edição. Foi a artista Aline Motta, que acompanho e que participou da edição anterior, quem me abriu essa janela.

No final de 2024, o curador Lucas Albuquerque me provocou a vir. É tudo que gosto: desbravar, conhecer o mais desconhecido, arriscar. Numa conexão muito especial, fui convidada para o programa VIP e trouxe junto Lucas e Mari Maciel.

Aqui, cada um a seu modo e tempo, estamos desde quinta-feira mergulhando numa torre de babel invertida de conversas, contatos, “descobertas” e muitos projetos incríveis , pessoas procurando se aproximar, conhecer. Muitos projetos de comunidades que se fortalecem, resistem e ocupam espaços num fazer coletivo.

Conversei com Alualy Kaumakan e com a liderança do womanifestoartexchange. O trabalho do artista americano Hugh Hayden, cadeiras de sala de aula instaladas ao lado de fora de uma mesquita numa vila coberta por areia me sensibilizou por um diálogo com crianças, com natureza e o aprendizado, a pintura do Kaloki Nyamai's artista baseado no Quênia é pra ser acompanhada de perto.

O pavilhão de Luana Vitra é um dos pontos altos desta edição por sua predicação e equilíbrio. Luana também fez uma performance muito elogiada. Amanhã acaba essa grande aventura cultural.

“Eu penso a escultura como o instante pausado de um filme" - Flávio CerqueiraNa próxima quinta (13/02), nosso grupo do A...
06/02/2025

“Eu penso a escultura como o instante pausado de um filme" - Flávio Cerqueira

Na próxima quinta (13/02), nosso grupo do Art'emRede uma visita com Flávio Cerqueira à sua individual “Um Escultor de Signif**ados”, que marca seus 15 anos de carreira. Com curadoria da historiadora Lilia Schwarcz, a mostra ocupa o CCBB São Paulo, com esculturas figurativas em bronze que convidam o público a completar as histórias contidas em cada detalhe de personagens tipicamente brasileiros.

“Muito vinculada a uma certa história ocidental, a escultura em bronze celebrava o privilégio de homens brancos. Insurgindo-se contra essa narrativa, Flávio Cerqueira seleciona pessoas que observa no dia a dia, imersas em seu próprio cotidiano, e as eleva no bronze. São personagens representados de maneira altiva, com respeito, quase de maneira filosóf**a", comenta a curadora.

Flavio Cerqueira (1983) nasceu, vive e trabalha em São Paulo. Sua graduação em artes visuais o introduziu na linguagem escultórica, pesquisa que aprofundou no mestrado e doutorado na Universidade Estadual Paulista.

A exposição vai até dia 17 de fevereiro. O Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo f**a na Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico.

Na tarde de ontem, nosso grupo mergulhou na poética de Mira Schendel, na mostra “Esperar que a letra se forme”, que term...
01/02/2025

Na tarde de ontem, nosso grupo mergulhou na poética de Mira Schendel, na mostra “Esperar que a letra se forme”, que termina neste final de semana, no Instituto Tomie Ohtake. A visita foi mediada por , curadora da exposição, que tem foco na sua relação com a grafia, sinais gráficos, e toda uma poética que se forma na relação entre o desenho e escrita.

A individual reúne mais 250 obras organizadas em um espaço amplo e aberto, que é cortado por uma grande base onde estão os cadernos da artista. A expografia traz trabalhos em monotipias e objetos gráficos suspensos em acrílicos, como se voassem no espaço, mas que transpassam o caminho do visitante.

E nas paredes, uma construção cronológica das obras, produzidas a partir desde década de 1950 até os anos 1970. A primeira e única instalação que Mira realizou é “Ondas paradas de probabilidade”, de 1969, trabalho exibido na Bienal de São Paulo (a chamada “Bienal do Boicote”).

A Galciane enfatiza, e a gente levou da visita este aprendizado, que a artista trabalhou sempre com o que tinha disponível, o lápis, o papel, elementos simples para produzir uma obra complexa. E que ela quis territorializar e materializar os idiomas, maneira esta de trabalhar a imigração. Nascida em Zurique em 1919, a artista chegou ao Brasil em 1949 apátria, mas porém, poliglota.

Agradecemos a participação de todos e em breve vamos anunciar a próxima visita!

Você sabia? A pixação, ou pixo, é o nome de um movimento artístico que surgiu em São Paulo na década de 1960, como uma d...
29/01/2025

Você sabia? A pixação, ou pixo, é o nome de um movimento artístico que surgiu em São Paulo na década de 1960, como uma das formas de protesto utilizadas principalmente pelo movimento estudantil. Depois, o movimento se transformou e se ampliou.

O Pixo continua até hoje como uma cultura que engloba escrever, desenhar e/ou rabiscar com tinta em paredes e muros da cidade. Neste estilo, também existe o "grapixo", a escrita de letras com técnicas do grafite, com cor, volume, perspectiva, sombras e degradê.

O que muitas vezes é considerado sujeira e vandalismo, na verdade é uma cultura própria de grupos que se manifestam defendendo a sua invisibilidade. Esta arte tem sua importância histórica e alta qualidade conceitual.

Em breve, vamos anunciar um projeto com piso e arte contemporânea, juntando diferentes artistas da cidade em manifestações de arte pública. Aguarde!

Nesta sexta-feira (31/01), nosso grupo vai à mostra “Mira Schendel – esperar que a letra se forme” no Instituto Tomie Oh...
27/01/2025

Nesta sexta-feira (31/01), nosso grupo vai à mostra “Mira Schendel – esperar que a letra se forme” no Instituto Tomie Ohtake (). A visita será mediada por Galciani Neves () que divide a curadoria da exposição com Paulo Miyada ().

Reunindo mais de 250 obras, entre pinturas, monotipias, desenhos, cadernos, objetos gráficos e uma instalação, a individual é dividida em sete núcleos, convidando o público a imergir na presença da palavra na produção artística de Mira Schendel (1919–1988) e suas interligações.

Vagas esgotadas!

Endereço

Rua Coropés 88 - Térreo
São Paulo, SP
05419-001

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