06/05/2026
A votação da proposta que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho já tem data para acontecer: 27 de maio. O cronograma foi apresentado nesta terça-feira (5) pelo deputado Léo Prates (Republicanos-BA), relator da comissão especial que analisa as PECs 221/19 e 8/25 que tratam do tema.
Segundo o plano apresentado por Prates, a comissão terá um cronograma acelerado de 11 reuniões a partir desta semana. Estão previstas cinco audiências públicas para ouvir diferentes setores sobre o tema: em 6/5 (debate sobre uso do tempo no trabalho); 12/5 (impactos econômicos); 13/5 (aspectos sociais); 18/5 (perspectiva dos empregadores); e 19/5 (perspectiva dos trabalhadores).
Paralelamente, serão realizados seminários regionais em João Pessoa, Belo Horizonte e São Paulo, além de reuniões técnicas com especialistas, ministros, sindicatos e representantes do setor produtivo. O relatório final deve ser apresentado no dia 20, abrindo prazo para emendas parlamentares, com votação na comissão em 26 de maio e envio ao Plenário no dia 27.
No papel, o plano é apresentado como espaço de “diálogo”. Na prática, no entanto, os sinais vindos do Congresso revelam um forte operativo dos setores patronais, juntamente com a bancada de parlamentares da ultradireita e do Centrão, para impedir a aprovação da proposta ou, se não conseguirem, desfigurar o texto de tal forma que irá significar um grave ataque aos trabalhadores.
Diante desse cenário, os trabalhadores só têm um caminho: tomar as ruas e arrancar na luta essas reivindicações. Sem flexibilização, sem rebaixamento da pauta, sem transição de anos para implantar a redução da jornada.
O fim da escala 6x1 não será arrancado por boa vontade de Hugo Motta, nem pelas mesas de negociação entre governo e empresários. É nas ruas, e não nos acordos a portas fechadas no Congresso, que poderemos enfrentar a pressão da patronal e impedir que a extrema direita e o Centrão enterrem uma reivindicação histórica da classe trabalhadora.
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