11/08/2026
APROPRIAÇÃO DA IDENTIDADE
Apropriar-se da própria identidade é aprender a olhar para si através do espelho de Deus.
O Salmo 139 nos lembra de uma verdade poderosa: “Os meus ossos não estavam escondidos de ti quando em secreto fui formado”. Antes que alguém pudesse olhar para mim, Deus já me conhecia. Antes que eu pudesse enxergar meu próprio rosto, Ele já havia contemplado cada detalhe da minha existência.
“Os teus olhos viram o meu embrião.”
Isso significa que eu não sou um acaso. Fui pensada, formada e conhecida por Deus.
Cada detalhe do meu corpo carrega uma história: minha pele, meu cabelo, meu nariz, meus olhos, minhas curvas, minhas marcas. Mesmo aquilo que um dia aprendi a rejeitar em mim, Deus não rejeitou.
Ele não errou ao me criar.
Talvez o mundo tenha criado padrões que fizeram você acreditar que precisava mudar para ser bonita, aceita ou pertencente. Talvez você tenha aprendido a olhar para o espelho procurando defeitos.
Mas hoje, precisamos aprender a olhar novamente.
Não através dos padrões do mundo, mas através do olhar daquele que nos criou.
Apropriar-se da identidade é reconhecer:
“Eu sou criação de Deus. Meu corpo não é um erro. Minha história não é invisível. Minha existência tem propósito.”
Quando compreendo quem sou em Deus, começo a fazer as pazes com aquilo que passei tanto tempo rejeitando.
Minha identidade não está apenas na minha pele, no meu cabelo ou no meu corpo. Identidade é todo o meu ser em movimento: minha história, minha cultura, minhas raízes, minha memória, minha fé, minhas experiências e tudo aquilo que Deus continua formando em mim.
Eu não preciso me tornar outra pessoa para ser digna de amor.
Eu preciso reconhecer a pessoa que Deus já criou em mim.
“Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável.”
Salmos 139:14
Por Shirlene Monticelli