04/11/2015
Ano de 1804: O Capitão Joaquim Adrião Rosendo e seus tripulantes seguem para Benguela e Luanda, em Angola, para encher o navio de africanos e partir em direção ao Rio de Janeiro. Começa o maior boom escravagista do oceano atlântico. 1704 seres humanos foram acorrentados e embarcados à força da África para a América. 170 morreram.
O espetáculo tem a veia pulsante de Castro Alves, mas também a de Rose Abdallah e eu. Comecei sozinho, apenas com O navio negreiro, muita dor e lamento. Apesar de que para conforto (e preguiça também), o meu navio estava no alto mar, porém eu estava na praia observando a isso tudo. Precisava de algo mais. Chamei Rose Abdallah, que ao ver o meu navio, perguntou "porque você não está dentro dele?". Pronto!
O espetáculo a partir daí ganhou um desenho, entendimento e movimento maior. E começamos a brincar com os tempos de 1804 a 2015, transformando-o em contemporâneo.
Hoje, eu e Abdallah nos encontramos no porão do navio e não na proa, como no início do processo. A nossa querida Dani Sanchez fortaleceu esse olhar.
Bem, agora é aguardar. De um grande desafio que foi contemporizar um clássico de Castro Alves.
PÉTALAS ou PEDRAS, nos aguardam no dia 09 de novembro.