03/11/2020
Quando se fala em conhecer o Rio de Janeiro, as pessoas pensam logo no Cristo Redentor, no bondinho do Pão de Açúcar ou na praia de Copacabana. Mas existe um outro lugar que é muito importante para a cultura e a história do país.
A Pequena África, nome dado pelo artista Heitor dos Prazeres, é um conjunto de bairros localizados na região portuária do Rio de Janeiro. Recebeu esse nome porque ali, na virada do século 19 para o 20, viviam muitos ex-escravizados alforriados e também comunidades quilombolas, que formavam um território de forte influência da cultura africana.
É na Pequena África que f**a o antigo Cais do Valongo, o maior porto de entrada de africanos escravizados na América Latina. De 1811 a 1831, em apenas 20 anos, desembarcaram ali mais de meio milhão de pessoas! Aterrado e esquecido por mais de um século, o antigo cais foi redescoberto em 2011 com as obras de revitalização da zona portuária da cidade. E em 2018, recebeu o título de Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), por sua importância para a preservação da história afro-brasileira.
Em 2016, o Largo de São Francisco da Prainha, também localizado na Pequena África, recebeu uma estátua em homenagem a Mercedes Baptista, a primeira bailarina negra do corpo de baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e maior precursora do Balé e da Dança Afro no Brasil. Deslize para o lado para ver a estátua!
Mercê, a boneca inspirada na incrível Mercedes Baptista, é uma das nove receitas do ebook O vôo do Quero-quero. Para comprar, siga o link na bio do perfil e celebre a cultura brasileira com a gente!
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@ Pequena África, Rio de Janeiro, RJ