AFRIK - Oficinas de Cultura Africana

AFRIK - Oficinas de Cultura Africana Afrik é o movimento cultural no Rio de Janeiro que em sua primeira edição receberá duas grandes mestras de dança, uma do Gabão e outra de Guine‐Conacri.

Afrik é o movimento cultural no Rio de Janeiro que em sua primeira edição receberá duas grandes mestras de dança, uma do Gabão e outra de Guine‐Conacri, que vem ao Centro Cultural Estudantina Musical com a missão de compartilhar diversos saberes tradicionais dos seus países de origem e levar de volta, solidariedade as crianças vítimas da atual guerra civil na África Central e aos ballets guineanos

que necessitam de estrutura básica para sobreviver, devido as precariedades do país. O evento promoverá uma celebração pela paz, a união e a solidariedade, com parcerias que atuam no meio afro cultural da cidade, em busca da afirmação da identidade negra brasileira.

06 e 07/06 - Para abrir os caminhos, Kassa Meliegue ministrará duas oficinas: a primeira com a Dança dos Orixás ancestrais da Nigéria, cultuados pelas etnias Iorubas e Fon e a segunda com as Danças Tribais Bantu e a Dança dos Pigmeus, com seus diversos significados.

13, 20 e 27/06 - Dando seguimento, Mariama Camara ensinará cantos, danças e diferentes ritmos tradicionais das etnias de Guiné, bem como suas representatividades sociais e culturais. Aula avulsa: R$ 30
Inscrições: [email protected]

"Nija é uma declaração de nobreza, uma expressão de apreço pela forma como enfrentamos nossos obstáculos."  (Molefi Kete...
05/05/2021

"Nija é uma declaração de nobreza, uma expressão de apreço pela forma como enfrentamos nossos obstáculos." (Molefi Kete Asante)

"Nija não é para ser interpretado como uma religião, mas uma maneira de traduzir a experiência coletiva de pessoas que p...
05/05/2021

"Nija não é para ser interpretado como uma religião, mas uma maneira de traduzir a experiência coletiva de pessoas que pouco a pouco sobreviveram vitoriosamente à opressão." (Molefi Kete Asante)

"Nija, o Caminho, a ideologia do pensamento vitorioso, criado a partir das ideias tiradas das experiências quotidianas d...
05/05/2021

"Nija, o Caminho, a ideologia do pensamento vitorioso, criado a partir das ideias tiradas das experiências quotidianas do povo africano." (Molefi Kete Asante)

23/10/2019

Se eu fosse você, não perderia essa oportunidade de aprender com os grandes mestres da Guiné Conacri, Youssouf Koumbassa eDjanko De Faranah !

Inscreva-se :: https://bit.ly/2nuntiN

Realização:
África Raíces
Sabrina Chaves
Ana Magalhães
Dembaia

Apoios:
Terreiro Contemporâneo
Grupo Emú

29/05/2019

CURSO: HISTÓRIA E CULTURA DE ÁFRICA “De Século IV ac. ao XX” 16 de Março a 06 de Julho 2019. O Curso HISTÓRIA E CULTURA DE ÁFRICA “De Século IV ac. ao XX” tem como objetivo a promoção do conhecimento através de palestra, roda de conversa e mostra de filme com os temas referentes à...

28/10/2018

Yennenga, foi uma princesa africana, considerada a Mãe do Povo Mossi de Burkina Faso. Ela foi uma extraordinária guerreira, mulher a frente de seu tempo cujo filho Ouedraogo fundou o Reino Mossi.

Yennenga era filha de Nedega, um Rei do início do século XII do Reino Dagomba, hoje Gana, o Rei Nedega não teve herdeiros homens, tinha apenas uma única filha nascida com o nome de Poko, Poko foi criada entre os guerreiros de seu pai o Rei, que a treinou para torna-se uma grande guerreira, tudo o que um pai ensinaria a um filho homem, Poko aprendeu com o grande Rei Nedega.

O Rei achou por bem fazer que sua filha adotasse um nome de guerra, e assim, passaram a chamá-la de Yennenga. Fala-se de sua beleza incomparável e do amor que seu povo tinha por ela, e a partir de 14 anos de idade, lutou na batalha com seu pai contra os vizinhos Malinkés. Hábil com dardos, lanças e arco e flexa, ela era uma excelente guerreira e comandava seu próprio batalhão de soldados guerreiros. Yennenga era uma lutadora tão importante que quando ela alcançou a idade de finalmente casar-se, seu pai recusou escolher um marido para ela, o que causou enorme tristeza a ela, pois Yennenga queria casar e ter seus filhos.

Para explicar a seu pai como se sentia diante da decisão tomada por ele sobre a vida dela, Yennenga plantou um campo de trigo. Quando a safra cresceu, ela deixou apodrecer, com isso Yennenga quis dizer ao Rei que era assim que ela se sentia, apodrecida por não poder seguir a tradição de seu povo, mas para o Rei, ela não havia nascido para casar, o Rei era obcecado pela filha e pela guerreira que havia se tornado, não queria perdê-la, com isso, seu pai, não comovido com o gesto da filha, a manteve presa por um período de tempo não especificado.

Na tradição africana daquele lugar e época, ter filhos homens, era uma forma de dar continuidade ao legado das famílias, um filho poderia se tornar alguém honorário, mas com uma filha, isso não seria possível, porém, aos olhos do Rei, sua filha era um ser honorário, mesmo sendo uma mulher, mas por ter sido criada junto a seus soldados, em meio a homens, no em seu ponto de vista, já era tida como "Mãe" entre seu povo, neste contexto, não precisaria casar-se e ter filhos, mas Yennenga não concordava com isso, sendo assim, foi mantida presa por seu pai até mudar de ideia, o que é intrigante, porque neste sentido, o pai a via como mulher submissa que não poderia tomar as decisões para sua vida.

No cativeiro, um dos cavaleiros do Rei ajudou Yennenga a escapar, vestida como um homem, disparou em seu garanhão. Durante a fuga, foi atacada por Malinkés, seu parceiro foi morto e Yennenga foi deixada sozinha.

Sempre ao norte, ela continuou andando. Muito cansada em uma certa noite ao atravessar um rio, o cavalo de Yennenga disparou em direção a uma floresta, lá ela conheceu um caçador de elefantes solitário chamado Riale, Riale logo notou o disfarce de Yennenga, e inevitavelmente se apaixonaram. Yennenga e Riale tiveram um filho que chamou-se Ouedraogo, que significa "garanhão" e agora é um nome comum em Burkina Faso. Ouedraogo fundou o Reino Mossi.

Ao atingir a idade adulta, Ouedraogo, deixou seus pais em casa e viajou para o norte, onde formou o reino de Tenkodogo, que é considerado o berço dos Reinos Mossi. .

Os historiadores indicam que Ouedraogo visitou seu avô, o rei Nadega, que procurava por sua filha todos esses anos. Ao descobrir que sua filha estava viva, ele pediu uma festa e enviou uma delegação para pedir a Yennenga que voltasse para casa.

Juntamente com Riale, Yenenga foi recebido por seu pai, que não apenas supervisionou o treinamento de seu neto, mas também lhe deu uma cavalaria, gado e outros bens, com os quais ele costumava estabelecer seu reino.

Yennenga é considerada pelos Mossi a mãe de seu império e muitas estátuas dela podem ser encontradas na capital de Burkina Faso, Ouagadougou. Uma estátua com um cavalo de ouro, o chamado Etalon de Yennenga, foi o troféu do prêmio da bienal do Festival Pan-Africano de Filme e Televisão de Ouagadougou. A seleção nacional de futebol tem o apelido de "Les Étalons" ("os garanhões") em referência ao garanhão de Yennenga.

Pode-se concluir que a história de Yennenga representa grandemente os principais temas da história africana. Sua experiência se aplica à importância da maternidade, gênero, riqueza nas pessoas e o título de um homem honorário. Ela cresceu ao lado do pai e ansiava por não ser apenas a mãe do povo Mossi, mas a mãe de uma criança que fosse dela mesmo. Sua ambição e devoção às suas obrigações como princesa a levaram a ter sucesso em alcançar o que ela aspirava na vida. Embora não se sentisse bem com o pai no começo, ela sabia que não poderia se arriscar a falhar consigo mesma e com às pessoas que a viam como um ser sagrado.

Salve a Princesa Yennenga!

TEXTO: Renata Domingos

REFERÊNCIAS: Belcher, Stephen Paterson. African Myths of Origin. London: Penguin, 2005. Print.

Helmfrid, Sigrun. Towards Gender Equality in Burkina Faso. Stockholm: Sida, 2004. Print.

Johnson-Hanks, Jennifer. Uncertain Honor: Modern Motherhood in an African Crisis. Chicago: U of Chicago, 2006. Print.

“The Legend of Yennenga Stallion.” BBC World Service, 2001. Web.

“The Mossi (Yennenga).” Civilization V Customisation Wikia. N.p., n.d. Web. 23 Apr. 2016.

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

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