JM PsicoArte

JM PsicoArte A ARTE NÃO REPRODUZ O QUE VEMOS. ELA NOS FAZ VER.

19/08/2026

O frio na barriga... que não é medo.
É a vida abrindo espaço para o que ainda não conhecemos.
Tem um espaço que não precisa de respostas entre o que já foi e o que ainda não chegou. E esse espaço só precisa de presença.
O caminho que ainda não existe, que está em construção, vai aparecendo enquanto a gente caminha por ele.

16/08/2026

Todas as abordagens da psicologia podem trabalhar com a ansiedade. O que muda é o olhar que cada uma tem.

Eu gosto de ir um pouco além de “por que você está ansioso?”.

Começo com: “Você está ansioso ou está percebendo uma sensação de expectativa, tensão, medo ou antecipação?”

E, quando essa sensação aparece, o que você faz com ela?

Nunca é só o que aconteceu, mas o que mantém você preso a esse estado.

Você precisa prever tudo? Controlar tudo? Antecipar tudo?
Desde quando?
Do que esse modo de funcionar te protege?

Na perspectiva junguiana, um sintoma não é visto apenas como algo que precisa desaparecer. Ele também carrega um sentido e revela uma tensão que ainda não chegou à consciência.

Pode não funcionar só responder: “Como faço para deixar de sentir ansiedade?”

Então a gente começa com:
“O que essa ansiedade está tentando me mostrar sobre mim?”

12/08/2026

Você tem dúvidas ou só está tentando encontrar alguém que possa te garantir que a sua escolha não vai doer?

Quando essa garantia não aparece, você f**a indeciso.

A gente f**a pensando que precisa de mais informação, mais tempo, mais opinião, mais sinais.

Às vezes precisa mesmo.

Mas, às vezes, estamos apenas tentando transformar uma escolha em algo que não precisamos sustentar sozinhos.

Porque, se alguém concordar com a decisão, f**a mais fácil.

Se der errado, pelo menos não decidimos por conta própria.

Mas tem uma parte da vida que ninguém pode viver no seu lugar.

Nem quem te ama.

11/08/2026

Tá desconfortável aí?

Cuidado para não se acostumar.
Nem tudo que faz mal continua incomodando.

A gente aprende a conviver com muita coisa.

09/08/2026

E se as emoções que você mais tenta eliminar quisessem te contar alguma coisa?

O medo, por exemplo. A gente aprende a encara-lo como falha, fraqueza e algo que precisa desaparecer antes que qualquer coisa importante aconteça. Mas na clínica: por trás de um medo específico existe algo que a pessoa está, sim, tentando proteger (mesmo sem conseguir definir o quê.)

A culpa, bem parecida, só que aponta um conflito entre o que você quer e o que aprendeu que deveria querer.

E a ansiedade, é só isso… alguma coisa dentro de você que ainda não achou a forma certa pra existir.

Eu não proponho como fazer isso parar, no processo terapêutico.
Pergunto o que isso está tentando te mostrar.

07/08/2026

Quando somos crianças, não escolhemos as regras que aprendemos.

Só precisamos continuar pertencendo.

Algumas dessas regras nos ajudaram a sobreviver naquele contexto.

O problema é que nós crescemos.

Mas muitas delas continuam dirigindo a nossa vida sem que a gente perceba.

O que um dia foi proteção pode, hoje, limitar quem você pode se tornar.

O legal é que um dia aprendido, também pode ser reconhecido, questionado e transformado.

Que regra você ainda está obedecendo sem perceber?

05/08/2026
04/08/2026

Quando falamos em estrutura emocional, não estamos dizendo que a configuração da família seja irrelevante. Ambientes estáveis costumam ser fatores de proteção para o desenvolvimento infantil. O ponto é outro: nenhuma configuração, por si só, garante segurança emocional.

O que marca uma criança não é apenas quem estava em casa, mas a experiência que ela teve dentro daquela casa.

É dessa experiência que, muitas vezes, nasce a forma como aprendemos a confiar, amar, pedir ajuda e ocupar o nosso lugar no mundo.

Talvez seja por isso que algumas pessoas passem a vida procurando um lugar seguro, quando, na verdade, estão procurando a sensação de segurança que nunca conheceram.

Talvez essa reflexão faça sentido para você. Talvez não.

Se ela fez você olhar para a própria história por um ângulo diferente, vou gostar de continuar essa conversa nos comentários.

01/08/2026

Não sofremos porque a porta existe.

Sofremos porque, depois de vê-la, já não conseguimos viver como se ela não estivesse ali.

O medo da mudança não é só o medo do novo.

É também o luto silencioso por uma forma de viver que já não consegue nos sustentar.
Em alguns momentos da vida, nos aproximamos de portas que sempre estiveram ali.

Nada mudou do lado de fora.
O que mudou foi o nosso olhar.

E, quando o olhar muda, permanecer igual deixa de ser um lugar de descanso.

Passa a ser uma forma de sofrimento.

Por isso que algumas portas nos assustem tanto.
Elas anunciam o fim de uma forma de existir que cumpriu seu papel.

Atravessar uma porta não apaga quem fomos.
Nos lembra que crescer também exige despedidas.

30/07/2026

A gente costuma pensar que o luto é aprender a viver sem alguém.
Ele também é aprender a viver sem uma versão de si.

Cada relação nos transforma um pouco.
Cada escolha, cada fase, cada sonho vivido cria uma maneira diferente de existir no mundo.

Quando alguma coisa termina, não é só a ausência do outro que f**a evidente.
O estranhamento de olhar para si e perceber que ainda não sabe quem está se tornando.

Por isso que tanta gente esteja confuso pensando: “Eu não me reconheço mais.”

É que ainda tá nascendo uma nova forma de existir.
E descobrir essa nova forma também causa outro tipo de luto.

Endereço

Niterói
Rio De Janeiro, SP

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