27/05/2025
Coração morto
Apalavráveis são as intenções ante o não
Desconsoantes e frágeis pantaleões
Do serro de pálida flora a nos enternecer
De glória terrosa dos mouros do meu ser
Do dorso ao escopo lurante
Que corta por notas, couraças idouras
Sejam as enebriantes vestes dos cárceres
De veio, por viés e entremeio dos mártires
Receio rosado da tarde imaculada
Desfraldada em versos zombeteiros
A lira como astra da trova imolada
A tilintar em um peito roto
Um suposto aludir das palavras
A pulsar em um coração morto
Daiane Anselmo