Cênica é um coletivo de jovens artistas oriundos da área do teatro e do cinema, que nasce a partir da montagem do texto O FEIO, do jovem dramaturgo alemão Marius Von Mayenburg. A obra, primeira comédia escrita pelo autor, aborda de forma ousada problemáticas pertinentes à sociedade contemporânea, como o culto à beleza na sociedade de consumo.
“Eu continuo sendo eu se me vejo como outro?” Privado
do sucesso profissional por ser feio, o personagem Lette encontra na cirurgia plástica a solução para ascender socialmente. O espetáculo O FEIO foi originado na disciplina Atelier I de Montagem Cênica do Departamento de Arte Dramática da UFRGS, com a orientação das professoras Patrícia Fagundes e Luciane Olendski. Deste primeiro processo, com duração de 3 meses de ensaios, originou-se a versão O Feio-In Process, com uma pré-tradução do texto pela diretora Mirah Laline e seu pai Francisco Klinger Carvalho. Devido à bem sucedia experimentação do grupo, com o apoio do Instituto Goethe de Porto Alegre e o acesso à tradução oficial da obra, deu-se continuidade à montagem, como projeto de Estágio na mesma universidade, com orientação de Patrícia Fagundes. Em julho de 2012, após um processo de 4 meses, e oficialização da formação da ATO Cia. Cênica, o espetáculo ganhou o circuito profissional ao realizar uma temporada no Auditório do Instituto Goethe de Porto Alegre, em seguida, fez parte do Porto Alegre em Cena, dentro do projeto Descentralização, e realizou em Outubro de 2012 uma temporada de três semanas na Sala Álvaro Moreyra, pela Secretaria Municipal de Cultura. A montagem do texto parte de uma investigação de linguagem que se vale da inserção do grotesco e da violência como efeitos de estranhamento, assim como a busca da “teatralidade no teatro”, referências que incluem desde Brecht a encenadores contemporâneos como Thomas Ostermeier. A estética do espetáculo recebe influências da Pop Art, Figuração Narrativa de Peter Klasen e Performance Art compondo um mosaico polifônico. A sátira social proposta pelo autor se concretiza através de uma encenação fiel às indicações do texto, que dialogam com as referências do grupo forjando uma linguagem contemporânea que se vale de questões e movimentos da cultura de massa ocidental. O espetáculo, dirigido por Mirah Laline, possui no elenco os atores Danuta Zaghetto, Marcelo Mertins, Paulo Roberto Farias e Rossendo Rodrigues. Os figurinos são assinados pela estudante de cinema Marina Kerber; a criação de Luz por Lucca Simas e Luciana Tondo; a criação de vídeos por João de Queiróz, da produtora Avante Filmes, e Maurício Casiraghi; e a trilha sonora pesquisada é de Mirah Laline, com operação de som de Manu Goulart. HISTÓRICO:
O espetáculo foi originado na disciplina Atelier I do Departamento de Arte Dramática da UFRGS. O espetáculo, que conta com o apoio do Instituto Goethe de Porto Alegre, cumpriu temporada no mesmo no mês de Julho de 2012. No mês de Agosto de 2012, o espetáculo participou do Circuito Universitário DAD- SESC, realizando apresentações em Passo Fundo, Santa Maria e Pelotas. Participou do 19° Porto Alegre Em Cena, modalidade descentralização, realizando uma apresentação no Circo Girassol. Em outubro de 2012, cumpriu temporada de 9 apresentações na sala Álvaro Moreyra, pela Secretaria de Municipal de Cultura de Porto Alegre. Espetáculo vencedor dos prêmios Açorianos de Teatro 2012 de Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Espetáculo pelo Júri Popular e Melhor Espetáculo pelo Júri Oficial.