16/05/2024
O Nonada Jornalismo ouviu fazedores de cultura que foram impactados diretamente pelo desastre. São profissionais do audiovisual, da literatura, da cultura popular e de outras linguagens que tiveram que sair correndo de suas casas, muitos deles em áreas periféricas.
Além de estúdios e bibliotecas comunitárias inteiras inundadas, a água também chegou às casas de colegas e familiares, em alguns casos chegando até o telhado. Em comum entre eles e elas, está o sentimento de incerteza quanto ao futuro da profissão.
“A nossa Conceito Arte, foi perda total. Não sabemos nem a estrutura do lugar, como é que vai ser a questão estrutural da nossa casinha também. A parte elétrica, todo o acervo da biblioteca não temos mais, os equipamentos não temos mais. A gente vai ter que ver se vai ser seguro a gente estar lá, e eu espero que esteja seguro, porque a gente já está muito enraizado na praça onde a gente f**a, já é uma referência nossa no bairro. E, às vezes, dói imaginar tudo o que vai acontecer depois”, diz a bibliotecária Priscila Macedo.
Para Francine Cabral, a Colaí, espaço cultural localizado na Ilha da Pintada, é preciso um olhar cuidadoso com o destino dos moradores das ilhas, um dos locais mais afetados pelo desastre. “Mais uma vez os rumores são de que vão remover todos os moradores e destinar aquele espaço para exploração de marinas. Eduardo Leite e Sebastião Melo precisam ser responsabilizadas. O poder público tem a obrigação urgente de propor políticas públicas específ**as para as ilhas, que seja previsto pelo município um plano de evacuação, abrigo, etc. É desrespeitoso com a nossa vida que o município não realize a manutenção do sistema contra cheias”.
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