Nonada Jornalismo

Nonada Jornalismo O Nonada é um Veículo de jornalismo cultural independente que entende a cultura para além da produção Cultura com viés social.

Veículo de jornalismo cultural independente de Porto Alegre/RS. Desde 2010, procura relacionar as diversas formas de expressão artística com temas relativos aos direitos humanos.

O Nonada Jornalismo ouviu fazedores de cultura que foram impactados diretamente pelo desastre. São profissionais do audi...
16/05/2024

O Nonada Jornalismo ouviu fazedores de cultura que foram impactados diretamente pelo desastre. São profissionais do audiovisual, da literatura, da cultura popular e de outras linguagens que tiveram que sair correndo de suas casas, muitos deles em áreas periféricas.

Além de estúdios e bibliotecas comunitárias inteiras inundadas, a água também chegou às casas de colegas e familiares, em alguns casos chegando até o telhado. Em comum entre eles e elas, está o sentimento de incerteza quanto ao futuro da profissão.

“A nossa Conceito Arte, foi perda total. Não sabemos nem a estrutura do lugar, como é que vai ser a questão estrutural da nossa casinha também. A parte elétrica, todo o acervo da biblioteca não temos mais, os equipamentos não temos mais. A gente vai ter que ver se vai ser seguro a gente estar lá, e eu espero que esteja seguro, porque a gente já está muito enraizado na praça onde a gente f**a, já é uma referência nossa no bairro. E, às vezes, dói imaginar tudo o que vai acontecer depois”, diz a bibliotecária Priscila Macedo.

Para Francine Cabral, a Colaí, espaço cultural localizado na Ilha da Pintada, é preciso um olhar cuidadoso com o destino dos moradores das ilhas, um dos locais mais afetados pelo desastre. “Mais uma vez os rumores são de que vão remover todos os moradores e destinar aquele espaço para exploração de marinas. Eduardo Leite e Sebastião Melo precisam ser responsabilizadas. O poder público tem a obrigação urgente de propor políticas públicas específ**as para as ilhas, que seja previsto pelo município um plano de evacuação, abrigo, etc. É desrespeitoso com a nossa vida que o município não realize a manutenção do sistema contra cheias”.

Envie seu relato para o email [email protected] ou telefone (51) 996865798

Link dos relatos completos na bio.

Fotos de espaços culturais e terreiros inundados na vibrante Porto Alegre pelas lentes do nosso editor  . As áreas estão...
14/05/2024

Fotos de espaços culturais e terreiros inundados na vibrante Porto Alegre pelas lentes do nosso editor . As áreas estão vazias, as pessoas tiveram que sair às pressas, mas a água finalmente começou a baixar. Em alguns lugares, as marcas na cor marrom na parede indicam a altura que a água atingiu.

Diferentes espaços como a Travessa dos Venezianos, o Museu Joaquim Felizardo, o Museu do Trabalho, a Usina do Gasômetro, o Cntro de Cultura Lupicínio Rodrigues e a Casa de Cultura Mario Quintana foram atingidos. Em alguns espaços, a água chegou até teatros e salas de cinema.

Ainda não dá pra medir o impacto total das enchentes para a cultura do estado e as comunidades tradicionais, mas o Nonada está colhendo relatos de agentes da cultura que foram impactados de alguma forma. Envie pra gente pelo email [email protected]

Acompanhe nossa cobertura no link que está na nossa bio.

Nossa equipe está segura e voltando às atividades aos poucos.As comunidades tradicionais do Rio Grande do Sul, principal...
07/05/2024

Nossa equipe está segura e voltando às atividades aos poucos.

As comunidades tradicionais do Rio Grande do Sul, principalmente povos indígenas, terreiros e quilombos urbanos de Porto Alegre, foram atingidos pelas enchentes no RS. Até o momento, segundo levantamento da Funai, 1.846 famílias indígenas foram atingidas diretamente, 5.415 indiretamente e 148 famílias estão ilhadas.

O cineasta guarani Vherá Xunú contou à reportagem do Nonada que está com dificuldades de entrar em contato com parentes. Muitas cidades do estado estão sem luz e com serviço de dados nos smartphones oscilando.

No início da tarde desta segunda-feira (6), os moradores do Quilombo do Areal da Baronesa, que até então estavam a salvo, foram surpreendidos pela água, já que o nível subiu muito em poucos minutos. As famílias conseguiram sair apenas com a roupa do corpo e foram resgatadas, mas o nível do alagamento não parou de subir na região. Berço do carnaval de Porto Alegre, o Areal da Baronesa foi certif**ado pela Fundação Cultural Palmares em 2002 e titulado em 2005.

Também há relatos de terreiros e comunidades de matriz africana que foram completamente inundados na enchente.

Em nota, o Ministério da Igualdade Racial (MIR) disse que monitora a situação das comunidades quilombolas, ciganas e povos e comunidades tradicionais de matriz africana. Segundo o MIR, o Rio Grande do Sul tem sete mil famílias quilombolas, 344 famílias ciganas e aproximadamente 1300 famílias de terreiros.

➡️Como ajudar:

Quilombo do Areal da Baronesa: PIX [email protected] (Alice Goulart Kasper)

Quilombo dos Machado: PIX [email protected] (Vanda Tamires da Silva Antunes)

Terreiro Ilê Axé Oyawoye: Vakinha

Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul( ARPINSUL): PIX 566601e8-72b1-4258-a354-aa9a510445d1

Link da matéria completa na bio.

Comunicado: nossas atividades estão suspensas até que seja possível retomar aqui em Porto Alegre. Uma parte da nossa equ...
06/05/2024

Comunicado: nossas atividades estão suspensas até que seja possível retomar aqui em Porto Alegre. Uma parte da nossa equipe equipe está desalojada, teve que sair às pressas de casa; outra parte está sem luz e sem água, mas bem. Estamos seguros e não corremos perigo.

Novas áreas da cidade que até então estavam seguras estão sendo atingidas pela água hoje, mas não são os casos mais graves. Há bairros, principalmente periféricos, em situação de calamidade, milhares de pessoas que perderamam tudo. Agradecemos as mensagens de apoio que nos enviaram, quem puder ajude compartilhando links confiáveis de doações.

Assim que pudermos, voltamos à cobertura e também vamos responder os integrantes da Rede Veredas e as 200 pessoas que enviarem sugestões de pauta para nossa chamada de freelas. Obrigada!

Prédios culturais históricos estão sendo tomados pelas águas da enchente que atinge Porto Alegre nesta sexta, com a chei...
03/05/2024

Prédios culturais históricos estão sendo tomados pelas águas da enchente que atinge Porto Alegre nesta sexta, com a cheia do rio Guaíba. O Nonada apurou que servidores passaram a manhã removendo a reserva técnica dos museus para lugares mais seguros antes que a área inundasse. Ainda assim, os danos à estrutura dos prédios ainda não podem ser mensurados, já que o nível da água segue subindo.

Na primeira foto, de , vemos o Museu de Arte do Rio Grande do Sul, o Farol Santander e o Memorial do Rio Grande do Sul, prédios do século 20. Na segunda foto, de Luis Moura, o Museu do carvão, na cidade de Arroio dos Ratos. A informação que temos é que o acervo histórico foi completamente inundado. O terceiro card mostra um dos sócios da , que f**a no térreo da emblemática Casa de Cultura Mario Quintana. Os livreiros estão neste momento tentando salvar os livros da enchente.

O Mercado Público de Porto Alegre, que tem uma obra em homenagem a Bar (Exu) e um acervo histórico na cidade de Santa Maria também sofreram perdas. É hora de as autoridades criarem políticas públicas efetivas para proteger as culturas diante dos fenômenos extremos, sobretudo as de comunidades periféricas e minorizadas.

Em nota, a secretaria de cultura do Rio Grande do Sul informou que "uma força-tarefa realizada até o início da tarde desta sexta-feira (03) tornou possível a remoção das obras para andares superiores em tempo, antes da chegada da água ao prédio do MARGS e à Praça da Alfândega".

O afirmou que "a equipe técnica está a postos para prestar todo apoio necessário às comunidades na reconstrução daquilo que foi afetado e aguarda melhoria das condições para se deslocar para a cidade. Ainda como forma de ajudar na recuperação dos danos, o Instituto priorizará os projetos do Novo PAC previstos para a região."

Até o momento, foram confirmadas 39 vidas perdidas.

Foto 4: Gilvan Rocha / Agência Brasil

Você é artista de rua e vem sofrendo com os extremos climáticos nos últimos anos? O Nonada foi atrás de relatos sobre o ...
03/04/2024

Você é artista de rua e vem sofrendo com os extremos climáticos nos últimos anos? O Nonada foi atrás de relatos sobre o assunto. “Um médico já me recomendou se afastar do trabalho por conta das tintas, da chuva, do sol. Mas é difícil abandonar um trabalho que, além de sustentar, a gente gosta”, relata Mina Ribeirinha, grafiteira de Belém.

Segundo estudo do Inpe, o Brasil, nos últimos 30 anos, teve uma mudança de 7 para 53 na média de dias por ano em que houve a presença das ondas de calor. “E se está ruim agora, em menos de 10 anos vai f**ar mais complexo, por conta do aquecimento global, da crise climática”, afirma o pesquisador Daniel Bitencourt.

“Eu venho sentindo, é uma questão de ânimo, uma questão de saúde, até. Eu sinto que às vezes a pressão baixa ao fazer as coisas, porque é muito sol na cabeça. E isso afeta bastante”, conta Amanda Nascimento, atriz, cantora e sanfoneira de 34 anos, membro da Cia da Cabra Orelana, coletivo paulista. “É uma coisa de se preocupar, né? Como é que a gente vai continuar?”

Bitencourt explica que, por serem autônomos, os artistas não se beneficiam da legislação, como uma recente norma regulatória do Ministério do Trabalho e emprego que trata de “Limites de Tolerância para Exposição ao Calor” e traz características de insalubridade relacionadas às altas temperaturas.

Reportagem de Natasha Meneguelli para o Nonada.

Link da matéria na bio!

Oi, jornalista cultural! Tá em busca de profissionais da cultura e educação que fazem a diferença na sua região? Acessa ...
02/04/2024

Oi, jornalista cultural! Tá em busca de profissionais da cultura e educação que fazem a diferença na sua região? Acessa o nosso banco de fontes de artistas e educadores decoloniais. O banco de fontes tem acesso livre e é formado por integrantes da nossa Rede Veredas. Mais de cem profissionais de todas as regiões do país participam da plataforma.

Se você é fazedor de cultura ou atua na educação e quer fazer parte, as inscrições pra integrar a Rede Veredas estão abertas! Saiba mais no link que está na nossa bio.

Artista, redobre sua atenção. Nos últimos meses, identif**amos diversos casos de ataques à liberdade artística no Brasil...
09/03/2024

Artista, redobre sua atenção. Nos últimos meses, identif**amos diversos casos de ataques à liberdade artística no Brasil. São campanhas orquestradas baseadas em notícias falsas e que distorcem falas ou obras artísticas, resultando no cancelamento ou retirada de obras por parte de governos e prefeituras.

No nosso Observatório (), mapeamos mais de 100 casos de censura direta desde 2017 e prometemos intensif**ar nossa cobertura este ano. Nos tempos recebemos denúncias pelo e-mail [email protected]. Acesse a plataforma no link que está na bio.

É tempo de emergência climática e, nesta semana em que Porto Alegre sente os efeitos da crise, a gente vai lançar nossa ...
18/01/2024

É tempo de emergência climática e, nesta semana em que Porto Alegre sente os efeitos da crise, a gente vai lançar nossa revista com uma mesa redonda sobre Cultura, Cidades e Justiça Climática.

Pessoal de Porto Alegre, na próxima quinta, dia 25/01, vamos nos reunir na Livraria Paralelo 30 (R. Vieira de Castro, 48) para uma conversa sobre a intersecção entre cultura, jornalismo e as mudanças climáticas.

Em uma ponte entre Belém e Porto Alegre, vamos contar com a presença do arte-educador Caio Paixão (PA), com Priscila Pasko (RS), jornalista responsável pela matéria principal tema da revista e com
Silvia Lisboa (RS), diretora de jornalismo da Matinal Jornalismo.

A revista terá distribuição gratuita no dia e a partir de 26 de janeiro também nos seguintes pontos:

🔸Porto Alegre: 🔸
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🍃
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🔸Belém🔸
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🔸Fortaleza🔸
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🔸Recife🔸
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Vem aí! Esta é a capa da nossa nova revista, que chega dia 25 de janeiro. Já passou da hora de a gente parar pra pensar ...
15/01/2024

Vem aí! Esta é a capa da nossa nova revista, que chega dia 25 de janeiro. Já passou da hora de a gente parar pra pensar sobre o papel do setor cultural na emergência climática e a gente vai propor esse debate.

Por enquanto a revista vai ser distribuída gratuitamente em Belém (PA), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS) e Recife (PE). Em breve a gente divulga os endereços! E ela também vai estar disponível online pra todo mundo a partir do dia 25.

A ideia é que os conteúdos do Nonada cheguem a lugares que o online não alcança e se multiplique em espaços como bibliotecas comunitárias e centros culturais.

Reportagens de , , , , , , e

Ilustração: .negra

Junto com a revista, o Nonada também acaba de criar uma editoria específ**a pra intensif**ar nossa cobertura sobre cultura e clima. Mais detalhes no link que está na na bio.

Já fez sua meta de leituras esse ano? A gente convidou 9 escritores pra indicarem livros que valem a pena ler em 2024."C...
10/01/2024

Já fez sua meta de leituras esse ano? A gente convidou 9 escritores pra indicarem livros que valem a pena ler em 2024.

"Conceição Evaristo tece uma prosa poética e suas passagens lírica são um livro à parte para quem gosta de poesia. A escritora tem o dom de porém palavras o dengo, o banzo, o cafuné, a solidão, a loucura, a raiva, o perdão ", escreve Ana dos Santos.

Para Julia Dantas, "As pequenas mortes", de Wesley Peres, é "um exercício de estilo e também uma investigação sobre o valor (ou a banalidade) da vida."

Já Dalva Soares indica "Água Funda", de Ruth Guimarães, publicado em 1946, que "faz com a linguagem o mesmo que Sagarana, de Guimarães Rosa", publicado no mesmo ano.

Na da semana!

Clima na materia pra conhecer todos os livros. Link na bio

Foi lindo, Campinas! Na última sexta, concluímos a passagem do projeto Comunica: potencializando culturas locais por Cam...
27/12/2023

Foi lindo, Campinas! Na última sexta, concluímos a passagem do projeto Comunica: potencializando culturas locais por Campinas, com uma noite de estreia do documentário 'Bene, O Poeta Negro'. Produzido, escrito e dirigido pelos 31 alunes participantes do Comunica, o documento conta a história de Bene de Moraes, mestre da cultura popular que atua desde os anos 1970 na cidade.

Também teve lançamento de uma revista especial, mostra de fotos da fotógrafa Fabiana Ribeiro e comemoração desse projeto que vai deixar muita saudade.

Tudo que a gente pensou quando criou o projeto foi em trocar ferramentas e experiências pra que agentes culturais periféricos potencializem ainda mais a divulgação das culturas de seus territórios. Mas ganhamos muito mais do que isso: ganhamos conexões verdadeiras.

Obrigada a nossa parceira , aos mais de 40 profissionais que trabalharam no projeto e aos 31 participantes. Vocês são incríveis!

Como disse o mestre Bene em sua fala: " sigam fazendo cultura, as periferias precisam ter meios pra continuar fazendo cultura."

Endereço

Rua Garibaldi, 1261/401
Porto Alegre, RS

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