05/01/2026
Se existe algo que une as duas famílias, é o assunto passarinho 🦜🌿
Seja em um almoço à beira do fogão a lenha, ouvindo as histórias do Sr. Zezé, pai do Marcelo, ou durante uma corrida, em meio às conversas com o Sr. Luis, pai da Larissa, as memórias da infância sempre encontram um jeito de voltar. Elas vêm no canto melancólico da sabiá ou no anúncio estridente da seriema, “avisando que a chuva está chegando”.
Desde pequenos, crescemos ouvindo relatos de espécies que antes eram abundantes e desapareceram da região por causa da captura. Outras chegaram depois, se adaptaram ao nosso habitat e acabaram ficando — tornaram-se parte da paisagem, do cotidiano, da nossa história.
Acompanhar esse processo de mudança tão de perto nos faz refletir. Manter a prática de passarinhada aqui na fazendinha é também uma forma de conhecer melhor as espécies que vivem neste espaço e, consequentemente, fortalecer a preservação delas.
Passarinhar, para nós, vai muito além de observar ou registrar aves. É uma atividade que atravessa gerações, cria vínculos e constrói momentos cheios de afeto, memória e pertencimento.
Nesse último levantamento, tivemos a alegria de contar com a parceria do Silvander, ornitólogo e guia de observação de aves, que atua na nossa região e por todo o Brasil. Se você quiser conhecer mais sobre o trabalho dele, vale a pena acompanhar o
Esses registros foi ele quem fez aqui, e são apenas algumas das 121 espécies que encontramos nesse dia. Créditos das fotos: Silvander, 2026.
💬 E você? Qual passarinho marcou a sua infância? Conta pra gente nos comentários.
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