10/04/2026
13 DE MAIO DIA DA FALSA ABOLIÇÃO. 13 de maio dia Nacional de Denúncia contra o Racismo. A data de 13 de maio que ensinam nas escolas, a abolição não foi um ato “generoso” da princesa Isabel, muito menos um simples ato de assinar um documento chamado Lei Áurea. Reduzir os acontecimentos a isso, é diminuir a história de mais de 300 anos de lutas e resistência que o povo preto travaram contra a escravidão.13 de maio não fomos libertos. Nós nos libertamos.
Não houve concessão. Houve enfrentamento. Foram os corpos, as lideranças e as comunidades pretas/negras que forçaram o fim da escravidão neste país.
Zumbi dos Palmares, Dandara, Tereza de Benguela, Aqualtune e tantas outras e outros não esperaram a assinatura de ninguém. Assumiram, com coragem, a tarefa de romper correntes, fundar territórios livres, proteger vidas e afirmar humanidade diante de uma sociedade que as negava.
As revoltas como a Conjuração baiana, do Malês, Cabanagem, Balaiada, Farrapos, resultaram no Movimento Abolicionista, o primeiro movimento social nacional, composto por comerciantes, escravos, intelectuais, trabalhadores como sapateiros, ferroviários, tipógrafos, jangadeiros, negros e brancos e com apoio da população que se somaram ao coletivo para fortalecê-lo, pois concordavam com as ideias abolicionistas.
Aos poucos, o regime cedia algumas leis que estavam contra os interesses dos escravagistas, como a Lei do Ventre Livre (que consistia em que todo filho de escravo que nascesse seria livre a partir daquela data) ou a Lei dos Sexagenários (que dava liberdade aos escravos após os 60 anos de idade).
Todas essas medidas eram feitas para tentar conter o movimento abolicionista que tinha um caráter revolucionário.
Há uma ideia revisionista do dia 13 de maio que não contribui em nada para a luta ou para o movimento negro, aceitar essa ideia é negar o seu verdadeiro significado, é negar a resistência dos quilombos e Zumbi dos Palmares.
Sabemos que mesmo após a Lei Áurea, a população preta/ negra foi negligenciada, totalmente desamparada, sem terra, sem trabalho, foi jogada na sociedade sem recursos e humilhada, o povo preto saíram da escravidão e passaram a ser cidadãos de segunda categoria, inferiores perante a sociedade, e o resultado dessas ações ra***tas possuem reflexos até hoje.
A categorização do povo preto como um povo de 2ª categoria trouxe e continua trazendo grandes vantagens ao grande capital, instituindo o racismo que joga a população preta/ negra nas piores condições de vida, seja pela falta de infraestrutura como emprego, moradia, saúde, educação e serviços públicos em geral, seja pelo encarceramento e assassinatos pelas mãos das forças de repressão.
Assim, o povo preto foram obrigados a formar um exército de mão de obra barata, o que levou a um aumento da pressão sobre o conjunto da classe trabalhadora em sua luta por melhores condições de vida e salário.
Dizemos que “Racismo e capitalismo são as duas faces da mesma moeda”, como disse Steve Biko, líder da luta antirra***ta na África: O capitalismo não pode existir sem seus sistemas de opressão e por isso se utiliza dessa ideologia racial para dividir, oprimir e explorar mais a classe trabalhadora.
Sabemos que ainda temos uma longa caminhada para percorrer, principalmente porque o racismo não terá fim enquanto estivermos em um sistema podre como o capitalismo, que promove a barbárie e é segregacionista. É preciso continuar na construção da luta, da resistência como Zumbi e outros que tombaram nesse combate, como os abolicionistas que uniram a classe trabalhadora e impuseram o fim da escravidão. É tarefa central daqueles que não se renderam à ordem escravocrata e ra***ta!
Para verdadeiramente a classe trabalhadora conquistar a sua emancipação, pretos e pretas , se livrarem de todas as opressões deste sistema capitalista, temos que pôr abaixo as instituições burguesas ra***tas, transformar essa sociedade ra***ta, podre e doente em uma sociedade livre de exploração e de opressão.
Para acabar com o racismo e conquistar a emancipação é preciso REVOLUÇÃO! Quando se fala em cotas é para reparar todo esse período da escravidão e do atraso que isto gerou a população negra. 13 de maio em que é lembrada a FALSA ABOLIÇÃO da escravidãco é preciso retomar a reflexão de que a liberdade só pode ser plena se for conquistada por nossas mãos.13 DE MAIO FOI E É RESULTADO DA LUTA PRETA PELA LIBERDADE!
A "ABOLIÇÃO" AINDA NÃO ESTÁ ACABADA: A LUTA AGORA É POR DIGNIDADE, RESPEITO E CIDADANIA .13 de maio abolição inacabada.
Após a abolição da escravatura (1888) pretos e pretas ficaram sem qualquer tipo de reparação, emprego e moradia.
Uma abolição inacabada, uma liberdade incompleta, assim foi a história da abolição da população negra/ preta escravizados no Brasil.
Isso contribuiu para que o povo preto se tornassem as principais vítimas das mazelas sociais.
Portanto, nesta data 13 de maio, reafirmamos que reparação é fundamental para construir igualdade! Neste sentido, é preciso resgatar a luta das comunidades quilombolas a brava resistência de pretos e pretas contra a escravidão. Esta é a história a ser contada, relembrada e que deve nos inspirar na luta contra os capatazes e a casa grande de hoje atualmente. O racismo continua enraizado o silêncio diante do racismo é uma forma de conivência. É nosso dever educar, incentivar o diálogo e denunciar ações ra***tas. RACISMO É CRIME. AUTORA DO TEXTO :
PROFESSORA ELIZONEIDE RODRIGUES (AFRO INDÍGENA)