A Cia Casa 407 concentra sua investigação artística na linguagem do circo, do teatro popular e do teatro rua. Composto por artistas mulheres que atuam como atrizes e palhaças, o coletivo debruça a temática de sua produção artística sobre a discussão do feminino na sociedade. Hoje, o maior objeto de debate pesquisado pela Casa 407 reside, portanto, no papel dado à mulher pelos padrões de comportame
nto oriundos de uma cultura que nasce do patriarcado, bem como o aspecto opressor e violento dessa estrutura social. Assim, através de rodas de circo-teatro com a apresentação de números autorais, da palhaçaria clássica e de espetáculos de teatro popular e de rua, as artistas trocam com o público de forma cômica e questionadora. Em sua pesquisa, a Casa 407 procura mesclar essas manifestações artísticas, mergulhando também no estudo aprofundado da cultura popular brasileira, da música e das artes circenses em geral - tal qual a palhaçaria, o jogo com malabares, acrobacias, equilíbrio, portagens, mágicas e aéreos. Fundado em maio de 2014, o coletivo vem se aprofundando no teatro de rua a fim de encontrar um canal de construção estética capaz de promover a democratização da sua arte e comunicação, além de um desligamento do recinto teatral tradicional. A casa 407 encontrou no teatro de rua o anseio de aproximar-se do público através de uma recriação do espaço cênico, permitindo uma participação mais ativa da plateia na estrutura do espetáculo, que influi diretamente no percurso do trabalho, tornando-se parte fundamental dele.Hoje, a Casa 407 tem em seu repertório artístico a esquete “O Defunto” de Rene De Obaldia, que participou de importantes festivais como “Breves Cenas de Teatro”(2014), Fetaerj (2014), “Festival de Esquetes de Novo Hamburgo” (2014) - no qual recebeu indicação ao prêmio de melhor atriz às integrantes; o espetáculo “Casmurro” (2015), inspirado na obra “Dom Casmurro” de Machado de Assis e realizado através de financiamento coletivo crowdfunding; a roda de palhaças “Empalhaçadas” (2016); a esquete “O Mosquito” e a esquete “Empoeiradas”, que participou do Festival Internacional de Comicidade Feminina “Esse Monte de Mulher Palhaça”(2016), realizado pelo grupo de mulheres palhaças “As Marias da Graça”.