Manaus Sorriso

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"O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer." - Albert Einstein Propósito Primordial: Promover o Patrimônio Histórico Cultural objetivando identificar a sociedade manauara com os legados materiais e imateriais históricos e desenvolver uma estrategia de conservação, restauração e reconstrução de todo o Patrimônio da Cidade.

Praça da Polícia_Década de 1940 - Flagrante capturado nos jardins da histórica "Praça da Polícia", então denominada ofic...
21/12/2025

Praça da Polícia_Década de 1940 - Flagrante capturado nos jardins da histórica "Praça da Polícia", então denominada oficialmente Praça João Pessoa, e, desde 1953, Praça Heliodoro Balbi. Na imagem, capturada na década de 1940 e extraída de um álbum de família, vemos três graciosas moças e duas crianças posando para o fotógrafo diante do belíssimo coreto de ferro ao centro da praça. São elas, da esquerda para a direita, as jovens Ida, Cordélia e Alda Carioca, filhas do casal João e Isaura Carioca, e sobrinhas-netas do cearense Manoel Vicente Carioca, um dos maiores seringalistas do Amazonas durante o Ciclo da Borracha, proprietário de nada menos que 25 seringais espalhados ao longo da calha do Rio Juruá e de seus afluentes, no sudoeste do estado. As crianças, identificadas na foto original como Moacir e Isaura, são sobrinhos das moças, filhos de um irmão (ou irmã) das três.

Ao longo de mais de um século, os jardins à francesa da Praça da Polícia - constituídos a partir da grande reforma do logradouro, empreendida entre 1906/1907 pelo então prefeito, Adolpho Lisboa - serviram de cenário para inúmeras fotografias de crianças, jovens, casais e famílias, capturados pelos fotógrafos ambulantes (os chamados "lambe-lambe") que exerciam sua profissão ao ar livre, oferecendo diariamente seus serviços aos transeuntes que, despreocupadamente, flanavam nas horas finais da tarde pela pelas principais praças e avenidas de Manaus. Profissionais anônimos, na maioria dos casos, mas que contribuíram com sua arte para enriquecer dezenas de álbuns de retratos e infinitas memórias de gerações de manauaras, por décadas a fio.

Destaques: O projeto paisagístico da Praça da Polícia é de autoria do botânico e paisagista francês Oscar Lebroy, que a concebeu nos moldes de um bosque natural, com canteiros sinuosos sombreados por frondosas árvores e arrematados por um lindo espelho d´água cruzado por uma ponte de alvenaria tratada à moda rústica, a fim de imitar troncos de madeira. O coreto, assim como o pequeno chafariz do lago e o grupo escultórico da praça, composto por três estátuas representando figuras da mitologia greco-romana e um javali em luta com um cão, são verdadeiras obras e arte e foram todos importados da França, sendo peças extraídas do catálogo da célebre fundição Val D´Osne, uma das maiores indústrias de objetos decorativos em ferro, ativa entre o final do século XIX e a primeira metade do século XX. São relíquias de um tempo de riqueza e de bom gosto, e, como tal, devem ser sempre objeto de zelo e de respeito por parte da Municipalidade e dos munícipes.

FONTE: Manaus Sorriso. Fotografia contida no livro "Nossas Raízes" (Premius Editora, 2014), de autoria de Greice Maria da Fonseca Carioca, que aborda as origens da família da autora.

Avenida Joaquim Nabuco_1977 - Aspecto da importante via central tomado no trecho em frente ao Hospital da Sociedade Port...
08/11/2025

Avenida Joaquim Nabuco_1977 - Aspecto da importante via central tomado no trecho em frente ao Hospital da Sociedade Portuguesa Beneficente (cujo muro é visto parcialmente, à esquerda), entre as ruas 24 de Maio e 10 de Julho. Destaque para o calçamento original da via, em "pedras jacaré" (arenito regional), entrevisto ainda em parte da pista não-asfaltada; junto com uma pequena seção em paralelepípedos de granito, na parte da rua que conduz ao portão de entrada do hospital. Observe-se ainda o grande número de veículos de modelo Fusca, de diversas cores, um ícone automobilístico da segunda metade do século XX e que chegou a ter enorme popularidade em todo o Brasil, produzido pela sucursal nacional da montadora alemã Volkswagen.

No lado direito da avenida, é possível notar um grupo de bonitos casarões residenciais remanescentes dos grandes dias da borracha, três dos quais seriam demolidos nos anos subsequentes para a expansão do prédio do Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos (ICBEU), tradicional escola de língua inglesa, fundada em 1958 e instalada na Joaquim Nabuco desde 1969. Dentre esses imóveis, chama a atenção o bonito sobrado de porão alto e dois pavimentos que, no passado distante, pertenceu ao medico Antônio Barreto Praguer (pai da famosa cantora e violonista Olga Praguer Coelho); e, depois, à família Pazuello, de origem judaica. Um pouco à frente deste casarão, vemos outra casa, mais baixa e também muito bonita, com duas sacadas de ferro na varanda. É a única do grupo que ainda se mantém intacta até os dias atuais. Nela funcionou, durante os anos 80/90, o Liceu Esther Mello, uma escola de pintura dirigida pelo talentoso artista plástico amazonense (nascido em Itacoatiara) Anísio Mello, já falecido, que a batizou com o nome de sua mãe.

A Avenida Joaquim Nabuco - originalmente chamada de Estrada de Nazareth, e depois Estrada Correia de Miranda, nos tempos provinciais - foi, durante várias décadas, o grande eixo residencial do centro de Manaus, permeada em toda a sua extensão, desde a beira do Rio Negro até o antigo bairro de Alto de Nazareth (no trecho compreendido após a Rua Tarumã), por residências de algumas das famílias mais tradicionais da cidade, que nela habitaram por gerações, até meados dos anos 1970, quando começou a sofrer um esvaziamento populacional em detrimento do comércio e das repartições que nela começaram a se instalar paulatinamente, especialmente em sua parte mais baixa. Atualmente, ainda é uma via das mais importante para a fluidez do intenso tráfego da área central, e, a despeito de não mais ostentar o prestígio do passado, ainda serve de endereço para importantes instituições públicas e privadas, como a Arquidiocese de Manaus, o Colégio Santa Doroteia, os já citados ICBEU e Hospital Português (Beneficente), a Universidade Laureate, a Casa Funerária Almir Neves, o Hospital SAMEL e a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM).

FONTE: Acervo da 'fan page' do jornalista Amadeu Hermes. Fotografia de James Rowan.

Cais do Porto_1907 - Aspecto do cais tomado a partir da lateral leste da Rua Monteiro de Souza, defronte ao prédio da en...
02/10/2025

Cais do Porto_1907 - Aspecto do cais tomado a partir da lateral leste da Rua Monteiro de Souza, defronte ao prédio da então Loja Lagotellerie & Cia., vendo-se em primeiro plano parte de um dos pequenos jardins da Praça IX de Novembro. Ao fundo, em destaque, os recém construídos armazéns alfandegados nº 5 e nº 6 da empresa inglesa Manáos Harbour Limited responsável pela construção e administração do cais do porto a partir de 1902. À época, a estação dos bondes era na Praça IX de Novembro(a mais antiga praça de Manaus) onde os bondes chegavam via rua Governador Vitório. Destaques: Os dois históricos registros mostram um dos logradouros mais importantes dos primórdios da cidade de Manaus - no lugar ocupado pelo novo armazém nº 0, visto ao centro de um dos registros, funcionou o emblemático "porto de lenha" da cidade transferido, em função da construção do cais, para o início de rua Visconde Mauá onde continuou funcionando até ser desativado. À leste do "porto de lenha" foram construídos no exato local onde existiu o lendário Forte de São José do Rio Negro, o Trapiche XV de Novembro e a Casa do Tesouro. Fonte: Manaus Sorriso - Foto: a.s.d.

Praça Oswaldo Cruz_1906 - Aspecto da praça capturado defronte dos recém-construídos Armazéns nº 9 e nº10 da 'Manáos Harb...
27/09/2025

Praça Oswaldo Cruz_1906 - Aspecto da praça capturado defronte dos recém-construídos Armazéns nº 9 e nº10 da 'Manáos Harbour Ltd.' com o artístico chafariz, importado da Escócia, visto em primeiro plano. Instalado, em 1896, no centro de uma base hexagonal, o majestoso mobiliário foi uma das últimas obras a serem inauguradas na gestão estadual Eduardo Ribeiro (1891-1896). Destaques: É possível observar que o prédio da firma exportadora alemã "Zarges, Ohliger & Cia"(antiga "Dussendschön Zarges & Cia"), visto na margem direita da foto, passava por obras de remodelação. Este ângulo privilegiado proporcionou aos fotógrafos, ao longo das décadas, diversos registros fantásticos deste trecho da praça e da Avenida Eduardo Ribeiro com destaque ao belíssimo sobrado de quatro pavimentos, à época recém- construído pela firma comercial 'B. Levy & Cia' e posteriormente adquirido pelo governo federal para abrigar a sede do Correio Central, que aí funcionou a partir de 1921. Em 1929, no trecho da avenida em frente ao prédio, seria inaugurado o Relógio Municipal. Fonte: Manaus Sorriso - Foto: Marco di Panigai

Foz do Igarapé de Educandos_1906 - Aspecto do então pitoresco recanto capturado próximo à foz do Igarapé de Monte Cristo...
24/09/2025

Foz do Igarapé de Educandos_1906 - Aspecto do então pitoresco recanto capturado próximo à foz do Igarapé de Monte Cristo onde a margem esquerda do mesmo banhava a desaparecida Ilha de Monte Cristo - atracadouro seguro que abrigava muitas embarcações que aportavam na cidade. O flutuante visto na foz do Igarapé de Educandos pertencia a tradicional "Serraria Sá". É possível ver apenas o extremo sul da ilha uma vez que dependendo da estação do ano grande parte da mesma ficava submersa. Destaques: Ao fundo tem-se uma belíssima panorâmica da Colina de Bela Vista (Educandos) ainda com parte da cobertura vegetal preservada e abrigando o casarão do antigo Instituto Amazonense de Educandos Artífices, então Instituto de Artes e Ofícios e no extremo da margem direita parte da pequena restinga, ainda coberta pela vegetação original, hoje conhecida como praia da Ponta Branca. O histórico registro mostra uma das catraias usadas para o transporte de passageiros e passeios recreativos pelos igarapés e orla do Rio Negro Fonte: Manaus Sorriso - Foto: Marco di Panigai

Praça Oswaldo Cruz_1907- Aspecto panorâmico da tradicional "Praça da Matriz"  tomado do alto de um dos prédios situados ...
21/09/2025

Praça Oswaldo Cruz_1907- Aspecto panorâmico da tradicional "Praça da Matriz" tomado do alto de um dos prédios situados no início da avenida Eduardo Ribeiro. Ao fundo, à esquerda do quiosque provisório da entrada do porto, vê-se o prédio do canteiro de obras da 'Manáos Harbour Ltd.'- empresa inglesa responsável, a partir de 1902, pelo andamento das obras de construção do cais - com o término das obras este prédio foi demolido. À direita o grande armazém de cabotagem número 10(posteriormente dividido em armazéns nº 9 e nº 10). Destaques: Chama a atenção o grande movimento de carroças e de estivadores portuários - muitos deles cidadãos estrangeiros (portugueses e italianos, principalmente) - em sua labuta diária junto à entrada do 'Roadway', com seus indefectíveis carrinhos de mão vistos à esquerda, em primeiro plano, usados para o transporte das cargas. Fonte: Manaus Sorriso - Foto: a.s.d.

Praça General Osório_1906 - Bonito aspecto da extinta praça da região central, tomado da alameda diagonal nordeste-sudoe...
20/09/2025

Praça General Osório_1906 - Bonito aspecto da extinta praça da região central, tomado da alameda diagonal nordeste-sudoeste, iniciada defronte ao cruzamento da rua José Clemente e Avenida Epaminondas com término em frente ao grande coreto. O traçado dos jardins era do início do século XX, quando o logradouro passou por trabalhos de paisagismo, que incluiu a instalação do coreto - todo trabalhado na técnica paisagística conhecida em francês como 'rocaille' (cimento trabalhado em modo rústico, simulando elementos vegetais); e o plantio de diversas mudas de mulateiros, palmeiras, arbustos regionais e algumas espécies de arvores exóticas - como a belíssima palmeira "rabo de peixe". Na gestão municipal Adolpho Lisboa (1904-1907) a praça recebeu novos melhoramentos como a instalação de um mictório em ferro fundido. Em 1938, ano em que a praça ainda mantinha seu traçado original, houve a infeliz decisão de arrasá-la totalmente para dar lugar a uma praça esportiva, dotada de campo de futebol, uma pista de atletismo com vetor de treinamento militar e um parque aquático com trampolim a serem compartilhados entre o Exército e a população da cidade. Para tanto, a arborização foi removida e o mobiliário urbano destruído, inclusive o belíssimo coreto de estrutura rústica e cobertura em forma de palma. Em 1971 seria definitivamente doada ao Exército Brasileiro pela Prefeitura de Manaus, permanecendo o espaço até hoje como área militar restrita, o que não mais se justifica nos tempos atuais. Destaques: A decisão de retirar este espaço público para uso privado impôs perda irreparável ao patrimônio e a história da cidade demandando inadiável revisão. Decorridos quase noventa anos desse verdadeiro atentado urbanístico, pode-se afirmar, com convicção, que nenhum plano de revitalização do centro histórico de Manaus estará completo se a reconstrução da saudosa Praça General Osório não estiver incluída. Cabe ao Exército Brasileiro, parceiro da destruição e hoje o único beneficiário de tal desmando, contribuir para a reconstrução deste espaço icônico prematuramente desaparecido. Fonte: Manaus Sorriso - Foto: Marco di Panigai

Praça de São Sebastião e Teatro Amazonas_1906 - Aspecto parcial da belíssima Praça de São Sebastião vista, no mês de mai...
19/09/2025

Praça de São Sebastião e Teatro Amazonas_1906 - Aspecto parcial da belíssima Praça de São Sebastião vista, no mês de maio daquele ano, por ocasião da visita do presidente Affonso Pena ao Amazonas. A fundo vê-se o imponente Teatro Amazonas ainda ostentando na lateral direita da fachada a cartela de José de Alencar. O histórico registro mostra o perímetro da praça ainda sem arborização(plantada somente em 1917) e a exuberante arborização, à época, do perímetro da rua 10 de Julho. Destaques: A construção do Teatro Amazonas foi proposta por um projeto de lei de 1881, de autoria do Deputado Estadual A. J. Fernandes Júnior. Em 1883, o projeto arquitetônico foi elaborado pelo Gabinete Português de Engenharia e Arquitetura de Lisboa. O inicio das obras ocorreu em 1884, mesmo ano do lançamento da Pedra Fundamental, mas foram paralisadas entre os anos de 1886 e 1893 e retomadas durante a gestão estadual Eduardo Ribeiro (1891-1896) quando foram impulsionadas pela liberação dos recursos aprovados no Governo Imperial. Com as obras ainda inacabadas, em 31 de dezembro de 1896, na recém empossada gestão estadual Fileto Pires (1896-1898), foi inaugurado em pomposa cerimônia com a honrosa presença do ex-Governador Eduardo Ribeiro (1891-1896). Fonte: Manaus Sorriso - Foto: Marco di Panigai

Rua Barroso_1906 - Aspecto da centenária via capturado, no final de junho de 1906, por ocasião da visita, ao Amazonas, d...
18/09/2025

Rua Barroso_1906 - Aspecto da centenária via capturado, no final de junho de 1906, por ocasião da visita, ao Amazonas, do presidente da republica Affonso Augusto Moreira Pena. A frente vê-se o belíssimo palacete, outrora localizado bem no meio do quarteirão entre as ruas Saldanha Marinho e 24 de Maio. Construído no início do século XX, no talude da margem direita da principal nascente do Igarapé do Espírito Santo, não se sabe quem foi o proprietário original do casarão, embora haja especulações nesse sentido - com bastante probabilidade, a julgar por sua imponente tipologia arquitetônica, para servir de residência de algum membro da elite manauara. Em março de 1909 passou a abrigar a luxuosa "Pensão Moderna" - tradicional estabelecimento hoteleiro da cidade comandado pelo famoso 'chef de cuisine' francês Edouard Lafforgue. A "Pensão Moderna" funcionava desde 1905, quando instalou-se à Rua Marcílio Dias e posteriormente à Avenida Eduardo Ribeiro. Além dos serviços de hospedaria, o estabelecimento oferecia serviços completos de 'buffet', à época, chamado de "banquete"; atendia pedidos de refeições prontas, em domicílio, 24 horas, em quaisquer pontos da cidade. O novo prédio da Rua Barroso foi construído com instalações apropriadas à hotelaria em virtude de seus grandes salões e possuía, na parte dos fundos, um pátio coberto destinado a conferências, palestras e banquetes de luxo frequentados pela elite de então. Em 1911, auge da "belle époque" manauara, a "Pensão Moderna" foi vendida para o também comerciante francês Louis Daumalle, que administrou o estabelecimento até 1914, quanto faliu em virtude da eclosão da I Guerra Mundial e do subsequente início do fim do Ciclo da Borracha. Em 1913 ocorreram dois grandes eventos historicamente importantes na "Pensão Moderna": 1) o banquete oferecido pela colônia francesa aqui residente à tripulação do Cruzador "Descartes", da Marinha de Guerra francesa que visitava a cidade. Estiveram presentes Waldemar Pedrosa, representando o governo do Estado; e o então prefeito Jorge de Moraes (1911-1914) representando a Municipalidade, além de autoridades civis e militares; e, 2) a recepção e hospedagem oferecida à "Comissão Boliviana de Limites com o Brasil" em sua passagem pela cidade. Neste mesmo ano foi construído no terreno dos fundos um espaço para patinação artística, destinado à elite amazonense. Posteriormente ao encerramento das atividades hoteleiras, abrigou por alguns anos a sede da Associação dos Comerciantes do Amazonas. Destaques: A partir de novembro de 1924, passa a ser a sede do Atlético Rio Negro Clube, que nele permaneceu por exatos 18 anos, até a construção de sua sede própria, na Praça da Saudade, inaugurada em novembro de 1942. Esta foi, sem dúvida, a fase mais gloriosa do palacete da Barroso, que, nesse período, entrou definitivamente para o calendário social da cidade, servindo de cenário para numerosos eventos (almoços e jantares de gala, conferências, solenidades, festas de aniversário e memoráveis bailes de carnaval) oferecidos em seu amplo salão térreo, cujo destaque era seu lindo e bem encerado assoalho em acapu e pau-amarelo, como revelam muitas fotografias de época. A partir de 1947 abrigou a sede da União dos Estudantes do Amazonas, posteriormente incorporada à UNE (União Nacional dos Estudantes). No início dos anos 70, o prédio começou a apresentar sinais de abandono e logo entraria em ruínas, após ter sido desocupado pela histórica agremiação estudantil, extinta em 1967 pela ditadura militar instaurada a partir de 1964, como represália por ter apoiado as reformas educacionais propostas pelo presidente João Goulart, deposto pelos militares por suas supostas tendências “esquerdistas”. Antes de seu melancólico fim, passou anos reduzido a não mais que uma fachada arruinada, totalmente coberta pela vegetação natural que brotava na alvenaria como fruto do abandono. Entregue “às traças”, foi demolido em 1984, sob pretexto de que o prédio ameaçava os transeuntes da via, e sob protestos dos movimentos estudantis, que desejavam recuperá-lo para nele reinstalar a sua sede histórica, já no contexto do período de transição que culminou no fim da ditadura de 21 anos. Ao fundo, à direita, é possível observar o prédio que serviu de embrião ao formoso palacete que hoje conhecemos como "Castelinho" da Barroso. Fonte: Manaus Sorriso - Foto: Marco di Panigai

Avenida Eduardo Ribeiro_1901 - Aspecto tomado do alto da Igreja de Nª. Sª. da Conceição mostrando o recém criado trecho ...
13/09/2025

Avenida Eduardo Ribeiro_1901 - Aspecto tomado do alto da Igreja de Nª. Sª. da Conceição mostrando o recém criado trecho da principal avenida da cidade onde em 1929 seria erigido o icônico Relógio Municipal. Com exceção dos novíssimos prédios vistos à margem esquerda e no extremo sul do histórico registro o restante é anterior às obras de aterramento do extinto Igarapé do Espirito Santo e as fachadas principais eram voltadas para a Rua Marechal Deodoro(antiga Rua do Imperador). Este é o caso do casarão assobradado situado na quina sul da Rua Theodoreto Souto(antiga Rua Formosa), em estilo colonial português, com um pátio ao centro e janelas do tipo guilhotina, à moda dos antigos casarões das cidades históricas de Minas Gerais. A entrada, pelo muro de arrimo, voltada para a nova avenida era um primitivo porto existente no local. Na quina defronte vê-se, ainda vazio, o terreno onde, em 1904, seria construído o belíssimo sobrado de quatro pavimentos da firma B. Levy & Cia, posteriormente adquirido pelo governo federal para abrigar a sede do Correio Central, que aí funcionou a partir de 1921. Destaques: A urbanização desse trecho da Avenida Eduardo Ribeiro ocorreu durante a gestão estadual do próprio Eduardo Gonçalves Ribeiro (1891-1896). O histórico casarão abrigou, por décadas a fio, a tradicional loja de materiais de construção "Eletro-Ferro S/A" e a sede da construtora Eletro-Ferro, ambas pertencentes ao grupo I. B. Sabbá. A Eletro-Ferro Construções S/A. foi a firma responsável pela construção do Hospital Militar de Manaus no bairro da Cachoeirinha. Nas décadas de sessenta e setenta também abrigou uma das mais conhecidas lojas de autopeças da cidade a Loja Farol. Infelizmente, o antigo casarão foi demolido em 1978 para a construção do edifício do "Shopping Socilar". Fonte: Manaus Sorriso - Foto: George Huebner.

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