Tony dos Santos

Tony dos Santos Página destinada para vivenciar o cotidiano com poesia, literatura, arte e sensibilidade

13/04/2023
13/04/2023

Se você acha que trabalha demais, lembre-se:

Esse cara morreu trabalhando, foi ressuscitado para voltar a trabalhar!

19/07/2021

ÂNSIA
(Tony dos Santos)

É uma noite de silêncios,
Perdido dentro de um vazio que se expande,
Cavado com o fogo da fúria que me consome,
Expondo os ossos das minhas unhas e dentes.

Abalado por ser eu e por me sentir eu,
Ansioso pelo fim do inverno que molha a alma e esfria o coração
Dividido entre o corpo e a mente.

Me frustro na tentativa de sorrir.
Sorrio para o nada e me alento no esplendor do horizonte...
Belo, inexpressível e distante.

Como se sente saudades do que nunca existiu?

Talvez, amigo, a saudade é dor que arregaça a alma e deixa ela dormente.
Talvez, amigo, o que queremos está longe, mas nem sempre o que queremos é o que precisamos.
Talvez, amigo, o que precisamos é o que não queremos...
Queremos amor,
Amizade,
Liberdade,
O mundo,
E esquecemos de querer a Vida!

A vida é cara, amigo.
Tudo é caro!
Até um sorriso na madrugada aguardando uma singela e simples despedida.

Me despeço de mim,
Da noite,
Da rotina que por muito tempo me devora,
Me consome.

Me assombro com meus fantasmas mal adormecidos,
Comprimidos entre meus sonhos e esperanças,
Apavorados pelas minhas ânsias de te ver bem,
Alegre,
E comigo.

Comigo, não esqueça, há mágoas!
É preciso coragem para enfrenta-la após uma madrugada fria e assombrosa.
É preciso dignidade para acordar n’outro dia de cabeça erguida e fingir felicidade,
Ou dá um passo para um futuro inexistente.

Comigo, não esqueça, há raiva!
Há fúria de mim e do mundo.
Há fúria de mim e de tudo o que me toca,
Que me marca,
Que me consola.

Comigo, não esqueça, há temor!
Temo por mim, e por mim temerei sempre.
Estou sempre dando passos nos espinhos após arrancar as flores
Que alguém plantou em meu caminho em dias quentes.

Então, disfarça o brilho dos olhos de lágrimas.
A cada amanhecer faz tua aurora.
Entrega-se a ti mesmo a cada hora,
E não esqueça de aconchegar os teus fantasmas que zelam por ti.

23/05/2021

COMO MORRE DE VELHICE OU DE ACIDENTE - CECÍLIA MEIRELES

Como se morre de velhice ou de acidente...

Como se morre de velhice
ou de acidente ou de doença,
morro, Senhor, de indiferença.

Da indiferença deste mundo
onde o que se sente e se pensa
não tem eco, na ausência imensa.

Na ausência, areia movediça
onde se escreve igual sentença
para o que é vencido e o que vença.

Salva-me, Senhor, do horizonte
sem estímulo ou recompensa
onde o amor equivale à ofensa.

De boca amarga e de alma triste
sinto a minha própria presença
num céu de loucura suspensa.

(Já não se morre de velhice
nem de acidente nem de doença,
mas, Senhor, só de indiferença.)

Cecília Meireles

EM HOMENAGEM AS VÍTIMAS DO COVID-19

12/05/2021

EXPECTATIVAS
(Tony dos Santos)

Ninguém cria expectativas do nada.
Sempre esperamos algo de alguém ou de alguma coisa.
Uma hora estamos esperando ansiosos o ponteiro do relógio correr pelo campo minado,
Em outra, estamos sentados batendo o pé e o cotovelo.

Às vezes queremos do lado a pessoa certa, e esquecemos de ser essa pessoa.
Às vezes queremos estar próximos nas distâncias, mas estamos distantes quando estamos próximos.
Às vezes queremos só estar, só ter, só sentir.
Às vezes queremos só estar conosco mesmo.

No ponteiro do relógio, como em um mergulho de sereia,
Abrimos distensão na perna que nos impede de andar.
Nem sempre o caminho que andamos é certo,
Nem sempre a bifurcação é vista,
Por isso a distensão vem.
Ela é necessária,
Não se distraia!

Centramos nossas esperanças e nos apegamos a livros, canetas e sonhos.
Esperamos o ônibus,
Imaginamos aviões e praias bonitas com coqueiros e redes de vôlei.
Esperamos pelo outro na dobrada da vida, ou que o destino seja piedoso.
Nossas mãos soam.
O passado nunca está longe da gente.
Estamos vivos, mas nada nos impede de estarmos mortos por dentro.
Se até os santos morrem, quem dirá a gente?

Às vezes esperamos um amigo para um chá,
Um café sem açúcar, ou um vinho gelado com azeitonas.
Às vezes queremos baladas, festas e São João.
Aí, que esquecemos o natal:
A festa da união, da fraternidade, da vida.

E eis que continuamos na saga em busca de algo para acreditar.
Palavras são ditas, toques sentidos, vidas transpassadas.
Mas não nos abrimos para as amizades que deveriam surgir.
Na vida somos todos amantes de boas experiências,
Mas porque só nos apegamos as más?
Não se distraia principalmente com isso.

Cada pessoa tem um passo a ser dado.
Um de cada vez, recomendo.
Cada sonho sonhado deve ser cultivado, realizado, protegido.
Se vidas importam, não se distraia também nisso.

Somos frutos então de que árvore?
Somos frutos de pesadelos.
Evitamos aquilo que nos causa medo,
Pavor,
Desesperança.

Na vida, não se distrair é um dom.
É mais que isso, aliás.
É uma habilidade.
Então, não se distraia!

Se não criamos expectativas sobre as coisas, sobre as pessoas, sobre a vida,
Por que o silêncio que ensurdece?

Na vida somos sons!
Na vida somos toques!
Na vida somos experiências,
sentidos,
angustias,
distração...
Por isso, não se distraia!

Entre escolhas e expectativas,
Como um bom e silencioso admirador do nascer e do pôr do sol,
Recomendo que fique com o acontecimento.
Então, não se distraia!

11/04/2021

Supresaaaa!

Fiquei extremamente emocionado com esse presentinho inesperado, cheio de afeto e gatilho para boas sensações e inesquecíveis lembranças!

Te amo muito, amiga Bruna!

De tantas outras identidades, de tantas outras sensações. Campos! 🌹🥰
09/04/2021

De tantas outras identidades, de tantas outras sensações. Campos! 🌹🥰

Álvaro/Fernando/de tantos nomes, versos e sentidos.
07/04/2021

Álvaro/Fernando/de tantos nomes, versos e sentidos.


Cecília 🥰
07/04/2021

Cecília 🥰

Mané! 🥰
07/04/2021

Mané! 🥰

24/02/2021

ESTRELAS (TONY DOS SANTOS) - RECITADO

Academia de malhar músculos também frequentei
Mas a que malha o cérebro é bem mais dolorosa,
Incomoda,
Causa náuseas as vezes,
Em outras, empobrece.

A academia é para aqueles que tem brilho próprio de repugnância,
Humildade é critério para esnobação,
Pobreza é critério para assistir ao show de longe,
Bem longe!

Eu me questiono se vale mais a pena malhar os músculos ou o cérebro.
Uma hora estamos perdidos entre senhores e senhoras de cultos linguajás,
Em outra, estamos perdidos em meios a gritos e sussurros de desesperos em busca de beleza que atrofia.

Inteligência não atrai!
Elegância? sempre é bom ter na academia.
E por isso que fico de fora, pois não sou belo,
Não sou elegante,
Não tomo vinho nem como peixe no meio de semana,
Só na Semana Santa,
Peixe de freezer e vinho morgado de quinta.

Não sou culto o bastante para estar entre eles,
E forte o bastante para estar entre os belos.
Não sou culto e nem belo,
Por isso que estou ansioso e perdido.

Me encontro nos arquivos, mas me perco nas letras,
Nas escritas de mim e dos outros,
Nas palavras que se formam em minha cabeça a cada parágrafo escrito,
E em cada leitura findada.

Entre eles, não sou nada,
Nem belo,
Nem culto,
Nem de letras.

Interessante que todos são sensíveis,
Delicados,
Com vinhos entre os dedos,
Caneta nas orelhas e pernas cruzadas.
Nem isso sei fazer,
Cruzar as pernas,
Só cruzo os braços.

Tudo caro, meu caro!
Um sorriso é caro,
Um afeto é caro,
Um conselho é caro,
Tem que ser muito estrela para vislumbrar o brilho dos eleitos.

Tudo é caro,
As relações são caras,
As caras são caras,
As letras são caras,
Tem que ser muito humilde para aceitar o brilho dos que lhe ofuscam
Mesmo sem terem luz própria.

Sonho sempre com isso,
Estar entre as estrelas para oferecer luz,
Mas antes disso, apagaram a minha.
Tiraram de mim a caneta,
Os livros,
A fantasia,
Deixaram apenas a tristeza de um acadêmico pobre,
No fim da linha.


19/02/2021

ESTRELAS
(Tony dos Santos)

Academia de malhar músculos também frequentei
Mas a que malha o cérebro é bem mais dolorosa,
Incomoda,
Causa náuseas as vezes,
Em outras, empobrece.

A academia é para aqueles que tem brilho próprio de repugnância,
Humildade é critério para esnobação,
Pobreza é critério para assistir ao show de longe,
Bem longe!

Eu me questiono se vale mais a pena malhar os músculos ou o cérebro.
Uma hora estamos perdidos entre senhores e senhoras de cultos linguajás,
Em outra, estamos perdidos em meios a gritos e sussurros de desesperos em busca de beleza que atrofia.

Inteligência não atrai!
Elegância? sempre é bom ter na academia.
E por isso que fico de fora, pois não sou belo,
Não sou elegante,
Não tomo vinho nem como peixe no meio de semana,
Só na Semana Santa,
Peixe de freezer e vinho morgado de quinta.

Não sou culto o bastante para estar entre eles,
E forte o bastante para estar entre os belos.
Não sou culto e nem belo,
Por isso que estou ansioso e perdido.

Me encontro nos arquivos, mas me perco nas letras,
Nas escritas de mim e dos outros,
Nas palavras que se formam em minha cabeça a cada parágrafo escrito,
E em cada leitura findada.

Entre eles, não sou nada,
Nem belo,
Nem culto,
Nem de letras.

Interessante que todos são sensíveis,
Delicados,
Com vinhos entre os dedos,
Caneta nas orelhas e pernas cruzadas.
Nem isso sei fazer,
Cruzar as pernas,
Só cruzo os braços.

Tudo caro, meu caro!
Um sorriso é caro,
Um afeto é caro,
Um conselho é caro,
Tem que ser muito estrela para vislumbrar o brilho dos eleitos.

Tudo é caro,
As relações são caras,
As caras são caras,
As letras são caras,
Tem que ser muito humilde para aceitar o brilho dos que lhe ofuscam
Mesmo sem terem luz própria.

Sonho sempre com isso,
Estar entre as estrelas para oferecer luz,
Mas antes disso, apagaram a minha.
Tiraram de mim a caneta,
Os livros,
A fantasia,
Deixaram apenas a tristeza de um acadêmico pobre,
No fim da linha.

Endereço

Guarabira, PB
58200000

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Tony dos Santos posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar