04/05/2020
Todas os tipos de exercício físico são mais eficientes do que não realizar nenhum exercício físico para tratar a dor lombar, e não há evidências da existência de um tipo que seja superior as demais para este fim. Logo, não há exercício mais indicado, o indicado é fazer exercício independente de qual seja.
Estima-se que aproximadamente 80% da população sofra de dor nas costas em algum ponto de suas vidas (FURTADO, 2014). Não é coisa de “velho”. E os relatórios de dor na região lombar frequentemente mencionam que 85% dessas dores são de causa desconhecida, o que chamamos de DOR LOMBAR INESPECÍFICA. É sobre este tipo de dor lombar que vamos tratar neste post.
Slade (2006) demonstrou, em uma revisão sistemática, que exercício de fortalecimento lombar é melhor do que nenhum exercício para a melhora da dor e da função.
A eficácia do método McKenzie foi similar a um programa de fortalecimento. O método McKenzie consiste basicamente em realizar o movimento que alivia sua dor, isto é o que chamamos de “preferência de movimento”. A preferência pode ser por um padrão de flexão (para frente) ou extensão (para trás).
Segundo Mannion (2001), tanto a fisioterapia tradicional, quanto o exercício resistido (ex: musculação), quanto o exercício aeróbico de baixo impacto foram IGUALMENTE eficazes em reduzir significativamente a dor e a frequência desta em um acompanhamento de um ano de cerca de 150 pacientes.
Agora que entra a grande sacada: “todas os tipos de exercício físico parecem ser efetivas quando comparadas à nenhuma intervenção ou tratamentos passivos. Não existe evidencia de que algum exercício específico seja superior aos outros” (MALFLIET, 2019).
A dor lombar na maioria dos casos não é causada por algum problema na articulação, mas sim por um conjunto de fatores biológicos, psicológicos e sociais como por exemplo estresse, medo, noites mal dormidas, etc. Que podem ser minimizados por meio da prática de exercício físico.
Logo, não será um exercício específico que irá “curar” sua dor lombar, mas sim, realizar qualquer exercício físico que seja prazeroso de preferência e também entender como a dor funciona, o que chamamos de “Educação em dor”.