20/08/2026
Há pessoas que não apenas participam de uma tradição. Elas se tornam parte dela. Seu Antônio de Dalino é uma dessas pessoas.
Por muitos anos, sua voz foi presença marcante na Marujada de São Gonçalo do Rio Preto. O famoso “Pega a voz, gajeiro!” atravessou ruas, festas e gerações, tornando-se uma lembrança que permanece viva na memória de quem cresceu ouvindo e vivendo essa tradição.
Hoje, o tempo trouxe suas limitações e já não permite que Seu Antônio esteja no cortejo como antes. Mas existe algo que o tempo não consegue levar: a história que ele construiu e o carinho que deixou em cada geração.
O Marujada da desde que o Senhor Antônio se ausentou o cortejo vai até ele
E talvez essa tenha sido uma das formas mais bonitas de agradecer a quem tanto fez por ela.
Ali não estava apenas um antigo marujo. Estava diante de nós uma parte da própria história da Marujada. Um homem cuja voz ajudou a dar identidade aos nossos festejos e que merece todo o nosso respeito, carinho e reconhecimento.
Seu Antônio Dalino, recebemos muito do senhor ao longo dos anos. Hoje, queremos devolver um pouco desse carinho em forma de gratidão.
Obrigado pela sua voz.
Obrigado pela sua dedicação.
Obrigado pelas memórias.
Obrigado por ter ajudado a manter viva uma tradição que hoje continua sendo passada de geração em geração.
O senhor talvez não consiga mais seguir pelas ruas junto aos marujos, mas sua história segue caminhando com eles.
A Marujada de hoje também é fruto daqueles que vieram antes. E Seu Antônio Dalino é, sem dúvida, um dos nomes que jamais serão esquecidos.
Que bonito poder viver esse encontro de gerações e reconhecer, enquanto ainda podemos, aqueles que ajudaram a construir aquilo que tanto amamos.
Muito obrigado, Seu Antônio. A nossa Marujada também tem a sua voz.