ALMA De POETA

ALMA De POETA Ser poeta não é apenas rimar palavras ou expressar sentimentos soltos; é lapidar a linguagem, dar alma à forma e fazer do poema um espelho da verdade profunda.

A obra que nasce sem esse cuidado pode soar vazia, artificial, sem a marca do artista ....

Vida em Versos — O Sol de Cada DiaPor Poeta MbraA vida em poesiasTem o seu sol de cada dia,Na estrada das melodias,No co...
12/05/2026

Vida em Versos — O Sol de Cada Dia
Por Poeta Mbra

A vida em poesias
Tem o seu sol de cada dia,
Na estrada das melodias,
No coração da harmonia,
Florescendo em sintonia.
Cada manhã traz um verso
Escrito no tempo disperso,
Entre sonhos e memórias,
Entre perdas e vitórias,
Num céu de destinos diversos.
Há poemas nas esquinas,
Nas dores e nas rotinas,
No silêncio das partidas,
Nas esperanças erguidas,
E nas almas peregrinas.
O vento também recita
Uma canção infinita,
Que atravessa o pensamento
E transforma o sofrimento
Numa esperança bendita.
A palavra é semente
No campo da alma da gente,
Que germina lentamente
E floresce docemente
No coração consciente.
A vida guarda segredos
Entre coragens e medos,
Mas a poesia ilumina
A noite triste e ferina
Dos sentimentos mais quedos.
Cada poema nascido
Carrega um mundo escondido,
Um universo de emoções,
De amores e inquietações,
Num verso amadurecido.
Há um sol em cada canto
Mesmo depois do quebranto,
Pois quem escreve esperança
Faz da dor uma aliança
E do pranto faz encanto.
Assim segue a travessia
Da palavra em harmonia,
No versar da consciência,
Na beleza da existência
E na luz da poesia.
A vida em versos floresce
Quando o coração aquece,
E o poeta, dia após dia,
Descobre na poesia
O sol que nunca desaparece.

— Poeta Mbra

Mãe — Amor IncondicionalPor Poeta MbraIMãe é chama acesa na noite fria,É abrigo em tempos de aflição,É quem transforma d...
09/05/2026

Mãe — Amor Incondicional
Por Poeta Mbra

I
Mãe é chama acesa na noite fria,
É abrigo em tempos de aflição,
É quem transforma dor em poesia
E costura esperança no coração.
II
Seu amor não conhece despedida,
Nem se curva ao peso da solidão,
Carrega os filhos por toda a vida
Mesmo quando já lhe soltam a mão.
III
Há no olhar de uma mãe cansada
Uma força difícil de explicar,
Pois mesmo ferida e machucada
Ela encontra motivos pra amar.
IV
Mãe é jardim depois da tempestade,
É rio manso correndo no sertão,
É presença bordada de bondade
Dentro da alma e da recordação.
V
Quando o mundo se fecha em tristeza
E o caminho parece sem direção,
Surge a mãe com sua delicadeza
Reerguendo os pedaços do coração.
VI
Ela guarda silenciosamente
As lágrimas que ninguém percebeu,
E continua seguindo em frente
Mesmo esquecendo um pouco do “eu”.
VII
Mãe é oração feita baixinho,
É joelho dobrado ao amanhecer,
Pedindo a Deus que guarde o caminho
Dos filhos que viu crescer.
VIII
Seu abraço parece morada,
Onde a alma aprende a descansar,
E até a dor mais desesperada
Perde a força quando ela vem abraçar.
IX
O tempo passa, o cabelo embranquece,
Mas seu amor jamais envelheceu,
Porque mãe nunca esquece
Aquilo que o coração escolheu.
X
E quando a vida parecer escura,
Sem respostas, sem luz e sem cor,
Lembre-se: mãe é ternura,
É o mais próximo da eternidade em amor.

Canto XXVIII – Brasil do Berço ao TúmuloNo berço de um Brasil imaginário,nasce o canto antes da voz,feito esperança em c...
08/05/2026

Canto XXVIII – Brasil do Berço ao Túmulo

No berço de um Brasil imaginário,
nasce o canto antes da voz,
feito esperança em chão antigo,
feito futuro dentro de nós.
Brasil de memórias profundas,
de rios, ruas e canções,
de um povo que escreve a história
com cicatrizes nas próprias mãos.
Entre o tempo e suas esquinas,
há retratos na ventania,
de mães, trabalhadores e crianças,
reinventando a própria poesia.
Brasil das lutas silenciosas,
dos heróis sem nome ou medalha,
que levantam cedo a coragem
mesmo quando a dor não falha.
Há glórias plantadas no barro,
há conquistas no suor do chão,
há uma pátria sobrevivendo
dentro de cada coração.
Brasil das promessas antigas,
das reformas nunca acabadas,
das verdades escondidas
e das esperanças remendadas.
Mesmo ferido pelas décadas,
o país ainda floresce,
pois quem carrega fé no peito
nem no caos desaparece.
Do berço ao túmulo seguimos,
entre lágrimas e vitórias,
escrevendo com pés descalços
as páginas das trajetórias.
Brasil de vozes misturadas,
de cultura, pão e conflito,
onde até o silêncio do povo
tem dimensão de infinito.
E quando o amanhã nos chama,
o Brasil resiste outra vez,
pois sua alma não morre nunca
na força viva de seu povo talvez.

— Poeta Mbra

Decifrando a Poesia – Versão I: O Peso do AmorPoeta MbraHá palavras que nascem simples,mas carregam mundos inteiros,e “m...
03/05/2026

Decifrando a Poesia – Versão I: O Peso do Amor
Poeta Mbra

Há palavras que nascem simples,
mas carregam mundos inteiros,
e “mãe” é uma delas,
escrita com lágrimas invisíveis.

O infinito amor não grita,
ele sustenta em silêncio,
como um alicerce escondido
de uma casa chamada vida.

Existe um peso nesse amor,
mas não é dor que o define,
é responsabilidade viva
de guardar outro coração.

Cada gesto carrega história,
cada cuidado tem raiz,
plantada antes mesmo do tempo
em um ventre de esperança.

O valor não está nas palavras,
nem em datas marcadas,
mas nos dias comuns
onde o amor nunca falta.

Ser mãe é traduzir o invisível,
é falar sem dizer,
é entender o silêncio
como se fosse linguagem.

O amor que protege também cansa,
mas nunca desiste de ficar,
mesmo quando o mundo pesa
mais do que deveria pesar.

Há beleza no sacrifício,
mesmo quando ninguém vê,
porque amar assim
é escolher permanecer.

O infinito não é distância,
é profundidade de sentir,
é dar sem medida
e ainda assim existir.

E no fim de tudo isso,
o amor revela seu valor:
não pelo que recebe,
mas por nunca deixar de ser amor.

Decifrando a PoesiaPoeta MbraIA poesia não se entrega de imediato,ela se esconde nas entrelinhas do sentir,é linguagem d...
17/04/2026

Decifrando a Poesia
Poeta Mbra

I
A poesia não se entrega de imediato,
ela se esconde nas entrelinhas do sentir,
é linguagem de quem cala por dentro,
e ainda assim insiste em existir.
II
Há versos que não cabem na fala,
transbordam do peito em silêncio,
são ecos de uma alma inquieta
procurando nome no tempo.
III
Decifrar poesia é olhar com demora,
é ouvir o que o verso não diz,
é tocar o invisível da palavra
e entender o que nunca se quis.
IV
Nem toda rima revela seu sentido,
nem todo poema quer ser entendido,
há mistérios guardados na forma
que só o sentir traduz, não o ouvido.
V
A poesia nasce onde falta resposta,
onde o mundo não sabe explicar,
é ponte entre o caos e a esperança,
um jeito bonito de não se calar.
VI
Quem lê com pressa não a encontra,
quem sente demais a reconhece,
pois poesia não mora nos olhos —
ela floresce em quem se oferece.
VII
Há poemas que sangram por dentro,
outros vestem leveza no olhar,
mas todos carregam um pedaço
de quem ousou se revelar.
VIII
Decifrar é também se perder,
é aceitar não ter conclusão,
pois há versos que são caminhos
e não pontos de solução.
IX
E quando a alma encontra um verso,
que traduz o que nunca disse,
é como se o mundo por um instante
finalmente a compreendesse.
X
No fim, poesia não se decifra inteira,
ela sempre escapa um pouco da mão,
porque seu maior segredo talvez seja
habitar viva no coração.

Fragmentos da Poesia II – O Silêncio que AbraçaPor Poeta MbraTem dias que a alma só quer silêncio,não por tristeza ou au...
08/04/2026

Fragmentos da Poesia II – O Silêncio que Abraça
Por Poeta Mbra

Tem dias que a alma só quer silêncio,
não por tristeza ou ausência de voz,
mas por excesso de mundo
gritando dentro de nós.
É um cansaço que não se explica,
um peso leve, porém constante,
como se o coração pedisse pausa
no meio do instante.
E então a gente se recolhe,
mesmo em meio à multidão,
procurando um canto invisível
dentro do próprio coração.
Silêncio não é vazio,
é espaço sendo preparado,
é a alma arrumando a casa
pra tudo que ficou bagunçado.
Há respostas que não vêm em palavras,
nem cabem em explicação,
mas chegam mansas, inteiras,
quando aquieta a respiração.
O mundo não para lá fora,
mas algo desacelera por dentro,
e isso já é milagre suficiente
pra sustentar o momento.
No silêncio, a gente se escuta,
sem filtros, sem distração,
descobre verdades guardadas
no fundo da própria imensidão.
E até Deus, que não grita,
encontra espaço pra falar,
na linguagem do invisível
que só o sentir sabe escutar.
Tem dias que não é sobre fazer,
nem sobre entender ou correr,
é só sobre existir em paz
e permitir-se ser.
Porque o silêncio também cura,
também guia, também ensina —
e a alma, quando é ouvida,
se reconecta com a vida.

Versos do Cotidiano — Quando o Coração Quase Cede(Poeta Mbra)No meio do dia comum,quando o céu não responde depressa,e o...
08/04/2026

Versos do Cotidiano — Quando o Coração Quase Cede
(Poeta Mbra)

No meio do dia comum,
quando o céu não responde depressa,
e o silêncio parece resposta,
meu coração quase negocia a fé.
Quase.
Quase troca o invisível
por algo que se possa tocar,
quase molda certezas humanas
pra não precisar esperar.
Mas há uma voz mansa —
dessas que não gritam,
que sussurra dentro da alma:
“Permanece.”
E permanecer dói às vezes.
Dói não ceder à pressa,
não seguir o barulho da multidão,
não construir atalhos dourados
pra fugir da dependência de Deus.
Porque o bezerro de hoje
não é feito só de ouro —
é feito de ansiedade,
de controle,
de medo disfarçado de decisão.
E eu…
eu ainda sou humano.
Mas aprendi que cair não começa no erro,
começa quando o coração decide
não confiar.
Então eu paro.
Respiro.
E mesmo sem entender o tempo,
escolho confiar no Autor dele.
Porque melhor é o Deus invisível
que sustenta tudo,
do que qualquer certeza visível
que não sustenta nada.
E no fim do dia,
entre falhas e tentativas,
minha oração ainda é simples:
“Senhor…
guarda meu coração
quando ele quiser ceder.”

Versos do Cotidiano – A Páscoa Dentro de NósPoeta MbraINa pressa dos dias comuns, quase não se percebe,o céu não rasga c...
04/04/2026

Versos do Cotidiano – A Páscoa Dentro de Nós
Poeta Mbra

I
Na pressa dos dias comuns, quase não se percebe,
o céu não rasga com trovões nem com espetáculo;
a cruz se esconde nos silêncios da rotina,
e o milagre acontece sem barulho.

II
Há um homem pregado na memória do mundo,
mas também no cansaço de quem insiste em viver;
seus olhos ainda encontram os nossos
nas esquinas invisíveis do sofrer.

III
A dor não é apenas história antiga,
ela se repete em cada coração ferido;
e ainda assim, há um amor insistente
que se recusa a deixar alguém perdido.

IV
Carregamos pequenas cruzes diárias:
um medo, uma culpa, uma ausência, um adeus;
e sem perceber, tocamos o caminho
daquele que carregou o peso por nós — Deus.

V
Não foi só sangue derramado na terra,
foi perdão sem medida sendo ofertado;
foi o invisível se tornando eterno
no gesto mais humano já revelado.

VI
E quando tudo parecia terminado,
quando o silêncio parecia vencer,
a vida rompeu o selo da morte
e ensinou o impossível a acontecer.

VII
A pedra removida não foi só do túmulo,
foi também do peito endurecido;
porque quem encontra a luz da ressurreição
já não vive como antes — mas renascido.

VIII
A Páscoa não mora só no calendário,
ela visita o hoje de quem crê;
é quando o amor vence dentro da gente
e decide, outra vez, permanecer.

IX
Entre quedas e recomeços silenciosos,
há um Cristo que caminha ao nosso lado;
não distante, não ausente, não ausado —
mas vivo, presente, e profundamente encarnado.

X
E no fim, quando tudo for revelado,
não será a dor que irá prevalecer;
será o amor — aquele da cruz vazia
que, para sempre, escolheu nos refazer.

O Milagre do RecomeçoPor Poeta MbraIHá dias em que a alma silencia,como um campo seco sem canção,mas até o chão mais esq...
03/04/2026

O Milagre do Recomeço
Por Poeta Mbra

I
Há dias em que a alma silencia,
como um campo seco sem canção,
mas até o chão mais esquecido
guarda sementes no coração.
II
O vento passa como quem leva,
memórias que não quis deixar,
mas Deus recolhe cada pedaço
pra um novo sonho restaurar.
III
Nem toda dor é despedida,
nem todo fim é solidão,
há lágrimas que são caminhos
pra florescer a redenção.
IV
O tempo ensina em seus mistérios
que a pressa nunca fez brotar,
é no secreto da espera
que a vida aprende a confiar.
V
Quantas noites foram longas,
quantos silêncios sem resposta,
mas no invisível Deus escrevia
uma esperança ainda encosta.
VI
A cruz parecia o último verso,
um ponto final sem explicação,
mas Deus transforma despedidas
em poesia de ressurreição.
VII
O que caiu não foi perdido,
foi só lançado ao chão da fé,
porque quem planta com esperança
colhe milagres de pé.
VIII
Há força escondida no fraco,
há luz no mais denso breu,
há vida pulsando no caos
quando o impossível é de Deus.
IX
Levanta, alma cansada, levanta,
teu tempo não terminou,
o mesmo Deus que promete
é fiel pra cumprir o que falou.
X
E no livro vivo da vida
onde cada dor tem valor,
Deus escreve novos capítulos
com tinta eterna de amor.

Rota da Poesia – A Porta, o Caminho e o CéuPoeta MbraA Páscoa se revelano silêncio da cruz,onde o peso da culpaencontra ...
02/04/2026

Rota da Poesia – A Porta, o Caminho e o Céu
Poeta Mbra

A Páscoa se revela
no silêncio da cruz,
onde o peso da culpa
encontra a luz.
É a justificação
da culpa do pecado,
um decreto de graça
ao homem perdoado.
A porta se abre
no sangue derramado,
e o que era perdido
agora é achado.
Mas a jornada segue,
não termina no altar,
há um caminho vivo
pra quem decide andar.
É a santificação
contra o poder do mal,
é luta diária
no campo espiritual.
Passo a passo, a alma
aprende a resistir,
e o velho homem
começa a ruir.
Entre quedas e graça,
há um processo em construção,
Deus moldando o barro
com divina intenção.
E então se revela
o horizonte além do véu:
a glorificação,
o eterno céu.
Já não há presença
da sombra do pecado,
tudo é pleno, puro,
completo e restaurado.
E nessa esperança viva,
ergue-se um povo em luz:
remido, transformado,
para sempre em Deus, por Jesus.

Versos do Cotidiano – Abrigo InvisívelPoeta MbraMeu poema, meu verso,Meu sentimento em oração,Meu pensamento silenciosoC...
01/04/2026

Versos do Cotidiano – Abrigo Invisível
Poeta Mbra

Meu poema, meu verso,
Meu sentimento em oração,
Meu pensamento silencioso
Conversando com o coração.
Meu amor nos detalhes simples,
Meu dia a se desenhar,
Meu tempo escorrendo leve
Sem nunca se apressar.
Minha verdade sem máscaras,
Minha realidade a ensinar,
Entre quedas e recomeços
Aprendendo a caminhar.
Minha saudade que visita
Como vento ao entardecer,
Minha lembrança guardada
No que insiste em viver.
Minha esperança acesa
Mesmo quando tudo cansa,
Firmada no invisível
Que sustenta a confiança.
Nesse Criador presente,
Que não falha ao cuidar,
Encontro abrigo e sentido
Mesmo sem tudo explicar.
Meu abrigo, meu amigo,
Refúgio em meio ao caos,
Melhor lugar não existe
Que o descanso em Seus braços.
De pouso em pouso sigo,
Entre dúvidas e certeza,
Mas sempre há segurança
Na fé que traz leveza.
Novo dia, novo tempo,
A vida insiste em nascer,
Mesmo quando o mundo pesa
Algo floresce em viver.
E no nosso meio simples,
Entre o choro e o sorrir,
A vida faz a vida
Todos os dias ressurgir.

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Curitiba, PR

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