14/07/2025
# # # 📖 *Mais uma página do Diário de uma Mulher Forte:*
**“O abandono infantil não passa… ele mora.”**
Certo dia, saturada de toda dor que em mim vivia — da exaustão de carregar um mundo inteiro nas costas, do sentimento de sempre nadar e morrer na praia — decidi pedir ajuda.
Na busca por respostas, aceitei fazer uma hipnose regressiva.
Foi aí que me vi...
Pequenininha.
Sozinha.
Num quarto escuro, sem móveis.
Com roupas sujas, num canto… chorando em silêncio.
Eu devia ter uns 4 anos.
Pequena demais pra carregar tanto medo.
Sem força nem pra gritar.
Naquela cena, eu, já adulta, me aproximei…
Me abaixei diante daquela criança tão assustada.
Abracei.
Disse que estava tudo bem.
Disse que tudo aquilo passaria.
E prometi: *"Eu nunca mais vou te deixar sozinha."*
Naquele momento, algo mudou para sempre dentro de mim.
Foi como se eu tivesse finalmente me encontrado.
Acordei em crise. Chorando muito.
Mas também desperta — pela primeira vez, conectada com minha própria dor.
Ali comecei a mudar…
Meus comportamentos.
Meus ciclos.
Minha maneira de me ver e me amar.
Sim, foi uma experiência intensa.
Mas necessária.
E hoje, com lágrimas nos olhos, digo:
👉🏽 **Mãe**, eu te perdoo.
Você me deu tudo que pôde, mesmo com tão pouco.
Hoje te vejo com compaixão.
👉🏽 **Pai**…
Achei que eu nem me importava com você.
Mas doeu.
E ainda dói.
Sua ausência moldou minha história.
Fez com que eu deixasse de acreditar na presença masculina.
Fez com que os homens se tornassem… dispensáveis.
Diferente da minha mãe, que mesmo ferida tentou…
Você nem isso.
Essa é minha verdade.
Doída, mas liberta.
E ainda que minha criança tenha medo da rejeição, eu escolhi contar.
Porque sei que **não estou sozinha**.
Obrigada a você que chegou até aqui.
Esse texto me custou 4 dias, algumas crises de choro e muito medo de ser julgada.
Mas minha criança interior merecia ser ouvida.
Hoje sigo…
Um dia de cada vez.
Porque o abandono infantil não some.
Ele mora.
Mas agora… ele mora comigo.
E eu cuido de mim.
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