25/07/2025
Os olhares que se conectam,
as bocas que se cruzam
e que, sem pedir licença,
colidem.
Toques que ardem como brasa
e acalmam
como o trago de um cigarro
após o s**o.
Muitos
confundem tesão
com amor.
Ficam de pau duro,
molham as calcinhas,
desejam ir para a cama
com a pessoa
e já pensam que aquilo
é amar.
Mas o amor
é justamente o que f**a
depois disso.
É o que f**a
depois do gozo.
O amor, meu caro,
não mora no cio.
O amor é o que permanece
quando a festa da carne termina.
É o silêncio confortável
entre dois corpos saciados.
É aquela vontade
de permanecer nos braços daquela pessoa,
de conversar sobre assuntos aleatórios,
de como o livro comprado é bom,
do VAR no futebol
que não presta pra nada
ou simplesmente sobre a vida,
essa velha senhora rabugenta
que ninguém entende.
O amor é aquilo
que a gente vai descobrindo
aos poucos.
É o gostar cada dia mais da outra pessoa
mesmo sabendo que ela
é mais imperfeita
do que você pensava,
porque somos todos assim.
É a saudade que bate
logo depois de você desejar
um tempo sozinha
para fazer aquelas coisas menores
que você amava fazer
e que hoje faz falta.
O amor é também o g***r,
por quê não?
Mas somente isso
não sustenta.
G***r é um detalhe na pintura,
não é a obra,
Amor
é mais sentimento
que carne.
É mais vivência
que momentos.
É o cuidado
que um tem com o outro
e a esperança
de dar certo.
G***r
faz parte da paisagem,
mas não é
o destino
final.
E, pra ser sincero,
g***r com amor
é gostoso pra ca***ho
- Arthur Diogo