14/05/2026
Se perder para se encontrar. Vez em sempre essa frase volta pros meus pensamentos e conduz algumas reflexões sobre como tentamos controlar o tempo. Parece que cada vez que parecemos ter o controle, algo acontece pra lembrar de soltar, entregar, se arriscar pra ver. Nesse dia, levei a Karina pra esse lugar lindo pra que ela pudesse se conectar com a natureza, pra podermos fazer fotos ao por do sol e contemplar essa perfeição, mas antes nos perdemos. Os caminhos estavam fechados. Ela estava preocupada e atenta ao que acontecia fora dali e eu em conduzir pelos caminhos que conhecia, que eram familiares. Fizemos três tentativas e nada. Foi ai que disse pra ela seguir a estrada que estava livre a nossa frente, frustrada porque estava longe de chegar no nosso destino inicial. Ela seguiu. Descemos do carros duas, trez vezes, fizemos fotos pelo caminho. Ela ainda preocupada com o que tinha deixado na cidade e eu percebendo que não íamos muito alem, pedi pra subir mais um pouco a estrada e finalizarmos ali mesmo pra voltar. Vimos a entrada de bosque, achei bonito e pedi pra ela entrar, e ir devagarinho ate mais a frente “vai só mais um pouquinho pra ver onde vai dar” eu dizia. Ate que encontramos uma porteira e paramos. Nos convencemos que estava perfeito e ali seria nosso “local das fotos”. Soltamos. Desapegamos. Enquanto ela se conectava com o externo pra ter noticias importantes naquele momento, segui, disse que ia a ver onde dava o fim daquela estrada. Pouco passos a frente, o nosso destino inicial. Bem na hora que o sol começou a baixar pra se por. Ficamos pouco, mas o suficiente pra entender que é preciso estar atento sim, mas se perder também é caminho.
Esse ensaio tem um lugar especial pra nós agora. As fotos trazem sentimentos únicos e carregam memórias que, algum dia, serão uma grande história. Até la, contemplamos. 💫💖✨