30/04/2026
Como artista, aprendi que a criatividade não tira férias — apenas troca de linguagem. Às vezes repousa. Outras, amadurece em silêncio até encontrar forma.
Existe uma diferença curiosa entre passar o tempo e dar forma a ele. Nem sempre ela salta aos olhos — especialmente para quem não está acostumado a olhar.
Eu prefiro esse lugar mais inquieto: onde a mão pensa, erra, insiste e transforma matéria bruta em intenção.
Muitos veem apenas fios, cores e repetição. Eu, exercitando o “olhar vagabundo” de que falava Rubem Alves, vejo estrutura, ritmo e linguagem em cada ponto.
No fim, não é sobre o que se faz — mas sobre a consciência com que se faz. E isso, curiosamente, nunca foi uma questão de ocasião. 🧶✨