Eu Em Poesias

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LIVRE DE PADRÕESHeterônimo  Não vou diminuir minha essênciapra caber na expectativa de ninguém.Cansei de tentar me encai...
18/06/2026

LIVRE DE PADRÕES
Heterônimo

Não vou diminuir minha essência
pra caber na expectativa de ninguém.

Cansei de tentar me encaixar
em padrões que só machucavam minha autoestima
e me afastavam de quem realmente sou.

Hoje eu entendo:
não existe liberdade
enquanto a gente vive tentando merecer aceitação o tempo inteiro.

Quero ao meu lado
quem saiba enxergar além da aparência.

Quem compreenda minhas intensidades,
meus excessos,
minhas cicatrizes,
meus desejos
e até minhas contradições.

Sem preconceitos.
Sem tentativas de me moldar.
Sem essa necessidade absurda
de transformar pessoas reais
em versões mais agradáveis para os outros.

Aprendi a gostar da mulher que me tornei.

Da minha coragem.
Da minha sensibilidade.
Da minha mente inquieta.
Do meu corpo.
Da minha verdade.

E talvez isso incomode algumas pessoas:
uma mulher que não sente vergonha
de existir exatamente como é.

Já não me privo tanto.

Não me escondo.
Não me diminuo.
Não abandono meus desejos
pra parecer aceitável.

Hoje eu busco viver.

Sentir.
Experimentar.
Me permitir felicidade
sem carregar culpa por isso.

Porque prazer também é liberdade.

E amor-próprio
é quando a gente finalmente entende
que não precisa se odiar
pra ser amado pelos outros.

Então sigo assim:

maravilhosa por dentro,
intensa por natureza
e gostosa o suficiente
pra nunca mais pedir desculpas
por ocupar espaço no mundo.

Gilson Rodrigues
Instagram:








DISPERTEI Heterônimo  Passei tempo demaistentando caber.Caber em padrões.Em expectativas.Em moldes apertadosque nunca fo...
16/06/2026

DISPERTEI
Heterônimo

Passei tempo demais
tentando caber.

Caber em padrões.
Em expectativas.
Em moldes apertados
que nunca foram feitos pra mim.

Diminuí minhas curvas.
Escondi minha intensidade.
Silenciei vontades.

Apaguei partes inteiras de mim
só pra não incomodar.

Só pra ser aceita.

Só pra ouvir
que eu era “boa o suficiente”.

Mas chega uma hora...

Uma hora em que a mulher cansada
de sobreviver escondida
simplesmente acorda.

E quando ela desperta...

Não tem mais volta.

Porque ela entende.

Entende que passou anos
pedindo desculpas
por existir do jeito que nasceu.

Enquanto o mundo dizia:
“disfarça.”
“controla.”
“abaixa a voz.”
“fecha as pernas.”
“senta direito.”
“não chama atenção.”

E a gente cresce acreditando
que liberdade demais
é defeito.

Mas hoje não.

Hoje eu caminho
sem vergonha do meu corpo.

Sem medo da minha presença.

Sem diminuir minha luz
pra caber no ego pequeno de ninguém.

Porque eu descobri
que beleza nenhuma existe
na tentativa desesperada
de ser aprovada.

A verdadeira beleza nasce
quando a mulher para de implorar amor
e começa...
a se pertencer.

Inteira.

Com marcas.
Com curvas.
Com cicatrizes.
Com passado.
Com excesso.
Com intensidade.

Com tudo aquilo
que um dia tentaram transformar
em insegurança.

Agora meu espelho mudou.

Ele já não reflete crítica.

Reflete força.

Reflete resistência.

Reflete uma mulher
que finalmente entendeu
que autoestima
não é vaidade.

É sobrevivência.

E amor próprio?

Amor próprio é revolução.

Poesia de Gilson Rodrigues





SEM PEDIR DESCULPASHeterônimo: Cecília de MoraesPassei tempo demaistentando caber em padrõesque nunca foram feitos para ...
14/06/2026

SEM PEDIR DESCULPAS
Heterônimo: Cecília de Moraes

Passei tempo demais
tentando caber em padrões
que nunca foram feitos para mim.

Escondendo curvas,
silenciando vontades,
diminuindo minha luz
para não incomodar ninguém.

Mas chega uma hora
em que a mulher cansada de se esconder
finalmente desperta.

E quando desperta…

ela entende o próprio valor.

Hoje caminho sem vergonha do meu corpo,
sem medo da minha intensidade
e sem pedir desculpas
por ocupar espaço no mundo.

Porque beleza nenhuma
existe na tentativa de ser aceita.

A verdadeira beleza nasce
quando a mulher aprende
a se amar inteira.

Com marcas.
Com curvas.
Com histórias.
Com tudo aquilo
que antes tentaram transformar em insegurança.

Agora meu espelho já não reflete críticas.

Reflete força.

Reflete uma mulher
que finalmente descobriu
que autoestima é liberdade
e amor próprio é revolução.

Poesia de Gilson Rodrigues




SEM JULGOHeterônimo  Eu deixei de me esconder.DEVAGAR.Deixei de pedir permissão pra ser eu.Deixei de caber em julgamento...
13/06/2026

SEM JULGO
Heterônimo

Eu deixei de me esconder.

DEVAGAR.

Deixei de pedir permissão pra ser eu.
Deixei de caber em julgamentos que não eram meus.
Deixei de me diminuir pra agradar olhares alheios.

E isso foi libertador.

Porque existir de verdade
não combina com vergonha.

Combina com coragem.

E eu fui me despindo…

não de roupas.
mas de medo.

Medo de ser demais.
Medo de sentir demais.
Medo de querer demais.

E quando eu percebi…

eu já não estava mais presa dentro de mim.

Eu estava livre.

Inteira.

Sem filtro.
Sem culpa.
Sem necessidade de aprovação.

Só presença.

E foi nesse estado de entrega comigo mesma
que eu me reconheci de verdade:

forte.
intensa.
viva.

Porque não existe nada mais poderoso
do que uma mulher
que para de se julgar.

E começa a se aceitar.

Não como moldes esperam.
Mas como ela realmente é.

Imperfeita.
Profunda.
Real.

E nessa liberdade…

eu encontrei paz.

Poesia de Gilson Rodrigues





12/06/2026

INTEIRA DEMAIS
Heterônimo: Cecília de Moraes

Passei anos tentando diminuir quem eu era
pra caber no conforto dos outros.

Escondi minhas curvas,
minha intensidade,
minha voz,
meus desejos
e até meu brilho.

Tudo para parecer “aceitável”.

Mas viver pela aprovação alheia
é uma prisão silenciosa.

Então um dia eu cansei.

Cansei de pedir desculpas
por ocupar espaço.
Cansei de me enxergar pelos olhos
de quem nunca soube me valorizar.

E foi aí que renasci.

Hoje me olho no espelho
com carinho.

Vejo minhas marcas, minhas imperfeições,
meus exageros emocionais
e ainda assim penso:

“que mulher incrível eu me tornei.”

Porque autoestima não nasce da perfeição.

Nasce da coragem
de continuar se amando
mesmo depois de tudo
que tentaram fazer você odiar em si mesma.

Agora já não imploro aceitação.

Quem quiser ficar, fique.
Quem não suportar minha intensidade, vá.

Porque aprendi que ser inteira demais
nunca foi defeito.

Defeito era aceitar tão pouco
quando eu merecia transbordar.

Poesia de Gilson Rodrigues




ORGULHOSANinguém sabe o que você já passou.NINGUÉM MESMO.As vezes em que teve que se recompor sozinha.As vezes em que so...
11/06/2026

ORGULHOSA

Ninguém sabe o que você já passou.

NINGUÉM MESMO.

As vezes em que teve que se recompor sozinha.
As vezes em que sorriu por fora
enquanto por dentro tudo desmoronava.

E ainda assim...

você seguiu.

Porque tem uma força em você
que não faz barulho.

Ela não anuncia.
Não pede reconhecimento.
Não precisa de plateia.

Ela simplesmente existe.

Nos dias difíceis
em que levantar parece um peso impossível.
Nos momentos em que tudo parece contra.
Nas noites em que o silêncio fala mais alto.

Você ainda está aqui.

E isso já diz muito.

Porque sobreviver também é conquista.

Mas o mundo não vê.

O mundo só vê o resultado.
Não vê a luta.
Não vê o processo.
Não vê as partes quebradas
que você aprendeu a segurar sozinha.

E mesmo assim...

você não desistiu de você.

Continuou tentando.
Continuou sonhando.
Continuou acreditando
mesmo quando tudo pedia o contrário.

E isso é raro.

Porque ser forte não é não cair.

É continuar mesmo depois da queda.

E talvez seja isso que te torna diferente:

você não deixou a dor te definir.

Você deixou ela te construir.

Mais madura.
Mais consciente.
Mais inteira.

E mesmo com tudo...

ainda existe em você algo que ninguém tirou:

ORGULHO.

Não arrogância.

Mas orgulho de quem você se tornou
apesar de tudo.

E isso ninguém pode apagar.

Poesia de Gilson Rodrigues





10/06/2026

MULHERÃO
Heterônimo: Cecília de Moraes

Já tentaram me diminuir de tantas formas
que perdi a conta.

Criticaram meu corpo,
meu jeito intenso,
minha liberdade,
minha autoestima
e até a forma como escolhi existir.

Mas sobrevivi.

E foi justamente depois de tantas dores
que aprendi meu verdadeiro valor.

Hoje eu me olho no espelho
e finalmente gosto do que vejo.

Não porque me tornei perfeita.
Mas porque parei de me odiar
para agradar pessoas
que nunca estiveram em paz consigo mesmas.

Tenho curvas, marcas, cicatrizes,
dias difíceis
e inseguranças como qualquer pessoa.

Mas também tenho coragem.

Coragem de me aceitar.
De me amar sem pedir desculpas.
De ocupar espaço sem vergonha
e sem permitir que opiniões alheias
definam quem eu sou.

Agora podem falar o que quiserem.

Eu não carrego mais
o peso das críticas dos outros.

Porque mulher nenhuma floresce
tentando caber
na visão limitada de quem nunca soube enxergar beleza além dos padrões.

E eu?

Ah…
eu finalmente entendi
que ser feliz comigo mesma
vale muito mais
do que ser aceita por quem nunca me valorizou.

Poesia de Gilson Rodrigues




LINDA E LIVREHeterônimo  Por muito tempoeu me enxerguei pelos olhos dos outros.E isso machuca.Porque o mundo vive tentan...
09/06/2026

LINDA E LIVRE
Heterônimo

Por muito tempo
eu me enxerguei pelos olhos dos outros.

E isso machuca.

Porque o mundo vive tentando ensinar
que só existe um jeito certo
de ser bonita.

Então eu escondia partes minhas.

O corpo.
A autoestima.
A vontade de me olhar no espelho
sem procurar defeitos primeiro.

A vergonha foi crescendo silenciosa
dentro de mim.

E junto dela
vieram a insegurança,
a ansiedade
e aquela sensação cruel
de nunca ser suficiente.

Enquanto isso
eu me comparava.

Com padrões impossíveis.
Com corpos irreais.
Com versões editadas de felicidade
que faziam eu esquecer
o meu próprio valor.

E aos poucos…

parei de me admirar.

Foi triste perceber
que eu estava me abandonando
tentando agradar expectativas
que nunca foram minhas.

Mas um dia
alguma coisa mudou.

Cansei de pedir desculpas
por existir do meu jeito.

Cansei de diminuir minha luz
pra caber na opinião de gente vazia.

Então comecei a me olhar diferente.

Com mais carinho.
Mais respeito.
Mais verdade.

E foi aí
que o amor próprio começou a florescer.

Hoje eu entendo:

beleza não mora em padrão.

Mora na liberdade
de ser quem se é
sem vergonha.

Agora eu sorrio de verdade.
Me sinto bonita.
Desejada.
Feliz comigo mesma.

Porque quando uma mulher
aprende a se amar…

ninguém mais consegue aprisionar
a força dela.

Poesia de Gilson Rodrigues








AGORA É POR MIMHeterônimo  Passei muito tempo tentando seraquilo que esperavam de mim.Tempo demais pedindo licença.Tempo...
09/06/2026

AGORA É POR MIM
Heterônimo

Passei muito tempo tentando ser
aquilo que esperavam de mim.

Tempo demais pedindo licença.

Tempo demais me explicando.

Tempo demais me culpando
por escolhas que nunca deveriam ter sido julgadas.

Eu me preocupava com a opinião de todo mundo.

Com os comentários.

Com os olhares.

Com as críticas disfarçadas de conselho.

E nessa tentativa de agradar,
acabei me abandonando várias vezes.

Até que a vida me ensinou uma verdade simples:

Quem nunca carregou minhas dores
não pode definir meus caminhos.

Quem nunca enfrentou minhas batalhas
não sabe o preço das minhas cicatrizes.

Então parei.

Parei de implorar compreensão.

Parei de correr atrás de aprovação.

Parei de aceitar migalhas emocionais
de quem nunca soube me valorizar.

E foi nesse momento
que comecei a me encontrar.

Hoje eu me escolho.

Me respeito.

Me acolho.

Nos dias bons
e também nos dias difíceis.

Porque amor-próprio não é se sentir forte o tempo todo.

É permanecer ao próprio lado
mesmo quando tudo parece desabar.

Hoje não preciso ser perfeita.

Não preciso impressionar ninguém.

Não preciso provar valor para quem decidiu não enxergá-lo.

A única pessoa que precisa acreditar em mim
sou eu.

E quando me olho no espelho agora,

não vejo apenas uma mulher.

Vejo alguém que sobreviveu.

Que amadureceu.

Que caiu e levantou inúmeras vezes.

Que aprendeu a transformar feridas em aprendizado.

E sinceramente?

Essa versão de mim
vale muito mais do que qualquer aprovação que eu buscava lá fora.

Porque a felicidade começou a aparecer
no dia em que parei de viver para os outros
e comecei a viver para mim.

Heterônimo: Cecília de Moraes

Poesia de Gilson Rodrigues

EU NÃO ME ENXERGAVAHeterônimo  Você acreditaque durante muito tempoeu olhava pra mim mesmacomo se fosse impossível ser a...
08/06/2026

EU NÃO ME ENXERGAVA
Heterônimo

Você acredita
que durante muito tempo
eu olhava pra mim mesma
como se fosse impossível ser amada?

Porque eu acreditava nisso.

ACREDITAVA DE VERDADE.

Me olhava no espelho
procurando defeitos
como quem procura motivo
pra continuar se odiando.

E toda vez que alguém me diminuía...

eu concordava em silêncio.

Porque a pior prisão
não é aquela feita pelos outros.

É a que a gente constrói
dentro da própria cabeça.

E eu vivi presa.

Presa em padrões impossíveis.
Em comparações cruéis.
Em opiniões de pessoas
que nunca souberam metade da minha dor.

Enquanto o mundo apontava defeitos,
eu desaprendia a me amar.

ACEITAVA RÓTULOS.

ACEITAVA ABUSOS.

ACEITAVA TÃO POUCO...
porque no fundo
eu achava que era o máximo que merecia.

E isso dói.

Dói perceber
quantas vezes eu me abandonei
tentando caber
na expectativa dos outros.

Porque eu me diminuía.

Me rebaixava.

Me comparava tanto
que esqueci completamente
quem eu era de verdade.

E sabe o mais inacreditável?

EU NUNCA ME ENXERGAVA.

Nunca via essa mulher forte,
intensa,
bonita,
cheia de vida.

Essa mulher que sobreviveu
a inseguranças,
críticas
e noites inteiras
lutando contra si mesma.

Porque hoje eu entendo:

não existe nada mais revolucionário
do que uma mulher
que finalmente aprende
a se amar.

E quando eu finalmente me olhei
com carinho...

MEU DEUS.

COMO EU PASSEI TANTO TEMPO
SEM PERCEBER
O QUÃO INCRÍVEL EU SOU?

Porque eu sou linda.
Sou gostosa.
Sou maravilhosa.

E principalmente...

SOU SUFICIENTE.

Poesia de Gilson Rodrigues
Heterônimo: Cecília de Moraes





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