19/08/2026
EU NÃO PRECISO SER ACEITA POR TODOS
Você acha mesmo
que já me entendeu?
Então olha de novo.
Porque eu não sou
a mulher que você imaginou
quando decidiu me julgar.
Eu sou muito mais.
Sou delicada...
mas não sou frágil.
Sou sensível...
mas aprendi a ser forte
quando a vida me obrigou
a levantar sozinha.
Eu caí.
CAÍ.
E levantei.
Não porque foi fácil,
mas porque descobri
que ninguém viveria a minha vida
por mim.
Aprendi a andar de cabeça erguida
mesmo quando o mundo
tentava me convencer
a baixar os olhos.
E não...
não foi sorte.
FOI CORAGEM.
Posso ser aquela menina tímida,
que fala baixo,
que observa primeiro
e só depois decide se aproxima.
Mas também posso ser
a mulher que chega,
olha nos teus olhos
e deixa bem claro:
EU SEI QUEM EU SOU.
Não preciso escolher
entre ser doce ou ser intensa.
Entre ser calma ou ousada.
Entre ser delicada ou brava.
Eu posso ser tudo isso.
Tudo junto.
Tudo misturado.
Porque caber
na expectativa dos outros
nunca foi o meu propósito.
Já tentaram me colocar
em caixas.
Já tentaram definir
até onde eu poderia ir.
Já me disseram
como uma mulher deveria ser.
Eu ouvi.
Respirei...
e continuei sendo eu.
Porque existe uma força
em não pedir desculpas
pela própria personalidade.
Existe liberdade
em parar de representar
um papel para agradar.
E foi aí que eu entendi:
EU NÃO PRECISO SER UMA VERSÃO MAIS FÁCIL DE MIM
PARA SER AMADA.
Tenho meus defeitos.
Minhas contradições.
Meus dias bons.
Meus dias difíceis.
Tenho a menina
que ainda acredita.
E tenho a mulher
que aprendeu a lutar.
Tenho doçura.
Tenho fogo.
Tenho silêncio.
Tenho voz.
E quando alguém tenta
me diminuir,
eu não preciso mais gritar.
Eu simplesmente permaneço.
Porque hoje eu sei:
não sou metade.
Não sou rascunho.
Não sou aquilo
que alguém decidiu enxergar.
SOU TUDO AQUILO QUE SOBREVIVEU,
CRESCEU
E ESCOLHEU CONTINUAR.
E se isso incomoda...
paciência.
Eu não nasci
para ser confortável
na vida de ninguém.
Nasci para ser inteira.
EU NÃO PRECISO SER ACEITA POR TODOS; PRECISO APENAS NÃO ME ABANDONAR.
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Poesia de Gilson Rodrigues