28/02/2026
Brincávamos de soldado.
Estávamos todos dispostos
A sermos mortos,
Contrariados e com fuzis,
Não tinha como a gente ser feliz
Ou despertar o amor...
Cercas de arame farpado,
Pra esconder as minas e depósitos,
Nada era óbvio,
A gente era criança e aprendiz,
Éramos o juri e o juiz,
Julgavamos a dor...
A cada perna decepada,
Uma cápsula deflagrada
E no flagrante
Perigo constante..
E pra que lado se atirava,
Qual o caixão que se enterrava
E, por um instante,
A paz vislumbrante
E quem voltava pra casa
Tinha os pés calçados
Sobre memória e desprezo
Como num campo minado.
Brincando de guerra
Marcos Roberto Fernandes
28/02/2026