19/06/2018
Todo dia aqui é dia de sol. Todo dia é de calor. Essa imagem de frio, aconchego e livros não cabe aqui. Quando vejo a maioria dos perfil de livros sinto um distanciamento geográfico sentimental. Ninguém fala do calor! Onde posso ler sobre as ruas que vejo? Viajar é tão difícil. A não ser pelos livros. Mas quero reconhecer trechos do leio nas ruas que ando também.
Ceará é de sol, amarelo vivo, do céu escuro estrelado no interior, de lua enorme. Fortaleza do mar, do azul, do pôr-do-sol em Iracema, dos bairros que não conhecemos.
Essas são as cearenses e os cearenses da minha estante. Sexta chegou o coletânea de contos do ateliê de narrativas da . Fiquei muito feliz com o envio, pois ler histórias que se passam na cidade em que vivemos sempre nos dá uma visão diferente do lugar que já achamos conhecer. Ainda tenho muito muito a conhecer da nossa literatura. A consciência de procurar mais sobre nossa arte veio já tardia, só li Rachel de Queiroz a primeira vez esse ano. Projetos como o Farol e o da , são muitos significativos. Sinto falta dos clubes de leituras daqui se voltarem mais pra isso também. Sempre estamos atentos nos clubes a ler livros que são lançamentos ou estão sendo muito falados no momento, e sabemos que se for assim os nossos ficam quase sempre de fora. Poucas são as que conseguem como Tércia Montenegro e Socorro Acioli estar numa da vida e sabemos como as grandes editoras é que ditam o gosto dos leitores. Então escavemos em outras fontes. Procuremos quem fala de nosso povo também. Ou das nossas ruas, não que tenha que ser exatamente uma escrita "regionalista", mas leiamos os que estão aqui do nosso lado fazendo algo acontecer.