01/11/2025
Título: Acabou
Acabou, e o peito sente o luto,
Um vazio que aperta, silêncio absoluto.
As lembranças dançam, choram no olhar,
Um mundo desfeito, difícil de aceitar.
Acabou, mas a mente ainda nega,
“Não pode ser verdade”, insiste e entrega.
Revolto-me contra a dor, fecho a porta,
Como negar o que o coração já aborta?
Acabou, e surge a barganha sutil,
“Se eu mudar, talvez fique mais fácil.”
Troco promessas, faço acordos no ar,
Buscando um sinal para o amor voltar.
Acabou, e lentamente aceito,
O fim não é castigo, nem defeito.
É começo novo, é aprendizado,
É liberdade, é caminho iluminado.
Acabou, e sigo, renasço, me encontro,
Deixo pra trás o passado, o pranto.
Pois o amor que vive em mim, tão profundo,
É a força que me guia para outro mundo.
Carlos José Carroba