A Voz Entrelinhas

A Voz Entrelinhas A voz entrelinhas* é uma página de divulgação da arte literária, nos seus mais diversos gêneros.

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20/07/2026

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Por: Manuel Praia Fernando🍀📚

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20/07/2026

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Rubrica: Jovens Letras
A escrita tem o poder de preservar memórias, eternizar culturas e dar voz à história de um povo.
Nesta edição da Revista Literária Movimento dos Escritores do Namibe – M.E.N, destacamos Manuel da Graça Praia Fernando, jovem escritor natural de Moçâmedes, cuja visão da literatura une história, liberdade e identidade cultural.
Com sensibilidade e responsabilidade, convida-nos a olhar para o Namibe como uma terra rica em histórias que merecem ser contadas e preservadas para as futuras gerações.
"Escrevam com amor e responsabilidade, porque a preservação da história depende de nós." Manuel da Graça Praia Fernando
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Boa quinta-feira, amantes! ❤️🥂
09/07/2026

Boa quinta-feira, amantes! ❤️🥂

Ah o amor!Quanto mais sinto,Menos consigo explicar
23/06/2026

Ah o amor!
Quanto mais sinto,
Menos consigo explicar

A cadela sonambula - Não bastava ter nome de mulher que não presta, ainda tem sobrenome de pessoa doente. Ela, sim, aque...
18/06/2026

A cadela sonambula -

Não bastava ter nome de mulher que não presta, ainda tem sobrenome de pessoa doente. Ela, sim, aquela cadela, de dia parece normal, corre atrás de tudo quanto é rabo, inclusive o seu, ainda bem que do meu anda longe. O momento em que sente mais prazer, é a noite, quando a quietude se instala depois de um dia cheio de trabalho, e a mente não desejo outro barulho além da paz e do nada, então do nada, a cadela, sai do seu canto e inicia o um canto horroroso, desafinado e persistente, como se alguém gostasse, se a dona se importava ainda é um segredo, que ninguém sabe, mas todos discordam. Enquanto criança diziam que os cães, não as cadelas, essas só servem para abrir as pernas e guardar algum dinheiro de homens casados ou por prazer desesperados, diziam que os cães tinham olhos que não eram olhos, de dia olhavam e de noite sentiam coisas que não se viam com os olhos, os cães de agora só ficam na sala, e essas coisas ali dificilmente chegam, essas coisas gostam de andar a noite pelas ruas e nos quintais, e aí faziam os cães gritar, as cadelas normalmente ficam na cama com os donos, ou com quem pagasse melhor na tal noite, de dia sacudiam o rabo todo a mostra, sem pudor, sem vergonha e de noite iam para cama descansar ou trabalhar se houvesse cliente e raramente descansam, diga-se de passagem. Aquela cadela era diferente, tinha nome de mulher que não presta e sobrenome de pessoa doente, de dia ficava no seu canto, e só de noite saía a andar e a gritar e a chorar e a ladrar, ladrava em desespero, afugentava a quietude e até as coisas que não se viam com os olhos, estas coisas, por aqui nem passavam, por isso nunca tive pesadelos, mas também nunca tive sonhos, na verdade eu nunca tive sono.

16/06/2026

De: Agostinho Neto, poeta maior…

Era um quêDe coisa que é boaSeja a viver seja a lembrarEsse quê era você.
13/06/2026

Era um quê
De coisa que é boa
Seja a viver seja a lembrar
Esse quê era você.

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